Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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quarta-feira, 29 de maio de 2013
NÃO ACREDITAR EM MAIS NADA...
Não se pode perder a noção de bem, verdade, mentira, trabalho, conquista, perda, solidariedade, partilha, amor, felicidade, alegria, tristeza, aflições, fé, esperança, enfim,... situações que na vida normal hão de ocorrer. Ao contrário disso, cuidado para não ser iludido na vida de ilusões, facilidades, aparências, promessas vãs, ofertas graciosas,.. instalando-se o "caos" em nossa vida". Um referencial sempre é importante. Assim como navegantes se orientavam por "faróis, estrelas, bússolas, etc", isso continua a valer para os dias atuais, não é coisa antiga. Não despreze seus referenciais (pai+mãe+família+religião+cren ça+amigos...). Tem muita gente querendo que você entre no "modismo" de não acreditar em mais nada...
terça-feira, 28 de maio de 2013
MUITA CONVERSA E POUCA AÇÃO
"Esse est percipere aut percipi (Ser é perceber e ser percebido). O que não é percebido não existe, ou seja, o que não for notado e distinguido perde efetividade". (Mario Sergio Cortella - Não espere pelo epitáfio - 12ª ed. 2012, Ed. Vozes, p.95).
Ou seja, o amor ou boas ações, devem existir na pratica, na realidade dos fatos, para fazer a diferença... Hoje muita conversa, muito falatório, muita mídia, muitas campanhas e promessas e as coisas vão ficando iguais... As pessoas optam pela virtualidade, para se expor e manifestar, contudo, na pratica, na mobilização real de ir a luta, conquistar, enfim, buscar a solução, ninguém aparece, pois estão preocupados com si mesmos. É isso, a finalidade da vida, para inúmeras pessoas são elas mesmas, crescendo dentro de si mesmo a sua autosuficiência, criando deuses, robôs, esquecendo-se ou deletando que somos humanos, carecemos uns dos outros, principalmente da afetividade. Talvez, a algum tempo deixemos de sentir o suor dos humanos e uns dos outros. Não seria exagero a afirmativa, mas teme-se que isso possa ocorrer...Pois se "ser é perceber e ser percebido", terá que haver um revolução de valores, já que, pelos menos, o que se tem visto, é que as pessoas não querem compromissos uns com outros, muito menos problemas, fato esse constatado pelo alto uso da virtualidade. Compras, relacionamentos, encontros, compromissos, agendas, regulados pela virtualidade, portanto, mesmo que seja um sistema de alimenta nosso desenvolvimento com rapidez, teve ter um uso moderado, pois passamos a lidar com situações em que não existe sentimento e afetividade alguma e talvez possa nos atingir?
Ou seja, o amor ou boas ações, devem existir na pratica, na realidade dos fatos, para fazer a diferença... Hoje muita conversa, muito falatório, muita mídia, muitas campanhas e promessas e as coisas vão ficando iguais... As pessoas optam pela virtualidade, para se expor e manifestar, contudo, na pratica, na mobilização real de ir a luta, conquistar, enfim, buscar a solução, ninguém aparece, pois estão preocupados com si mesmos. É isso, a finalidade da vida, para inúmeras pessoas são elas mesmas, crescendo dentro de si mesmo a sua autosuficiência, criando deuses, robôs, esquecendo-se ou deletando que somos humanos, carecemos uns dos outros, principalmente da afetividade. Talvez, a algum tempo deixemos de sentir o suor dos humanos e uns dos outros. Não seria exagero a afirmativa, mas teme-se que isso possa ocorrer...Pois se "ser é perceber e ser percebido", terá que haver um revolução de valores, já que, pelos menos, o que se tem visto, é que as pessoas não querem compromissos uns com outros, muito menos problemas, fato esse constatado pelo alto uso da virtualidade. Compras, relacionamentos, encontros, compromissos, agendas, regulados pela virtualidade, portanto, mesmo que seja um sistema de alimenta nosso desenvolvimento com rapidez, teve ter um uso moderado, pois passamos a lidar com situações em que não existe sentimento e afetividade alguma e talvez possa nos atingir?
