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segunda-feira, 26 de março de 2012

ÓBITO CULTURAL

Existem temas que vem sendo tratado de forma ideológica e preconceituosa  no Brasil, como o caso recente de notícias sobre uma ação pública promovida pelo MPF, discriminatório (Ministério Público Federal)  com a pretensão de  retirar do “Dicionário Houaiss”, o verbete “cigano”, por considerar pejorativo o significado  descrito no aludido dicionário. Quem faz um dicionário, não é um sujeito qualquer. O dicionário nada mais é que uma “listagem por ordem alfabética de palavras e expressões de uma língua de determinado grupo social”.  Não é o dicionário invenção de termos e dizeres, é a expressão das palavras retiradas do meio de um povo, pelo uso, pelo tempo, por décadas. Traz na maioria das vezes, o significado retirado da linguagem popular, dos costumes, dos lugares, enfim, retrata a linguagem do povo, que consolida a cultura. A título de argumentação apenas, se palavra  “cigano” no Dicionário Hoauiss traz constrangimento ao grupo social, muitas das palavras do dito popular que utilizamos no dia-a-dia, também poderão ser consideradas ofensivas. Hoje em dia,  por estarmos numa época tecnológica, não se usa mais a palavra  como “chofer”, que era motorista de automóvel, profissional usava até uniformes. “Charreteiro”, aquele cidadão que conduzia charrete (veículo de duas rodas, puxado por cavalo, utilizado por duas ou três pessoas). “Bóia-fria”, trabalhador rural, que levava seu alimento em marmita,  no local do trabalho fazia suas refeições sem qualquer aquecimento. ”Mascate” vendedor de objetos de “porta em porta”. Infinidades de palavras, fazem parte da nossa cultura que não se pode apagar do dicionário e nem da memória do povo. Temos muitas situações constatadas, inclusive no comércio, como  “Oficina do Japonês”, “Bar do Baiano”, “Padaria do Portuga”,  “Loja China”,  “Loja do Turco”, “Casa Catarinense” “Casa Gaúcha”, enfim, nomes que fazem parte da nossa tradição cultural. Não se pode sufocar a manifestação popular; continuar a direcionar a cultura, como retirar palavras do vernáculo pela força, como imposição legal. Algumas palavras caem em desuso, como seria o caso de cigano, todavia,  o dicionário é um repositório, um patrimônio cultural de ampla dimensão abrigando “palavras que passaram por gerações”.  O Brasil é reconhecidamente no contexto internacional, um país acolhedor de imigrantes, inclusive de ciganos. Graças a colaboração de destes povos, com trabalho, empenho e dedicação,  participaram do desenvolvimento do Brasil.  Muitos imigrantes fizeram desta nação sua terra natal, constituindo famílias, patrimônio e perpetuando gerações,  como é o caso do povo cigano. Em que pese às razões de cor, raça e etnia, não pode se pode apagar o passado de uma nação, levar a óbito, como se fosse natural, ao contrário, temos que manter vivo e aceso todas as vertentes culturais de uma nação e procurar sempre resgatar, jamais promover por qualquer meio e procedimento seu aniquilamento.  Como escreveu Lya Luft (Revista Veja de 14/3/2012, p. 22) “... vamos deletar as palavras que nos incomodam, os costumes que nos irritam, as pessoas que nos atrapalham e, quem sabe, iniciar uma campanha  de queima de livros. De autores, seria um segundo passo”.

Publicada no Jornal "Folha Regional de Cianorte " edição do dia 25 de março de 2012. 

