Perdoar é um ato pessoal ou
coletivo, dependendo dos fatos. No campo político, existiu “perdão” no Brasil
em forma de “anistia”, para os presos políticos decorrentes da perseguição em
razão da revolução de 1964, na era dita da democratização. Na vida pessoal, é
uma atitude positiva que produz efeitos sem medida. É um ato que exige a ação
de efetivamente perdoar, talvez um esquecimento definitivo e completo de uma situação que nos aflige, talvez sejamos até credores de tal atitude, em razão da convivência que temos, em amplos sentidos. Perdão não tem condicionante, é irretratável, para produzir efeitos de nunca
ter acontecido antes - esquecimento. Talvez e situação mais exemplar desse ato, seja com “ás
águas do mar quando estão na praia e atingem as areias, depois que retornam ao
mar, aquele local fica como nunca estive tido ação anterior”. A sensação daquele que perdoa e daquele que
recebe o perdão é totalmente de libertação. Desamarra uma situação, torna-se
renovado, enfim, horizontes de vida despontam e assim que segue a vida. Como o
amor, o perdão não deve ser contabilizado, para ter um efeito liberatório. Com o perdão reciproco ou concedido unilateralmente, depende da situação, nessa situação, o tempo se
refaz para a vida. Enfim.
Onde há perdão
As portas se abrem
Tem amor
Existe conciliação
Restauração
Esperança
Fé
Libertação
Horizontes despontam
O sol brilha
O tempo se refaz
Para a vida...