terça-feira, 21 de maio de 2013
PAZ & TRANQUILIDADE
Passado algum tempo,
após tragédias violentas, envolvendo menores infratores, retirando a vida de
pais de família, trabalhadores, pessoas honestas, enfim, subtraindo a vida por
motivos ínfimos, não houve nenhuma medida efetiva para coibir a violência e não
ser abrir janelas para uma discussão sobre a diminuição da maioridade penal no
Brasil (é o assunto em destaque). Ao contrário disso, ao que parece, continua o
cenário de privilégio da morte em detrimento da vida e das vítimas. A sociedade,
alardeada reabriu discussão, pela motivação fútil do crime cometido contra a
dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza,
na Cidade de São Bernardo do Campo-SP, no último dia 26 de abril, onde a vítima
rendida e passiva, conforme narração do próprio autor do crime, irritado porque a vítima só possuía um pequeno valor de R$-30,00, por mero deleite “banhou a vítima
em álcool e ateou foto em seguida”. A violência é nefasta, vem de todas as
frentes. Por exemplo, em atividade de lazer, no final do ano, na cidade de
Santa Maria, foram ceifadas 241 vidas, mutilando
inúmeras famílias, que ficarão com sequelas profundas. Recentemente, na saúde,
a epidemia de dengue, ceifou várias vidas inocentes, por descaso de políticas
públicas, por todo o Brasil. No trânsito, a violência é desmedida, ceifando
mais vidas que muitos conflitos instalados em áreas de conflitos permanentes no
mundo afora. Nas escolas, tem sido recorrente a violência entre alunos e
professores, não se deixando de mencionar a violência doméstica, coibida
parcialmente pela aplicação da Lei Maria da Penha, punindo exemplarmente o
agente ofensor. Muito tem-se discutido, no calor dos fatos, é a alteração da
diminuição da maioridade penal, que no Brasil atualmente é de 18 anos. Muitos,
por razões ideológicas, dizem que não altera em nada. Outros, dizem que a
alteração cria o temor da punibilidade para o menor infrator, tendo o senador
Magno Malta (PR/ES) defendendo a maioridade penal sem limites de idade. Como existe
a constatação concreta, do envolvimento de menores na maioria dos crimes
violentos ocorridos e noticiados, compete ao Estado e aos deputados federais e
senadores, formular uma política pública de segurança efetiva, privilegiando a
vida e não a morte, talvez até alterando a legislação. O brasileiro, não quer
muita coisa, além de paz e tranquilidade, para morar, viver, trabalhar,
desempenhar suas atividades e seus negócios, andar nos locais públicos e nas
ruas sem temor, conversar com os parentes,
amigos e vizinhos em suas casas,
nas ruas, nas varandas, nas praças, sem estar na mira de um delinquente, um
predador, seja qual for sua idade, cor e sexo, sabendo que, se eventualmente
ocorrer uma situação de perigo, tem a quem recorrer e se houver um crime, o
infrator vai ser punido, mais que o castigo imposto a vítima e seus familiares,
vítimas invisíveis dessas tragédias. Com a diminuição ou limite de idade para punição
do menor infrator, o Estado tem que efetivamente desenvolver uma política
pública de proteger o cidadão e sua família, evitando o caos. Ocorrido o crime,
punir o criminoso, o delinquente, para que não se alcance um patamar
insustentável de criminalidade e o castigo (punição) sirva de modelo para outros
que pretendem percorrer a estrada da delinquência. Afinal, “vigiar e punir”
*(Michel Foucault) é dever do Estado.
Publicado no Jornal "A Folha de Regional de Cianorte", edição de 19-20 de maio de 2013".
terça-feira, 14 de maio de 2013
TRANSPARÊNCIA NA COBRANÇA DE IMPOSTOS
Pesquisas
encomendas por setores produtivos no Brasil mostraram que os impostos pesam no
bolso dos brasileiros. Nos resultados,
ficou constatado que a tributação indireta pode representar taxas absurdas,
como, por exemplo 12% na conta do gás e 93% na compra do vinho importado. No
caso da tributação indireta, a cobrança não fica clara para o consumidor,
tornando-se invisíveis para as pessoas,
pois não estão sendo destacados no preço da mercadoria adquirida. O cidadão,
por não ter detalhes dos impostos cobrados, na compra de mercadorias, bens e
serviços, não possui uma consciência tributária, e, com isso, não tem clareza
sobre o papel que o Estado, pode desempenhar com a arrecadação de impostos.
