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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ELEITOR E O PODER DO VOTO CONSCIENTE


Próximos das eleições de 2012, no entanto, não se pode entender o comportamento do eleitor. No DF, não obstante os governos pseudo corruptos de Joaquim Roriz, José Roberto Arruda e atualmente pesa acusações a Agnelo Queiroz, tais cidadãos foram eleitos pelos votos dos eleitores da Grande Brasília. Será o voto e o eleitor os culpados pelas escolhas de seus representantes? Existe algum fenômeno que o eleitor tem em mente afim de eleger, pelo voto (escolha) representantes com intenções não democráticas, não comprometidos com o bem comum e o governo dos cidadãos. O voto é um exercício da democracia, inviolável, tanto que para votar, tem um ritual legal, afim de não comprometer o segredo do sufrágio e a credibilidade do processo eleitoral. A Constituição Federal, garante no artigo 1º, o voto sigiloso, princípio democrático. Exige-se tanta formalidade para o exercício do voto, nas eleições dos representantes, poderia, neste mesmo sentido, portanto, ser estendido em relação aos representantes eleitos, em razão do exercício do mandato, como uma forma de transparência e fiscalização dos trabalhos dos parlamentares. É rotina nos palácios da República, suspeitas de “mão boba na bufunfa”, “língua nos dentes” (denúncias por motoristas, seguranças, servidores), “boca na botija”, “dedo-duro”, “dinheiro na cueca, nos bolsos e nas bolsas”, um passando a perna no outro, enfim, um jogo de “pega ladrão de poder” sem precedentes. Para que o candidato chegue a algum ponto do poder político, precisa ser eleito, essa escolha, decorre do voto obrigatório do cidadão, que é o instrumento legal. Seria o voto uma forma de execução direta do candidato, no exercício do mandato, com o fim de retirá-lo de vez do cenário político? Tomando-se de exemplo o  DF, existe uma certa lógica, pois não é por acaso estas escolhas. Logicamente, pelo Brasil afora existem casos semelhantes como do Distrito Federal, como se divulgou recentemente pela televisão, talvez como espetáculo, quando na verdade é uma afronta ao direito do cidadão. Não teria o eleitor capacidade de realizar um voto consciente, como se prega em toda eleição ou existem combinações de fatores como o voto mercantil, (o mais usado pelo eleitor onde o coração e o bolso estejam juntos). Não resta dúvida, que, na prática o voto compulsório (obrigatório) que é o regime atual, influência o comportamento do eleitor, de forma que indiferente a tudo e a todos, não contribui para o aperfeiçoamento do processo democrático, ao contrário, uma vez que o eleitor é movido pela obrigação legal, torna-se mais suscetível a votar por motivos espúrios (amor e ódio). O poder do voto transcende a intenção do eleitor. Quanto ao voto livre, o que se tem visto e segundo pesquisas eleitorais, em países onde a pratica é legal,  existe o comprometimento do eleitor com a democracia, pois votam visando o melhor para a sociedade, e os candidatos eleitos prestam as devidas  contas do exercício do mandato aos eleitores. No Brasil, a cada pleito eleitoral nota-se o eleitor exercendo o voto consciente, frutos de campanhas da sociedade civil organizada e dos tribunais encarregados da normatização, aplicação e penalização dos candidatos e futuros mandatários.         

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...