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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

VIVER ATENTAMENTE



Muitos vivem a vida, como se fosse um caminho construído,  igual uma estrada projetada por outros, sem saber dos sentidos da vida. Vivemos o presente, como se fosse uma regra normal da vida,  vai acontecer todos os dias... iguais sempre assim até que a morte chega e nos carrega. Mas tenho por mim que a vida é maravilhosa demais para vivermos numa regularidade secular, sem atentar o significo de instantes de vida. Não dominamos o tempo, ele esta aí, imutável. Passamos por tempo, e este permanece o mesmo sempre. Mundamos a todo instante, exigindo que o tempo possa também ser mudado, como fossemos criador, como uma arrogância sem igual. Mensuramos o tempo em calendários, relógios, agendas, como tivéssemos competência para isso, mais essa mensura é válida para nós e não para o tempo, porque este tem seu curso normal imutável.Tempo tem a competência de registrar os fatos da nossa vida: alegrias, tristezas, esperanças, amores, desiluções, enfim, é aquele que sempre permanece conosco, como  amigo fiel em todos os instantes, pois é imutável e implacável. Tempo que registra a demanda incansável pela manutenção de nossa autoimagem, como se fosse a única coisa a que resta buscar nesse mundo consumista. Tempo que cura os medos, amores, depressões, gritos de socorro, porque a vida está passando, o tempo esgotando nossos últimos fôlegos de vida e nós como seres falíveis, frustrados na aspiração da busca por mais conseguir na vida, porque vencer sempre é à medida que a sociedade impõe, sem limites.  Exaustão é da vida e não do tempo, imutável, uniforme, cada minuto exatamente igual ao próximo e o que passou... A vida é bela, curta, preciosa, deve ser  vivida intensamente com plenitude, como algo singular, única, valiosa, um milagre a viver a todo instante.     

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...