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terça-feira, 12 de março de 2013

MULHER A CADA INSTANTE



Dia 08 de março foi instituído o dia Internacional da Mulher, pela ONU, em razão das múltiplas lutas e conquistas  durante muitos anos, mais acentuado no século XX, também comemorado essa data no Brasil. Mas tenho comigo, respeitando opiniões divergentes,  “não existe um dia de mulher”. Existe a cada instante, a cada segundo, a cada minuto, pois faz parte de nossas vidas. Não existe vida sem mulher, por enquanto ainda se desconhece um método de concepção que não seja “via mulher”.  A homenagem é irrisória, diante da significância da mulher, na família, na sociedade e no mundo em qualquer lugar.  Não é uma promoção especial de uma loja  qualquer de  shopping center, nem um cartão, uma porção de flores, um rosa, um presente, que vai modificar à condição da mulher.  Outrora, nem sequer reconhecida como cidadã, hoje, após muitos anos de lutas e conquistas, é parte essencial de qualquer economia, família, estado e nação. Muitas mulheres pelo mundo afora, foram excelentes governantes, e o  Brasil, pela primeira vez, experimenta essa situação. Enfim, mulheres no comando. Seja onde for, sensíveis, frágeis, delicadas, calorosas, mais que exercem seus papéis com dignidade, firmeza e dedicação.   É o espaço conquistado pela mulher por árduas lutas, por muitas décadas. Apesar da violência extrema contra a mulher  - no Brasil e mundo - com  várias campanhas em andamento, para coibir essa violência, inclusive, no  Brasil, onde teve que surgir uma  Lei (“Maria da Penha”) com objetivo de combater à violência doméstica e familiar, o que não precisaria ser feito, já que é um “ser humano”, digno de respeito. Dia de mulher, não é fácil e não tem preço. Acorda cedo, prepara a família para o dia, põe o pão na mesa (quando tem, quando não tem luta como guerreira para isso), para a escola, para o trabalho..., põe as coisas em ordem, programa, sai para trabalhar, enfim, incansavelmente trabalha. Volta, já pensando nos filhos (se não desligou deles o dia inteiro, por doença, preocupação de mãe...), no seu lar, onde transforma seus instantes em mãe, esposa, cozinheira, passadeira, professora, médica, enfermeira, nutricionista, administradora, companheira..., diversos papéis que desempenha em inumeráveis tarefas em multiplicidade de segundos.  Só sendo mulher, para entender essa diversificação de funções, em poucos instantes em qualquer circunstância e espaço físico? Onde buscar forças para exercer inúmeros papéis diariamente, em variações de locais e tempo, confrontando-se autoridade com submissão, competência, delicadeza, carinho e sensibilidade, violência e falta de reconhecimento?  Talvez, o dia da mulher, seja mais comemorado, quando for amada e puder amar, partilhar sua afetividade com seus filhos e seu amado, ser feliz, trabalhar, sem preconceito, reconhecida pela inteligência, desenvoltura e liderança, livre, segura, enfim, como ser humano, sem discriminação,  transformando-se a agressão e violência  em gestos de afetividade  - beijos, abraços e sorrisos -  e  não ter mais um  dia somente  da mulher, ser reconhecida e lembrada como mulher, todos os dias, horas, minutos e instantes”. Parabéns mulher, sempre guerreira.
Publicado no Jornal "A Folha Regional de Cianrote", edição de 17 de março de 2013.

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