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quinta-feira, 23 de junho de 2011

FAZER ESCOLHAS

Não existe vida sem escolhas. Mesmo estando parados, estamos fazendo escolhas. Ao percorrer aos caminhos da vida, existirá sempre a necessidade de fazer escolhas. Ao contrário de decisão, esta de maior grandeza, com a nítida sensação de poder, ou seja, ligado as situações de deliberar, determinar, resolver. Particularmente prefiro a palavra “escolha” por entender ser uma situação democrática, uma sensação de certa liberdade para fazer opção. As escolhas que a vida nos impõe, melhor dizendo, não vem por acaso, e sim, por sucessões de fatores, variáveis situações. Ao optar pela escolha desejada, iniciamos uma trajetória, sempre imaginando resultados positivos, mesmo sabendo que poderá ocorrer eventualmente incertezas, frustrações, pois estará no campo da previsibilidade. Se fizermos a escolha pelo desconhecido, certamente teremos a sensação do medo, pois está dentro da lógica de um resultado de sucesso ou insucesso, podendo gerar uma espectativa frustrante, dúvida, desconfiança.  Mesmo na escolha daquilo que conhecemos, também haverá o risco do resultado. Optando pela escolha, traçamos a meta, o propósito, enfim, a conquista que objetivamos.  Ultrapassados o momento das escolhas, passamos a fase da execução, e conforme enfatizado,  chegaremos a um resultado. Não podemos comparar nossas escolhas com uma fórmula matemática, com resultado certo. Nossa rota traçada, pós escolha, certamente é que chegaremos a salvo no final, ou seja, no “porto seguro”.  Se não der certo, apesar de nosso completo empenho, aceitar o resultado daquilo que se escolheu, é uma situação desconfortável, melhor dizendo.  Se o ser humano vive de escolhas, portanto, deve trabalhar sempre com as angústias e frustrações,  porque se der certo, colherá o lucro, e se não der certo, será  destino, fatalidade. Enfim, o jogo das escolhas, com influências diretas e indiretas sobre as pessoas. Toda resposta é uma escolha. Ninguém erra porque gosta de errar, ser perdedor.  Fazemos escolhas sempre pelo melhor: vida, amor, felicidade, dinheiro, lucro. Prejuízo ou lucro,  como enfrentar. Eis a raiz de muitos dos tormentos espirituais, das aflições de consciência e das agonias pessoais que vivemos: assumir os riscos e conseqüências das escolhas. Muitos superam essas condições que surgem pela vida, outros não. Enfim, fica a questão como encontrar a escolha certa e perfeita,  no enredo chamado “vida”, superando a mera sobrevivência do cotidiano, no exercício do arbítrio que existe em cada um e nos encargos que a liberdade nos impõe no mundo atual?  

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...