O acidente que vitimou a equipe da Chapecoense no ano de 2016,
infelizmente, uma tragédia sem fim. O fim se consolidou naqueles que foram
dizimados no acidente. Ao contrário, aqueles que ficam, são vítimas do acaso.
Perdura a busca para sobreviver, revitalizar direitos, continuar a vida, simplesmente,
sobreviver. De repente, foram perdidos amores, planos, vidas talentosas, enfim,
seres humanos. Uma luta sem fim ao que parece, além do óbvio da saudade. Essa dor da alma,
parece nunca ter sim. Esse vazio da perda, nunca é preenchido, por mais que
vivemos e deixemos para trás, carrega dentro do nosso coração como se estivesse
presente. A dor da morte, só sente quem sofre.
Li a reportagem da Revista Veja sobre o acidente que dizimou a
Equipe da Chapecoense na Colômbia em 29/22/2016. (Revista Veja edição
29-11-2017, número 2558, ano 50, nº 48, p.82/88).
Pelo que li está a procura dos culpados... p.86, sem saber de
fato quem era proprietária do avião.... É verdade que deve existir algum
"papel" que pode certificar de fato quem era o proprietário da
aeronave... Mas fico imaginando o "drama" das famílias, viúvas,
filhos, etc,,, com tudo isso, assim resume uma parte da reportagem, p. 85: [...] Tudo é
desacerto, e, enquanto não brotam definições, as peças se movimentam tentando
ampliar as compensações. Há um denominador comum: as viúvas de muitos jogadores
se queixam de não ter recebido dos empregadores dos maridos tudo o que lhes
cabia por direito".
Depois do drama do acidente,
agora vem as situações que perduram no dia-a-dia, que é subsistência das
famílias...Embora nenhum valor possa restabelecer a vida do ente querido, e o
acidente (uma fatalidade que poderia ser evitada), uma grande luta para receber
o que é de direito, além do lado emocional e afetivo dessas pessoas
envolvidas...Uma tragédia que não vai acabar nunca...uma luta sem fim.
Solidarizo
com as pessoas que perderam seus entes queridos nesta tragédia.
Aguardamos por
soluções justas....