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quinta-feira, 12 de maio de 2011

MODERAR O CRÉDITO AO CONSUMIDOR

O mercado brasileiro de consumo é demais vulnerável. Nota-se que o consumidor, pela grande oferta de crédito, vai sendo seduzido por compras parceladas sem precedentes, atraido certamente pelo "caráter profissional do mercado". O Brasil, na verdade, é o paraíso dos juros caros (um dos mais altos do mundo para o consumidor). Investimentos estruturais no Brasil, não vem ocorrendo há mais de uma década. Somente investimentos financeiros, o que preocupa de certo modo agências de avaliação internacionais, sobre o "risco Brasil". Denota-se que a farta oferta de crédito, como atualmente ocorre, facilita o endividamento dos consumidores, numa época em que o salário  não cresce na medida da inflação, apesar da oferta de empregos ser maior, no setor qualificado de mão-de-obra. Vislumbra-se que o ganho  "informal" tem sido o propulsor do mercado, principalmente atrelado ao ganho da classe  "c" assim denominado pelo mercado. Esta existindo um desequilíbrio das finanças pessoais do consumidor, à medida que a inadimplência vem crescendo, conforme preocupação do mercado financeiro, fazendo crescer as taxas de juros. O brasileiro está endividado.  Está é a realidade de mercado, constatada nos últimos dias pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, o que chama atenção, pois a "inadimplência"  (aumento 2,5% em abril, conforme pesquisa) conseqüencia direta,  traz encarecimento de juros e seus acessórios. Ou seja, em palavras esclarecedoras "o brasileiro está gastando mais que sua renda", complementando sua renda com créditos de cartões de créditos em geral, contudo, renda ilusória, cavando sua própria sepultura, sem precedentes, como se fosse o "consumo" uma forma de vida, sem regramento  - obrigação ao consumo como meio de existência. Não é. Poupar é necessário, para aumentar a capacidade de negociação de mercado. A grande oferta de crediário, em calçados, alimentação,  roupas, passagens aéreas/ou lazer, compra de automóveis, imóveis em geral, leva um pagamento a mais em juros, e com o dinheiro em mãos, certamente o consumidor tem um mecanismo farto para negociação. Ganho certo na compra com descontos de no mínimo de 10% à vista, inclusive,  obtendo descontos em pagamento entre 03 e 05 parcelas da compra. Continua, ainda a valer o senso equilibrado para o consumo, sob pena do consumidor cair na garra dos altos juros, numa ciranda financeira interminável,  absolutamente dramática, exploração sem limites, num mercado alheio a qualquer ética. O Código de Defesa do Consumidor, desde sua concepção na década de 1990 (Lei 8.078/1990), aspira regulamentar todos os contratos de consumo, coibindo a práticas abusivas, as facilidades de créditos que regulamentam as fases de formação e de execução de contratos de financiamentos e créditos para compra de bens e serviços, discurso sedutor de vendedores que estimulam compras inconsideradas (censurável leviandade na oferta de crediário), enfim, praticas comerciais abusivas, que levam ao superindividamento do consumidor. Apesar da proteção legal existente, via CDC e outros sistemas de proteção ao consumidor, a decisão de consumir é pessoal do consumidor. Cabe a ele  decidir o que comprar, quando e como pagar. O CDC cria uma legislação de proteção e não de coibir o consumo, ou seja, "cabe ao consumidor refletir sobre a real necessidade/utilidade da compra a ser feita e sua real possibilidade de pagar a futura dívida". Poupar, ainda continua sendo a melhor forma de comprar, segundo os especialistas financeiros, recomendando sempre cautela para  o consumidor na hora de ir às compras. Moderar o crédito ao consumidor, é uma questão social, sob pena de incorrer num superindividamento sem fim, impagável, levando a um estado de insolvência sem precedentes.

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...