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quarta-feira, 11 de abril de 2012

ALÉM DO ÓBVIO


Somos tão racionais, que, quando olhamos ao nosso redor às pessoas, os objetos, não conseguimos ver além das aparências, superficialmente. Nossas relações no dia-a-dia, também não vão além das aparências. Nosso amor, também não vai além disso, claro...esperanças, presente, futuro... Tudo isso porque estamos sempre de passagem, com pressa, sequer atentamos para a simplicidade das coisas. Queremos e tentamos enxergar somente aquilo que nos preenche, o óbvio. Demais situações e coisas, aparecem distante, talvez a conexação seja hoje a fórmula mais atraente de relacionarmos, pois não temos compromisso, pronto “click”. Cada dia mais, nossos relacionamentos, estão virtuais – “ligue e desligue” (além de termos em língua estrangeira nos aparelhos eletrônicos “on” “off”, assim por diante) ou “conectar ou desconectar”. É a ordem atual, depois, ficamos sozinhos, sem ninguém, na frieza do nosso tão esperado bem estar. Ao pensarmos em segurança, estamos assediados de medos; pensar em amar, mesmo que seja o próximo (vizinho, amigo, colega), resta as complicações, não temos tempo para o problema dos outros, conquanto estamos numa comunidade. Estamos descompromissados com nosso ser e os demais, queremos liberdade, sem limites. Não existe nenhuma obrigação legal de atentar aos próximos, mas é uma questão humanitária, ética, pois não podemos viver no individualismo exacerbado, conquanto o sistema promove situações para tal finalidade, esparramando e alarmando o medo,  a insegurança e falta de espectativa do amanhã.  O homem não foi criado para viver só, como ermitão, em desertos. Talvez em pequena escala existem situações que os humanos, optam por viver nesta situação, opção religiosa e pessoal, mas a regra é a convivência, a solidariedade, a sociabilidade. Temos que aprender a enxergar além do óbvio, da aparência, da superficialidade, valorizando aquilo que nos rodeia, que necessitamos para viver, conviver, amar, ter fé, esperança,... ainda que por instante sequer. 

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...