Pesquisar este blog

segunda-feira, 14 de maio de 2012

CPI DO CACHOEIRA


Não poderia esquecer um assunto tão atual, debatido a todo o momento  nos meios de comunicação, político e jurídico do Brasil a  “CPI do Cachoeira, decorrente da Operação Vegas” realizada pela Polícia Federal. Tornou-se a mina de ouro noticiários. A CPI que está investigando a  pretensa ligação de Carlinhos Cachoeira com políticos do Brasil inteiro, sem distinção partidária, pelo contexto do noticiário. Fato surpreendente é que o empresário  Carlinhos Cachoeira (Carlos Augusto Ramos), tornou-se  um espetáculo, bem no tempo de julgamento pelo STF da CPI  do Mensalão, que revelou um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil. Segundo declaração do Procurador Geral da República Roberto Gurgel “o mensalão é o atentado mais grave que já tivemos à democracia brasileira”. Coincidência ou não, é que ambos os casos são preocupantes, haja vista indícios de corrupção, crime organizado, entre outros atos atentatórios à democracia, envolvendo políticos,  siglas partidárias, autoridades e agentes públicos; uma afronta ao cidadão de boa fé, que paga seus religiosos impostos e tem o dever de votar. No específico caso da CPI do Cachoeira, está em destaque, ainda,  o procedimento e ações do senador Demóstenes Torres,  até então um Senador acima de qualquer suspeita,  tendo sido aprovado no dia 08 de maio corrente, pelo Conselho de Ética do Senado processo disciplinar, em função de ter indícios de provas de  defender  “pseudos” interesses ligados a negócios de Carlinhos Cachoeira, já envolvido anteriormente em 2004, no caso “Waldomiro Diniz”.  Também em evidência e em estado de apreciação pelo Executivo (já teve aprovação no Senado e na Câmara o Código Florestal), talvez  “cachoeira”, seja assunto corrente em Brasília, reacendendo lembranças políticas partidárias e das eleições de 2012. Aí lembramos que várias CPIs, foram processadas em Brasília, com os respectivos méritos de resultados, de igual forma em estados e municípios. Atualmente, as CPIs mais noticiadas a nível de Paraná, é de Londrina (Prefeito) e Curitiba (Câmara Municipal), além daquelas CPIs em  instalação, andamento de trabalhos ou concluídas na Assembléia Legislativa do  Paraná conhecidas dos paranaenses (CPI dos Leitos dos SUS, CPI dos Portos, CPI  dos Grampos e CPI do Pedágio entre outras).  A CPI é instrumento legal, prevista no artigo 58 e parágrafo 3º da Constituição Federal, com poderes de investigação, obedecendo os princípios legais de ampla defesa e as liberdades públicas. Além do caráter investigatório, o que mais é mais visível é a imagem dos parlamentares, como se fossem atores cinematográficos, apaziguando interesses e preservando amizades, num verdadeiro paraíso de vaidades. Tem parlamentar que é oportunista, utilizando sua condição de relator das investigações para se projetar no cenário nacional. Toda regra tem exceção, é claro, pois existem os parlamentares integrantes das CPIs que executam seu trabalho de forma serena, digna da função parlamentar, acima de qualquer interesse e vaidade, colaborando pela sua finalização (se não terminar em pizza), produzindo relatório que vai apontar erros, pretensos crimes, responsabilidades, encaminhando as autoridades competentes, que é justamente a finalidade das CPIs.    

Matéria publicada no Jornal  "Folha Regional de Cianorte" dia 13 de maio de 2012.     

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...