[...] a vida se passa na companhia da incerteza.
[...] Ao embarcar em nossa jornada para uma vida decente, digna, satisfatória, valorosa (e sim, feliz!), tentamos evitar erros e fugir da incerteza confiando numa estrela, escolhida por seu brilho tranquilizador, para nos guiar. Tudo isso, porém, só para descobrir que nossa escolha da estrela-guia foi, no final das contas, "nossa" escolha, cheia de riscos como todas as escolhas foram e tendem a ser - e "nossa" escolha, feita por responsabilidade "nossa", ela continuará sendo até o fim..."
Zygmunt Bauman A arte da vida, ed. Zahar, 2009, p. 73-74.
Nossa vida uma obra de arte, mas depende de "nossas" escolhas,
apesar dos riscos inerentes a vivência...
Do contexto, é evidente que “nossas escolhas quando possíveis”, sejam precedidas de paciência, cautela, sabedoria, pois a maioria delas é até o fim da vida. Outras escolhas, podem ser temporárias, mas também detém um peso vivencial importante na grande viagem da “vida”, aliás, sem passagem de retorno.