Pesquisar este blog

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

TUDO É FESTA


Para descobrir a felicidade e ser feliz, ainda que de forma compulsória, tudo é festa. Todos precisam entrar no ritmo de festas e baladas administradas pelo mercado de consumo,  para ser feliz a qualquer custo, nem que para isso essa felicidade dure apenas segundos.  A simples constatação da ocorrência diária de festas ou baladas (na região de São Paulo – Capital, por exemplo são mais de 500 casas noturnas legalizadas e centenas irregulares), incrementadas pelo consumo de bebidas (álcool)   e  drogas afins. Tudo é vivido sem sentidos, porque não dá tempo para  pensar, pois a  turbinagem do tempo se torna fato de grande relevância, com inversão de todos os valores ao nosso redor.  Tudo  se torna novidade, em matéria de festas, é como se fosse a exposição de carros novos e lançamento de mercadorias, como novidade, causando excitação para vender e circular. Algumas festas se tornam teatros da vida, outras terminam em tragédias, com a perda prematura de vidas. Existem festas que são de sentimentos regulares e as pessoas se divertem e são felizes, com música, mas não se esquecem da vida, da realidade e dos problemas do dia-a-dia, pois ninguém vive sem laser e bem estar.  Nas festas ou baladas, como se dizem por aí, vale tudo, tudo muda, tudo transforma  (suor e desgaste físico permanente), caracterizando um mundo à parte, com o confronto de luxo e luxúria, para os que têm e para os que não têm.  Não é espaço democrático, como dizem, onde não existe diferença de classe social. Nesses espaços, existe o conflito entre a felicidade real e os desejos de ser feliz a qualquer custo, mesmo que seja fração mínima de tempo, não limitado ao estado financeiro pessoal, cada um encenando alguma coisa. Os participantes, mesmo em uma massa coletiva de pessoas, buscam a particularidade de ser singularmente feliz, encontra-se uma parede, onde as ofertas do mercado e  consumo, se tornam todos iguais, empobrecendo o indivíduo, gerando a frustração no final de “celebrar nada”,   restando o  consolo da festa, da música (se teve e ouviu), já que está sendo substituída por “rojões, fogos de artifícios, pirofagia”. Nas festas e/ou baladas, tudo é consumo e mercado, por nada se festeja tudo, pura êxtase, encenação, frustração, nada real, como a vida é.  Até breve. 
Publicado na Folha Regional de Cianorte - edição de 10 de fevereiro de 2013.
Anotação: Na Folha de Londrina, edição de hoje (11/2/2013), vem  contendo a reportagem de capa: "Overdose - Intoxicação por drogas aumenta 595%. Levantamento da Secretaria de Saúde de Londrina mostra que número de atendimentos hospitalares, entre 2007 e 2011, saltou de 22 para 131. Problema mais comum é a combinação de álcool com crack ou cocaína. Para médico, casos ainda são subnotificados".

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...