No meio de turbulências de
mais cem dias do governo Dilma, e frente aos movimentos instalados pela
população, uns com a idéia “Fora Dilma”,
“Impeachment” enfim, infinidade de idéias
e debates para mudança na política e o fim da corrupção instalada nos últimos
anos. Com respeito aos movimentos de 15 de março e de 12 de abril, e a devida
mobilização, fato necessário em países democráticos, todavia, no caso
específico do Brasil, o governo da Presidente Dilma é legítimo. É legítimo porque venceu nas urnas, e isso é
indiscutível. Portanto, não existe ainda nenhum requisito legal e de direito
para questionamento a respeito de “impeachment”. Se houve mácula no sistema
eleitoral, pelo que consta ainda não foi provado. Então, para efeitos de
direito e respeito a Constituição Federal, o Governo Dilma é legítimo. O que
talvez esteja acontecendo, não somente com o Governo da Presidente Dilma e
também Governos Estaduais, é que “os governos” de um modo geral deixaram de
governar para o povo, isso é uma realidade total. O Governo Federal, há muitos anos, vem governando para manter seu
segmento de poder, que é o Partido dos Trabalhadores, conjugando fatores de
dominação a qualquer custo, obviamente
não foi o único a inventar tal procedimento.
Talvez, o erro ou por por motivação de índices de popularidade,
tornou-se pratica manter-se no poder -
Partido dos Trababalhadores - dele
utilizar para benefício próprio, de seus filiados e também daqueles que
obviamente vão partilhar do poder, por conveniência econômica, inclusive, sob
manto da ilegalidade, via corrupção. Não é diferente de outras siglas
partidárias existentes no Brasil, em maior ou menor escala. No Paraná, por exemplo, governa-se em razão
do PSDB, foi assim em Minas Gerais e também tendo sido assim em outros Estados
da federação. O que se tem visto, temos
vivido, é que os líderes, tanto do executivo, como também do legislativo, têm
servido a si próprio em detrimento do povo “bem comum”. O objetivo do Estado, é
o bom comum, segundo os mais renomados estadistas. O que se vê no Brasil, isso já vem ocorrendo a anos, é a
prática de “permuta de interesses” em razão da manutenção do poder,
levando a casos conhecidos da população como AP 470 (Mensalão) e atualmente Petrolão,
enfim, uma séries de escândalos que demonstram a nitidez de interesses
meramente de grupos em função do poder, ou seja, um “poder segmentário”,
destituído das razões do bem comum, beneficiando partidos, grupos econômicos e
feudos. Uma defraudação recorrente aos interesses públicos, em função de uma
minoria, o que se pode constatar na imensidão de escândalos de corrupção
investigados em ações judiciais, CPIs diversas, em andamento ou investigação, demonstram
de forma clara o descompromisso total dos líderes com o bem comum. Enfim, a
falta de compromisso com governo para o povo e a transparência que necessita os
negócios públicos. Perdeu-se em governar
para o povo, e isso resultou na crise atual, talvez mais ética, em razão dos
sucessivos escândalos de corrupção, com o fim de manter-se no poder. Existe
mensalão para tudo, como se pode verificar das inúmeras operações da Polícia
Federal, inquéritos e ações judiciais, em andamento. Portanto, resta ao povo “as
ruas”, não somente com as “camisetas amarelas”, mas sim com “todas
as cores da bandeira”. O pior ainda, a
agressão ao cidadão sensato, a campanha publicitária do PT veiculado na
televisão, em época da prisão de seu tesoureiro e familiares. Só faltava a presidente Dilma dizer que "mandou a Polícia Federal" pretender o tesoureiro do PT João Vaccari Neto, para justicar o combate a corrupção?