Existe na verdade, um problema contraditório, entre a eficiência arrecadatória
do Estado e a efetivação de direitos e benefícios que deveria ter a sociedade
com os impostos arrecadados. Entre os
impostos que mais arrecadam no país, o ICMS fica em primeiro lugar, com 21,09%
do total. O ICMS é de competência dos Estados e do Distrito Federal, e trata-se
de imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e prestações
de serviços de transporte e de comunicação. Cercada de polêmica, entra em vigor
no dia 10 de junho a lei federal 12.741/2012, que obriga varejistas e prestadores
de serviços a discriminarem na nota fiscal ou em painel afixado em local
visível do estabelecimento os impostos embutidos no preço. O objetivo da lei é transparência, para
transformar a complexidade tributária em transparência, ou seja, através da
lei, determinar qual a carga tributária incidente em cada produto, já que essas
alíquotas variam diariamente de região para região. Contudo, vários setores da
sociedade, enfatizam que o governo tenta com essa medida agradar certos setores
da sociedade, contudo, deixa para trás a reforma do sistema tributário de alta
complexidade. Na verdade, o Governo quer
tentar com essa lei informar a fórmula de cobrança de impostos, com informação
objetiva ao consumidor, talvez por render frutos políticos para 2014. Na
verdade, segundo os especialistas em direito tributário, é difícil precisar
quanto efetivamente se paga de imposto, mas que o “governo deveria mesmo é
tentar simplificar o sistema tributário”, o que não tem sido deixado de lado e
não adotado nenhuma providência nesse sentido. Em diversos países, fica fácil
ao consumidor ter noção da transparência da cobrança de impostos, porque é um
único imposto e no Brasil, pelas artimanhas de lei, existem seis impostos. Segundo
a Lei 12.741/2012, alguns impostos serão mencionados para o consumidor, entre
eles: imposto sobre serviços (ISS), o imposto sobre circulação de mercadorias e
serviços (ICMS), e a contribuição para o financiamento da seguridade social
(Confins). Ficam fora o imposto de renda
e a contribuição social sobre o lucro líquido, pois é de difícil apuração na
formação do preço e da complexidade do sistema brasileiro de tributação. Grandes lojas, já estão em caráter
experimental começando a emitir notas com a discriminação de impostos, cujos
clientes têm reagidos surpresos com esse procedimento. Deveria também o Governo
detalhar para o cidadão, como gasta o dinheiro público, como prova efetiva de
transparência, além de simplificar o sistema tributário nacional, desonerando o
cidadão e o setor produtivo. Feliz dia das mães.
Artigo publicado no Jornal Folha Regional de Cianorte - edição de 12 e 13 de maio de 2013.
terça-feira, 7 de maio de 2013
VIDA E DIREITO
A
Constituição Federal garante que todos são iguais perante a lei, sem distinção
de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País, a inviolabilidade
do direito à vida [...] (art. 5º caput).
Além do direito a vida, este artigo refere-se a segurança. O direito à
vida é o mais fundamental de todos os direitos, já que, “antes do direito que
nada mais é que regras de convivência” “existe a vida”. A Constituição Federal
proclama, portanto, o direito à vida, cabendo ao Estado assegurá-lo em todas as
suas formas, principalmente, quanto a segurança à vida. Recentemente tem-se visto pela mídia e
imprensa, notícias sobre homicídios,
onde os autores são menores de idade (adolescentes), isento de punibilidade,
exceção das medidas restritivas que sujeitam, até completar 18 anos. A violência é um drama urbano presente, com
crescente aumento de envolvidos tidos como menores infratores. Quando surgem
casos de grande repercussão, vem a tona o tema de “punição aos menores
infratores”, com a necessidade urgente
de mudar leis (Estatuto da Criança e do Adolescente ECA entre outras leis que
tratam desse tema de penalização do menor infrator, com sugestão de penalização
a partir de 11 anos). Tem-se visto que a
vida tornou-se banal, por motivos ínfimos, acontecem homicídios, como por
exemplo o caso recente da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza de 47 anos
ocorrido na Cidade de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, no dia 25 de
abril, segundo investigações, “porque a
vítima só tinha “R$-30 (trinta reais), e
um dos delinqüentes, ficou irritado com
essa constatação, conforme apurou a autoridade policial, optando o delinquente
em incendiar a vítima. É um exemplo clássico, que a marginalidade, está agindo
como fosse lícito a prática de crime dessa natureza. Apesar dos esforços das
autoridades, o Estado resiste a alterar a lei para punir o menor infrator a
partir de 11 anos (ou 12, 14, 16 anos depende da aprovação no Congresso),
segundo sugestão de vários setores da sociedade, porque tem que gastar, investir em grande
escala numa estrutura de aumento de efetivo, educação de qualidade, escolas,
prisões, abrigos, profissionais médicos e de várias áreas da saúde,
professores, pedagogos, enfim, colocar
uma estrutura para atender esses menores (psicopatas, doentes e delinquentes), e reeducá-los, com aplicação da pena, para que
possam voltar a sociedade e tentar conviver como cidadãos normais. Portanto,
não basta ter uma legislação punitiva, não temos meio eficaz para punir a
pessoa. Enquanto isso não acontece continua o confronto vida e o direito,
aliás, não punir os infratores ou homicidas, seja qual forma a figura
jurídica, o direito está prevalecendo em
detrimento da vida indefesa, frágil, bem supremo, mesmo com um ordenamento
jurídico de proteção a nível constitucional, contudo, sem efeito, anestesiado
pela inércia de outras leis. A sociedade clama por uma mudança na legislação,
porque não pode ficar “refém e vítima passiva da violência desmedida contra o
cidadão”. Urge ao Congresso, que representa o povo buscar com responsabilidade
e racionalidade, uma solução legal de efetiva punição que desestimula o
delinquente menor à criminalidade.
Artigo publicado na Folha Regional de Cianorte - edição 687 05 e 06 de maio de 2013.
Obs. A revista Veja edição 2320 publicou na capa a manchete "Os órfãos da impunidade", abordando a questão da "não punibilidade do menor".
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