Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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terça-feira, 7 de junho de 2011
IMENSA SOLIDÃO
Apesar de vivermos na concentração urbana, rodeados de pessoas, em todos os lugares, somos mais um na multidão. Ao mesmo tempo que estamos rodeados de pessoas, estamos sós - muitos próximos mais longe demais? Cada pessoa possui uma singularidade. Todos são diferentes uns dos outros, não existindo fabricação em série de seres humanos, por enquanto, ao que parece. Na verdade estamos em um agrupamento de pessoas, sem mutualidade de interesses. Cada um por si mesmo, ou, "cada macaco no seu galho". Antes só do que mal acompanhado. Assim por diante. Nosso individualismo tem se refletido na educação de mercado, que é especialização. Estamos sós e agora. Como agir no coletivo, se não somos capazes de sociabilizar ou conviver em comunidade (esta é diferente de agrupamento, porque existe a partilha de cuidados reciprocos). O confronto entre "solidão" e "solidariedade", é diferente. Enquanto solidão, é nitidamente por si mesmo, solidariedade é sentido de firmeza à vida coletiva. Outrora, poderia ser a solidão, como ato de refletir, estar só, pensar, e pensar na vida. Hoje, temos a solidão como uma forma de vida, onde a pessoa se mergulha para fugir da própria vida, ou abandonar de vez a vida, tentando aniquilar sentimentos, sufogar a própria angustia trazida pela civilidade, com muitas opções, contudo, nenhuma traz satisfação, apenas meras aparências ou até nos tornamos invisíveis. Precisamos resgatar nosso senso de mutualidade, fraternidade, compreensão, solidariedade, aos invés de se tornamos invisíveis, saber que antes de tudo somos pessoas, precisamos uns dos outros, objetivos comuns e coletivos, sem o caráter calculista e interesseiro.
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