Nos
dias atuais, a palavra driblar, está em uso freqüente, em evidência total. Os
economistas dão informação como driblar a crise financeira que estamos vivendo,
com projeções nada animadoras. Os especialistas dão informações como driblar e
superar a queda da Bolsa, que está de mal a pior, com seu principal índice, o
Ibovespa, acumulando seis meses consecutivos de queda. Em 2013, a queda
acumulada do Ibovespa já beira os 23%. A
presidenta Dilma, está driblando a crise que assola sua administração, diante
das recorrentes manifestações nas ruas. Driblar, segundo Houaiss, significa
pelo aspecto desportivo “gingar o corpo, controlando a bola, para escapar das
investidas do adversário, tentando se “esquivar, enganar, iludir, evitar”. O
drible é a ação, o movimento. Falando em drible, o Neymar, no jogo da decisão
da Copa das Confederações, teve motivos de sobra para conquistar o
prêmio de melhor jogador da Copa das Confederações. O camisa 10 marcou quatro gols,
sendo um golaço na final e levou zagas rivais à loucura com seus dribles. O
reforço do Barcelona foi disparado o atleta que mais driblou na competição, com
média de 5,9 fintas por partida. Na vitória
diante da Espanha, 3 a 0,
Neymar se destacou no fundamento. Foram 8 dribles executados, o dobro do
segundo colocado no quesito, Iniesta, com quatro dribles no jogo, segundo levantamento foi feito pelo Datafolha. Antes
de Neymar, outros jogadores foram celebres em seus dribles, com Pelé, Jairzinho,
Zico, prof. Sócrates, entre outros atletas que engradeceram o futebol
brasileiro. Agora, o futebol brasileiro, está convivendo com jogadores
estrangeiros, uma espécie de migração dos chamados “gringos”, certamente eles estão driblando as forças da economia de
mercado ao desembarcar no Brasil (Guerrero, Valdivia, Montillo, DÁlessandro e
tantos outros). Assim, com a presença maciça de estrangeiros, o futebol
brasileiro poderá perder o estilo consagrado do “drible” e o seu brilho,
descaracterizando nosso estilo de jogo.
Os jogadores brasileiros, que vão para Europa, Rússia, ex-repúblicas
soviéticas e mundo afora, ressentem do brilho do futebol brasileiro, pois
passam a jogar para a equipe, deixando de lado seu talento pessoal consagrado
no “drible”, a ginga de envolver o adversário e consagrar uma jogada, chegando
ao gol. Enfim, driblar não é fácil,
porque as vezes o adversário não se sente iludido, rouba a bola e parte para o
contra ataque, faz o gol e sai vitorioso. Todavia, em que pese o exposto, não
será fácil para a presidente Dilma, nos meses que antecedem as eleições de
2014, driblar as crises instaladas em seu governo. Não é só a presidente Dilma,
muitos políticos que pensam em reeleição, têm que “driblar” muita coisa, se
quiserem ser eleitos, principalmente resgatar a credibilidade junto ao povo,
pois ao contrário, “nenhum Neymar, ou camisa 10, poderá driblar a rejeição e a
indignação expostas nas ruas, pela população”, no últimos tempos. Como dizia Ulysses Guimarães: “a única coisa
que mete medo em político é o povo nas ruas”.
Artigo publicado na Folha Regional de Cianorte - edição de 21-22 de julho de 2013.