segunda-feira, 19 de março de 2012

EFEITO NEFASTO DA LEI

Os cidadãos não conseguem entender coisas que acontecem com aplicação da lei feita pelo legislador. Assistimos intensamente entre janeiro e fevereiro de 2012,   batalha árdua do Poder Público de São Paulo, no combate ao “crack e as drogas”, precisamente,  em locais chamados “cracolândia”. Talvez a situação exposta, não seja  pior que a guerra que acontece em vários cantos do mundo, noticiado diariamente pela televisão e outros meios de comunicação. Contudo, no cenário da cracolândia em São Paulo (não é diferente em outros locais do Brasil), o cenário é desumano, de corpos retalhados, olhares vazios, comportamentos agressivos, sujeira, lixo,  desamparo,  tudo levado pela busca de uma “pedra”. Impossível em sã consciência o cidadão de bem (pais e mães principalmente) relembrar a memória e buscar explicações para  o caminho das drogas, hoje abastecido com uma legião de seres humanos de idade precoce, não se sabendo a  informação exata da idade que iniciam nesse mundo. Muitas leis se tem feito no Brasil, contudo, não se pode aplicar de forma adequada, porque não há sustentação do Poder Público para garantir a implementação efetiva, ou seja, sair do papel e colocar em prática. Fizeram o Estatuto da Criança e do Adolescente, que apesar dos esforços de sua aplicação, encontra barreira pela falta de recursos financeiros, humanos e inexistência de uma política pública efetiva para a criança, adolescente e jovem. Nota-se que muita coisa alterou  e evoluiu com a aplicação da lei, beneficiando essas populações, no entanto, sendo o Brasil um país de extrema pobreza e de desigualdade (6º economia no mundo e 84º lugar no IDH-2011), possivelmente não se consegue assistir a todos. Proibiu-se o trabalho para menores de 16 anos, para entrar no mercado formal de trabalho, contudo, por não ter uma estrutura familiar adequada, uma escola que atenda efetivamente crianças e adolescentes, a legalidade estabelecida teve efeitos nefastos, atirando esse contingente de menores para o tráfico de drogas e similares, verdadeiros vales de criminalidade e omissão plena do Poder Público, cujas famílias não têm força para conduzir seus filhos no caminho do bem, sem ajuda e auxílio do Estado e da sociedade.  Embora a proteção legal que se impõe à criança e o adolescente, para estar na escola ou brincando,  seja algo legítimo para a infância, mas ao mesmo tempo existe a falta de escola e políticas públicas  efetivas para acolher esses menores, desenvolvendo toda a sua potencialidade. Quando o Governo proibiu o trabalho, restaram poucas possibilidades aos jovens menos favorecidos dessa faixa etária. Muitos terminaram por ingressar no mercado marginal de trabalho. Com necessidades  básicas de comer e vestir, com a cabeça vazia de idéias construtivas, mais cheia de desejos e vontades, ingressaram com facilidade na escola do crime. Tornaram “funcionários” de traficantes cruéis, ingressando no mundo da marginalidade, sem retorno, onde o preço mínimo é a própria vida,   forçando  à sociedade a repensar e refletir sobre a marginalização de meninos, meninas, adolescentes e jovens. Talvez uma revisão na legislação e na burocracia, poderia amenizar a situação desses infantes, iniciando a profissionalização  aos 12 anos, como um “projeto de vida” e não “projeto de morte” como vem ocorrendo atualmente pelos efeitos nefastos da legislação vigente.

Texto publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte dia 18 de março de 2012".

sábado, 17 de março de 2012

VIDA SEM RETORNO


Talvez por puro instinto, vivemos a vida sem pensar que não tem retorno. Isso, a vida é uma longa estrada, sem retornos, sem desvios. O que fazemos agora, possivelmente não poderemos depois retornar. Deixamos de amar, pensando que poderemos amar depois, mais passado o tempo, não mais se retorna. Que arrependimento, que transtorno... Na pressa da caminhada diária, sequer atentamos para o céu acima de nós com suas cores e desenhos das nuvens; o brilho do sol e as gotas de chuvas que caem em brilhos sobre a terra;  raios e trovões que vêm e vão, com ou sem chuva;  o brilho das estrelas em plena lua cheia e sombrear as árvores, casas, prédios, pessoas e animais;  para o vôo do pássaro, sem cantar; para o perfume e formosura das flores, das árvores, enfim, sequer atentamos para cuidar do irmão que está ao nosso lado, para às pessoas que estão caminhando juntos, mano a mano. Esposas, filhos, tudo que está ligado a nós, de repente no momento presente, representa quase nada, porque esta ali presente. Deixamos, além de expressar nosso desejo de amor, de afeto,  carinho,  beijar, abraçar,  esperando retornar depois....Perdoar esta fora de cogitação, pois pode esperar amanhã... Depois não deu tempo, pois o tempo é fatal, sem sentimento, sem cor, sem piedade... Continuamos a caminhar  sofridos, tristes, só porque não deu tempo para nada. Resta a saudade, alegria dos momentos felizes...o choro do arrependimento bate em nós, sem piedade.  Enquanto é tempo de vida, caminhamos com atenção,  dedicação, amor, pois a vida não tem retorno...o depois não volta para o ontem, e o futuro não fará nada pelo que passou. A vida é hoje, agora, presente...








