Ama-se as coisas; usa-se o ser humano" A coisificação do ser humano é um fenômeno que nasceu com o aparecimento da inteligência do homem. [...] É prioridade da vida transferida para prioridade da coisa. [...] A mulher coisifica-se via exuberância corporal que disfarça a mediocridade cerebral. A mulher aceita epítetos como "popozuda", "boladona", "cachorra", "eguinha", além de converter-se em suculentas frutas. Como pode um ser humano descer tanto apenas para ser em evidência? Essa é a ditadura da vaidade, engendrada pela mídia via interesses capitalistas, QUE TRANSFORMA O SER HUMANO EM COISA. A MULHER NORMALPASSA ACHAR QUE, PARA EXISTIR COMO MULHER, TERÁ QUE SE SUBMETER A TODO LIXO MIDIÁTICO QUE INVADE SUA VIDA TODOS OS DIAS... (Folha Opinião (espaço aberto) - edição sábado 18 de janeiro de 2014 - Paulo André Chenso - médico e professor em Londrina).
O autor do artigo exemplifica a mulher, mas também é para os homens. Vale a pena ler o artigo íntegra, o autor foi muito feliz, essa é a realidade "as pessoas apresentam-se ao mundo através de qualquer forma, para "n" atividades em busca dos seus anseios de vaidade, vendendo sua imagem a qualquer preço. Vem aí mais um BBB edição 2014, esperem para ver a exploração atualizada do "ser humano"...Se não é objeto é coisa, tudo vale para se tornar celebridade+sucesso+dinheiro+fama, nem que isso custe a própria dignidade, em detrimento dos reais valores e atributos pessoais da pessoa humana.
Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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domingo, 26 de janeiro de 2014
O POVO TEM A FORÇA DA MUDANÇA
Artigo publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte edição de 19-20 janeiro de 2014".
A força invisível do povo passou a ser uma constante realidade no Brasil, após as manifestações de junho de 2013. O povo premido e indignado pelo descaso e a falta de políticas públicas, passou a ocupar as ruas, demonstrando sua força, sua cara, a exemplo do que ocorre em outros países, mundo afora. Ocupar as ruas é o mínimo de direito, garantia constitucional, todavia, diante do atual cenário, em que vivemos certamente a povo deverá ocupar outros locais e espaços, pois as ruas serão pequenas e curtas para a demonstração de força e indignação. Exigir mudança no atual modelo político, econômico, social e muitos aspectos da vida em sociedade de interesse comum (meio ambiente, paz, segurança, direitos individuais,...), é um direito, mesmo que não haja liderança e nem formalização, nem articulador, nem pautas, nem partido político, nem representação da sociedade organizada, demonstração de mobilidade e força do povo surgindo nas ruas em inúmeras cidades do Brasil (exceção de vândalos e marginais que aproveitam essas movimentações para seu agir criminoso, extrapolando limites de respeito dos espaços públicos e das pessoas). Vale a pena, produz resultados e demonstração que “não somos tão passivos” como muitos entendem. Vivemos numa sociedade dividida, de um lado a sociedade de ficção (autoridades, classe política e poderes constituídos) amparados em privilégios, onde tudo parece estar bom (sensação), dentro da legalidade, sob controle. Do outro lado, existe a sociedade real, onde está o povo, a população, o pequeno comerciante, o agricultor, o profissional liberal, o assalariado, o funcionário público, operário, o industriário, enfim, o povo indignado, oprimido e explorado, num sentido amplo da realidade, onde se faz o“remendo” para as ocasiões de tragédias, abandonados ao próprio destino, porque falta gestão pública eficiente, transparente, sem demagogia. Não é exagero, é realidade, pois existem problemas crônicos anos a anos sem solução, como as enchentes e deslizamentos (existem outros) que ocorrem em vários estados da federação, na virada do ano. Mais, a violência extrema, sem controle, que vem ocorrendo, como no caso do Maranhão, onde foi incendiado a menor Ana Clara, 6 anos, inocente, queimada viva por bandidos no terceiro dia de 2014. É óbvio que outros Estados da federação, vivem terminantemente sob um ambiente violento, embora maquiado por estatísticas governamentais, onde a população não exerce o direito de ir e vir plenamente, são tutelados por ambientes marginais, onde o Estado não intervém, pois nega os direitos mínimos de cidadania. Não se pode mais fingir que o Brasil vive em tempo de paz, diante da omissão completa do Estado, apesar de políticas públicas, para aniquilar a desigualdade social. É legitimo o exercício do direito de se manifestar nas ruas, com moderação, equilíbrio, respeitando limites, em busca de direitos mínimos de cidadania (transporte público eficiente, saúde e educação de qualidades, segurança, bem estar, habitação, emprego, direitos sociais diversos). Em junho de 2013, a “panela de pressão” já estava prestes a explodir e os aumentos das passagens do transporte coletivo em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, e em outras capitais e cidades, foram apenas o gatilho para que o povo fosse as ruas em todo o Brasil. Neste ano de 2014, já iniciou-se em São Paulo, movimento denominado “rolezinho”em “shoppings”, convocados pelas redes sociais e a tendência é aumentar em 2014, já que é ano eleitoral e copa do mundo, e a mídia nacional e internacional está ligada no Brasil. O povo voltou da anestesia, descobriu sua força e poder, portanto, manifestações em ruas, será uma realidade constante daqui para frente. Espera-se que respeitem o limite de “ir e vir” de cada cidadão, regra básica de convivência na sociedade.
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