Será que existe a felicidade eterna? Tenho dúvida, porque se a vida é
passageira, tal qual não poderia ser
diferente a felicidade. Existe um princípio bíblico, que “tudo tem seu tempo
determinado para as coisas”. Evidente e óbvio que existe o tempo de felicidade,
nem que seja uma fração de tempo sequer, nenhum humano passaria por esta terra,
sem ter um tempo mínimo de felicidade. Vivemos momentos e instantes de alegria,
serenidade, paz, graça, amor, choro, angústia, esperanças, também felicidade,
porque não existiria graça nenhuma de permanência plena dessas situações. O
homem tem um ímpeto de conquistador, portanto, talvez o troféu da felicidade,
poderia durar apenas segundos, minutos, instantes, como exemplo um corredor recebendo o prêmio no “podium”
após uma corrida, ou a conquista do pico do Everest, enfim, situações diversas
poderiam ocorrer para gozarmos de um tempo de felicidade. Minutos, segundos e
instantes apenas de felicidade, talvez satisfaça nosso coração. Todavia, pelas
circunstâncias sociais em que vivemos, somos levados a buscar esse estado a
todo instante, como se fosse dever ser feliz permanentemente, algo impossível,
que nos traz o ônus de devedores eternos, incapazes perante a vida. Não podemos viver sempre num estado permanente
de felicidade, se somos rodeados a todo instante pelas tempestades da vida
(ainda que estas passam), em convivência com a morte (passeia entre nós, mas é
algo certo), fazendo parte inevitável e integrante do maior milagre que é a vida. Enquanto
temos vida, podemos ter esperança de ter felicidade, por um instante sequer, vivenciando
esse estado maravilhoso, como se fosse o
último prêmio que a vida permitisse.
Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012
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