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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

FELICIDADE ETERNA


Será que existe a felicidade eterna? Tenho dúvida, porque se a vida é passageira, tal qual  não poderia ser diferente a felicidade. Existe um princípio bíblico, que “tudo tem seu tempo determinado para as coisas”. Evidente e óbvio que existe o tempo de felicidade, nem que seja uma fração de tempo sequer, nenhum humano passaria por esta terra, sem ter um tempo mínimo de felicidade. Vivemos momentos e instantes de alegria, serenidade, paz, graça, amor, choro, angústia, esperanças, também felicidade, porque não existiria graça nenhuma de permanência plena dessas situações. O homem tem um ímpeto de conquistador, portanto, talvez o troféu da felicidade, poderia durar apenas segundos, minutos, instantes, como exemplo  um corredor recebendo o prêmio no “podium” após uma corrida, ou a conquista do pico do Everest, enfim, situações diversas poderiam ocorrer para gozarmos de um tempo de felicidade. Minutos, segundos e instantes apenas de felicidade, talvez satisfaça nosso coração. Todavia, pelas circunstâncias sociais em que vivemos, somos levados a buscar esse estado a todo instante, como se fosse dever ser feliz permanentemente, algo impossível, que nos traz o ônus de devedores eternos, incapazes perante a vida.  Não podemos viver sempre num estado permanente de felicidade, se somos rodeados a todo instante pelas tempestades da vida (ainda que estas passam), em convivência com a morte (passeia entre nós, mas é algo certo), fazendo parte inevitável e  integrante do maior milagre que é a vida. Enquanto temos vida, podemos ter esperança de ter felicidade, por um instante sequer, vivenciando esse estado maravilhoso,  como se fosse o último prêmio que a vida permitisse.  

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...