terça-feira, 13 de março de 2012

NO MUNDO DOS PREÇOS

Infelizmente vivemos no mundo dos preços, das etiquetas, da aparência. Desprezamos coisas simples da vida, procurando por àquelas que detém a particularidade de valiosidade, pelo simples contexto, ou seja, só tem valor quando se dá para exibir. Mas, apesar disso tudo, tem muita ainda que não tem preço:
não tem preço o ar que respiramos;
as cores dos raios de sol;
a natureza;
o céu azul;
amizade sincera;
o amor, sem limites;
compaixão;
afeto;
gratidão.
Não tem preço as gotas da chuvas quando são iluminadas pelos raios do sol. Não tem preço o ombro amigo, no dia do luto, da doença. Não tem preço o abraço de uma criança, como se fosse um colar em volta do pescoço do pai, da mãe... Não tem preço a bondade, a humildade, a paz... Não tem preço a tranquilidade da vida, a eternidade após a morte, enfim, existem muitas coisas sem valor econômico. Existe o canto do pássaro, o brilho da lua a iluminar à terra na noite adentro. O brilho das estrelas, o sentido  do vento, sua atuação na mata, das folhagens, no nosso corpo.  Existe a vida para ser viver com simplicidade, sem apego e sem ganância.  Ainda, existem os pensamentos que não é objeto de preço, mas querem censurar e a liberdade querem cercear, para dominar.  Enfim, apesar de muita coisas não ter preço, infelizmente, lutamos para comprar àquilo que tem preço, sem atentar à coisas simples que podemos vivenciar.  

segunda-feira, 12 de março de 2012

LIMITES DA VIDA PRIVADA

Estamos vivendo dias de que “todos são iguais perante a mídia social”. Agrega-se a uma mídia social (facebook, twitter, orkut...) sentimos forte agregados à uma rede social de mídia.  Damos palpite e informações, sem entretanto atentar os limites uns dos outros, expondo-se  imagens e  fatos como se fosse nosso diário pessoal, sem limites, como um livro aberto. Passamos a comungar e viver “n” problemas de pessoas, sem contudo, sequer saber o “x” da questão, inclusive, momentos de lazer, sem preocupação alguma, talvez inconscientemente levado pelo prazer de comunicar-se, já que antes dessas mídias, o telefone talvez era o único contato mais utilizado entre pessoas. Existe o exibicionismo pessoal, também existe o trabalho social de luta por uma causa de interesse geral, regional, nacional ou supra-nacional. Vive-se ligado, na imediatividade real, com a mídia e pela mídia, cujas redes sociais instalam-se uma “virtualidade real”.  Sem atentar aos benefícios desse sistema (por exemplo aproximar pessoas e ventilar questões de interesse geral), o que deve pensar é a situação de cada um envolvido como pessoa, com reflexos na vida privada e os direitos inerentes à personalidade, pois situações e fatos, extrapolam à esfera pessoal e de convivência, passando a ser conhecido por “todos” sem designar o limite da campo de amizade e convivência da incidência mídia eletrônica.  Despreza-se o limite da vida privada e da vida íntima, compartilhando-se com a imensidão da rede social. Instalou-se uma curiosidade sem precedentes, “deixar-se ver e ver os outros”. Existe ainda a livre manifestação imediata, dos internautas, sobre tudo e sobre todos, amplamente, sem compromisso; opiniões e idéias que vão de elogios, galanteios a agressividade desmedida, aplausos, críticas, como se fosse “um juízo único”.  A liberdade da manifestação de pensamento constitui um dos fundamentos da democracia e o desenvolvimento do cidadão (art. 220 da Constituição). Porém, se não observado os limites, poderá gerar reações contrárias, quando se tenta igualar pensamentos,  opiniões e idéias, atingindo a integridade física e psíquica de pessoas, de não ter violada sua honra ou intimidade, de exercer liberdade religiosa, política e de direitos fundamentais socialmente conquistados e protegidos pela Constituição
Publicado no Jornal Folha Regional de Cianorte, dia 11 de março de 2012.

