Entre os direitos sociais inscritos na Constituição de 1988, art. 6º, está o “direito a educação”, inclusive, mencionado em primeiro lugar. Não obstante a isso, temos presenciado diariamente debates sem números sobre a educação no país, inclusive, políticas públicas desenvolvidas pelo Estado (União, Estado, Municípios). É sem dúvida, uma área que o Brasil precisa de imediato investir pesado, em todos os níveis, para ter um desenvolvimento equilibrado, tomando exemplo o Japão, que após o término da segunda guerra mundial investiu maciçamente em educação para sua população. O sucesso do desenvolvimento do Japão obviamente não ocorreu da noite para o dia, já que tendo mão-de-obra investiu em tecnologia para agregar ao valor do que se produzia, e com isto superar as limitações de uma nação sem recursos naturais. O Brasil, em que pese os esforços nesse sentido, tem uma desigualdade imensa, por fatores políticos, sociais e decorrentes da própria extensão territorial, contudo, não impede de um projeto nacional, afim de investir e desenvolver a educação para sua população, pelos menos até o ensino médio. Quando se fala em investir em educação, tem que produzir programas efetivos e contínuos, superando as divergências políticas, partidárias e ideológicas, com comprometimento efetivo do governo, em que pese as alterações pelas eleições. Deve-se pensar na educação, como uma forma de conhecimento, proporcionando um universo cultural de tal forma que o aluno desenvolva valores de respeito mútuo, auto-estima, solidariedade, responsabilidade social e de justiça, além de valorização de sua realidade e do mundo que ele conhece, para ser crítico e ético. Só uma educação baseada nestes princípios e valores, constrói o indivíduo consciente de seus deveres e direitos perante a sociedade. Educação, não é para limitar ou treinar o cidadão, sob pena de despersonalizá-lo. É antes de tudo, libertar o indivíduo na sua diversidade, com identidade própria. No tocante ao que ensina (professor, mestre, educador, entre outras denominações) não deve ser um agente técnico, um mero reprodutor de modelos de ensino. Ao contrário, o estado que cabe como agente, patrocinar através de políticas públicas e meios (tempo, salário, carreira, estudos, aprimoramento) e de fórmulas de educar de evidente reconhecimento pedagógico, entre outros fatores que fazem a diferença na arte de ensinar, produzindo conhecimento e cultura. Educar é a espetacular forma de realizar o mínimo no máximo, construindo o indivíduo, para transformar seu mundo. É fazer toda a diferença.
Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
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