As
facilidades das comunicações virtuais sejam via computador, telefone, pelas
redes sociais, e outros acessórios, como programas como Facebook, Twitter,
entre outros, têm tomado conta de nossas vidas, ainda que de forma
inconsciente. Ao acessar inúmeros programas virtuais, estamos acessando a uma
infinidade de redes de comunicação,
espalhado mundo afora. A internet está cheia de pequenas mãos com o polegar
para cima. São os “likes” – “curtir” ou
“recomendar” – do Facebook, mais usual entre a população usuária de internet.
Quando o usuário adentra ao Facebook, clicando ícones, demonstra apreciação ou
aprovação. Essa informação é recebida por amigos, pelos proprietários da
página, pelo próprio Facebook, pelos anunciantes, seguidores, passando a ser
informação pública e compartilha de “n” usuários. Se você “curte” um determinado produto, todos
sabem que você gostou daquele perfume, carro, roupa, filmes, entre outros
gostos, entre inúmeras opções de mercadorias e produtos ofertados, além da
exibição de produtos compartilhados por amigos. Aderindo ao “curtiu”, é
possível deduzir suas preferências amorosas, sexuais, QI, entre outras
informações, que um programa estatístico é capaz de desenvolver, como ocorre
nos Estados Unidos, onde cientistas utilizaram o Facebook, com questionários e
descobriram inúmeras informações que não poderiam obter de forma simples.
Existem programas decodificados que após o questionário respondido já têm
informações sobre assuntos particulares (perfil), como consumo de drogas e
álcool, religião política, preferenciais sexuais, fidelidade conjugal, vida
familiar, renda econômica, características psicológicas, enfim, infinidades de
dados, que possivelmente não se obteria de um cidadão em uma bateria de
perguntas feitas de forma física (frente a frente). É óbvio que as pesquisas
foram realizadas nos Estados Unidos, possivelmente, talvez não tenha ainda
ocorrido no Brasil. Certamente, aqui não vai funcionar, porque o brasileiro, é
desconfiado e se tiver que responder questionários, certamente vai utilizar o
jeitinho brasileiro, não vai entregar suas intimidades e segredos, nem vai
falar a verdade sobre seus “ganhos, preferência sexual, política e religião,
paixões e amores, infidelidades conjugal, trapaças, negociatas, corrupções em
licitações, tática políticas de manobras, guardados em segredo a sete chaves”. Especialistas
na área de comunicação e diversos profissionais da área humana, em poucos
gestos, palavras e olhares, conseguem capturar quantidade de informações que
deixamos escapar involuntariamente que consideramos “segredos e intimidades
guardados a sete chaves”. No descuido de pequenos atos, deixamos um rastro
enorme de informações digitais, que podem ser a fonte de descobertas de
pensamentos e características pessoais, segundo programas conduzidos pela
Agência Nacional de Segurança NSA dos Estados Unidos. Portanto diante dos
sistemas, técnicas, programas monitorados pela NSA, segundo revelações de
Edward Snowden, adeus aos segredos, porque estamos sendo monitorados pelo
imperialismo digital do Tio Sam, que pelo que consta “despreza a privacidade, a
intimidade das pessoas, a liberdade individual e o direito ao segredo íntimo”.
Artigo publicado na Folha Regional de Cianorte edição de 11-12 de agosto de 2013.