Muitos
vivem a vida, como se fosse um caminho construído, igual uma estrada projetada por outros, sem
saber dos sentidos da vida. Vivemos o presente, como se fosse uma regra normal
da vida, vai acontecer todos os dias...
iguais sempre assim até que a morte chega e nos carrega. Mas tenho por mim que
a vida é maravilhosa demais para vivermos numa regularidade secular, sem
atentar o significo de instantes de vida. Não dominamos o tempo, ele esta aí, imutável.
Passamos por tempo, e este permanece o mesmo sempre. Mundamos a todo instante,
exigindo que o tempo possa também ser mudado, como fossemos criador, como uma
arrogância sem igual. Mensuramos o tempo em calendários, relógios, agendas,
como tivéssemos competência para isso, mais essa mensura é válida para nós e
não para o tempo, porque este tem seu curso normal imutável.Tempo tem a
competência de registrar os fatos da nossa vida: alegrias, tristezas,
esperanças, amores, desiluções, enfim, é aquele que sempre permanece conosco,
como amigo fiel em todos os instantes,
pois é imutável e implacável. Tempo que registra a demanda incansável pela
manutenção de nossa autoimagem, como se fosse a única coisa a que resta buscar
nesse mundo consumista. Tempo que cura os medos, amores, depressões, gritos de
socorro, porque a vida está passando, o tempo esgotando nossos últimos fôlegos de
vida e nós como seres falíveis, frustrados na aspiração da busca por mais
conseguir na vida, porque vencer sempre é à medida que a sociedade impõe, sem
limites. Exaustão é da vida e não do
tempo, imutável, uniforme, cada minuto exatamente igual ao próximo e o que
passou... A vida é bela, curta, preciosa, deve ser vivida intensamente com plenitude, como algo
singular, única, valiosa, um milagre a viver a todo instante.
Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
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