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sábado, 9 de abril de 2011

TRAGÉDIA NO RIO DE JANEIRO 07 abril de 2011

Dia 07 de abril de 2011, será um dia inesquecível para os alunos da escola Municipal Tasso da Silveira, Realengo - Rio de Janeiro. Bianca, Géssica, Karine, Larissa, etc inocentemente atingidas por um ato bárbaro, sem explicação e justificativa de Wellington Menezes Oliveira, de 23 anos, que atingido por um disparo de um policial que chegou ao local, suicídou-se. A televisão, jornais, enfim, a imprensa noticiou o crime e certamente será assunto para muitos dias. Infelizmente uma tragédia, sem medida, sem explicação, sem fundamento de ser, praticada na verdade por um indivíduo desequilibrado, doentio, rejeitado, cuja família, apesar das atitudes anormais do criminoso, talvez pela situação econômica, não conseguiu tratar o homicida, podendo ser evitado essa tragédia. É sem qualquer desculpa o ato bárbaro paraticado por Wellington Menezes. Não Brasil, não temos a figura de "assassino". O Código Penal, fala em "homicida". Assassino é figura de filme americano. Para se julgar é necessário conhecer a história do criminoso, pois segundo os meios de comunicação ceifou a vida de 10 meninas, 2 meninos, três em estado grave, cujo ataque são estimados mais de 100 tiros. "Um lugar feito para construir sonhos foi transformado em um inferno", palavras do prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, transcrito nos jornais de grande circulação do Brasil. Veja que o fato, uma tragédia, demonstra como o homem se torna animal, monstro, quando desqualificado de seus predicativos humanos ao tratar com seu semelhante. É produto da sociedade em que convivemos: excludente, competitiva, permissiva, discriminante, marginal. A tragédia da Escola de Realengo no Rio de Janeiro, é um fato isolado no Brasil (crime com requintes de premeditação, terrorista). Já nos Estados Unidos, e em outros países mundo afora, como ocorreu na Alemanha recentemente, tragédias dessa dimensão frequentemente ocorrem. Felizmente, a ocorrência em nosso país desse tipo de tragédia é ínfima, rara, fato isolado, diante da falta de saúde, educação, segurança, habitação, saneamento, e outros serviços públicos que deveriam ser ofertados pelo poder Público que cobra da população via impostos e taxas, e não consegue devolver em forma de serviços a população, prometidos grandemente em campanhas eleitorais e não se transformam em realidade. Só na omissão do poder Público, ao analisarmos as diversas ocorrências, veremos que a tragédia é diária. Todavia, ao fato do Rio de Janeiro, infelizmente Wellington apesar de todas os componentes que permeiam sua personalidade, condição social, desculpas mais, imperdoável tirar vidas inocentes, como fez, abrindo cicatrizes que jamais fecharam para os familiares dessas crianças (em pleno sonho do saber) e aos demais colegas daquela escola de quase 400 alunos, certamente sofrerão com essa tragédia monstruosa pelo resto das suas vidas, talvez até mais que muitos entes queridos das crianças falecidas, cujo tempo será o relógio permanente para diluir os efeitos nefastos desse holocausto, melhor dizendo.

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...