segunda-feira, 5 de março de 2012

ÉTICA E CIDADANIA NA FORMAÇÃO ESCOLAR

A ética, a democracia, os direitos humanos e a inclusão social são temas que se inserem como alvo de preocupação social das ações coletivas do Estado,  da sociedade civil e da família. Talvez no limiar do século XXI, muitas famílias têm deixado seus filhos sem total educação (carentes) pela necessidade da sobrevivência. Àquela educação de berço na convivência familiar, com parentes, vizinhos e amigos, a criança recebe ensinamentos de civilidade, como pedir desculpas, licença, agradecimentos, obrigados, cordialidade, enfim, ações e gestos que engrandecem o ser humano e leva a ter uma vida social munida de bons princípios e de gentilezas.  A família atual, talvez pelo agito da vida moderna ou  questão de sobrevivência,  deixa muito a desejar na educação transferindo os cuidados para a escola, pois esse é o mundo que ingressará em tenra idade. Nesse contexto, pela falta de uma educação de berço (obviamente existem exceções) - crianças vão passar a freqüentar escolas, neste espaço educativo, passarão a uma outra convivência, onde além do ensino secular, os educadores, para poder ensinar, fatalmente deverão ensinar  regras de boas maneiras e civilidade,  aumentando a carga de trabalho desses profissionais. Como  pregava o filósofo grego  Sócrates  (469-399 a.C)  virtude o mais valioso dos bens”,  porém deve ser ensinado às pessoas  para conduzir a própria vida. A criança nos dias atuais vai para a escola já com no mínimo com mais de cinco mil horas de televisão, o que influencia seus valores e pensamentos, na chamada “primeira infância”, revelando nesta situação a responsabilidade dos profissionais da mídia sobre os infantes, que também deve ser preocupação da sociedade. No ensino da ética e da cidadania, recai o ônus sobre o docente escolar, contudo, existe paralelamente a este corpo docente não-escolar, já fazendo parte da vida da criança, às  horas de televisão e outras mídias eletrônicas como rádio, cinema, computador, internet entre outras, que levam a informação de temas de erotização precoce, consumismo desvairado, competição e não cooperação, individualismo frenético, violência, etc. Portanto, o ensinamento de ética, cidadania e outros valores da sociedade, pela escola, via educadores, deverá ser efetiva e constante, acrescentado no currículo escolar;  uma preocupação que deverá  ultrapassar as paredes da escola, discutida pela sociedade, com aproximação da escola com a vida cotidiana das pessoas, o que permitirá que a educação  signifique papel de transformação das pessoas e da sociedade, além da própria comunidade escolar. Talvez muitas escolas já sentido a necessidade deste aprendizado, estão inserindo em seus currículos, ensinamentos de ética e cidadania, sabendo que é um ganho à mais na formação escolar. Ensinar ética e cidadania talvez seja um dos objetivos (compromisso recorrente) que deva ser levado em conta na formação escolar fundamental para as crianças e jovens, objetivando a  transformação de pessoas e grupos (não que seja a única alternativa), afastando os efeitos nefastos da realidade atual. Afinal, ordem é progresso, está na bandeira do Brasil, como compromisso nacional.        

Artigo publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte, edição 543" de 04 de março de 2012. 

domingo, 4 de março de 2012

A ANSIEDADE IRRESPONSÁVEL E EGOÍSTA

Numa sociedade moderna, talvez muitos cidadãos não conseguem entender as diferenças existentes entre as pessoas classes sociais e suas respectivas lutas de sobrevivência. Vemos que a minoria é massacrada, pois é um fato eminente, o maior adiciona o menor, muito mais no mundo globalizado, onde o "custo" "lucro" "capital" sobrepõem a qualquer governo e povo. É um fato real, contudo, devemos sempre lutar para que haja sempre uma consciência operante entre as pessoas de conhecer o sentimento de igualdade que deve permear em nossa sociedade.  As preocupações constantes de sobrevivência, exigência de padrões (sempre o melhor) tanto para produzir como para consumir,  leva-nos a uma "ansiedade irresponsável e egoísta". Não conhecemos sequer o vizinho que mora há muito anos ao nosso lado, caminhamos sozinhos, sem sequer olhar aos lados para ver o que está acontecendo. Ignoramos a tudo e a todo, como se fossemos singular e único e lutar pela sobrevivência, assumindo todas as tristezas e infelicidades que o mundo nos põe como ônus. Esquecemos diante da busca da sobrevivência da expectativa de transformação, que depende única e exclusivamente de nós mesmos, pela ação e atitude, que possa atingir o coletivo e fazer a diferença; talvez  falta a crença na fé da esperança...  Num pouco de tempo de  vida que temos (não somos eternos) passamos a acumular coisas, bens, tristezas, mágoas, amarguras, num ímpeto de pura sobrevivência, tentando talvez desta forma acumular tesouros para a vida e talvez num futuro eterno. Todavia, em que pese a luta do dia-a-dia para nossa sobrevivência (coisas necessárias), que não é ansiedade, egoísmo e irresponsabilidade, ultrapassamos estas para um comportamento totalmente doentio.  Portanto, em que pese as razões de cada um, quando passamos a ter um comportamento doentio, além do necessário, tornamos reféns de nos mesmos, e quando isso se torna realidade (talvez não constatamos e não queremos admitir) mas é de fácil constatação simples:  - já não conhecemos e não obedecemos regras simples de convivência; o sinal vermelho do trânsito não significa mais nada para nós; o vizinho é um concorrente, um marginal, um boa vida, um folgado (começamos a julgá-lo de forma discriminada, sem pudor algum); as flores e os perfumes, ao invés de serem admiradas, passam a ser consideradas "superflúas", tomando espaços, enquanto na verdade existem para passar mensagem de beleza, renovação, alegria e novidade (pois são renovadas constantemente)...  assim a vida passa e certamente o tempo vai exigir a devida prestação de contas.  Portanto, enquanto existe vida e tempo, ainda é "tempo de ver a flores".    

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...