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sexta-feira, 17 de abril de 2015

DILMA TEM GOVERNAR PARA O POVO


No meio de turbulências de mais cem dias do governo Dilma, e frente aos movimentos instalados pela população, uns com a idéia  “Fora Dilma”, “Impeachment”  enfim, infinidade de idéias e debates para mudança na política e o fim da corrupção instalada nos últimos anos. Com respeito aos movimentos de 15 de março e de 12 de abril, e a devida mobilização, fato necessário em países democráticos, todavia, no caso específico do Brasil, o governo da Presidente Dilma é legítimo.  É legítimo porque venceu nas urnas, e isso é indiscutível. Portanto, não existe ainda nenhum requisito legal e de direito para questionamento a respeito de “impeachment”. Se houve mácula no sistema eleitoral, pelo que consta ainda não foi provado. Então, para efeitos de direito e respeito a Constituição Federal, o Governo Dilma é legítimo. O que talvez esteja acontecendo, não somente com o Governo da Presidente Dilma e também Governos Estaduais, é que “os governos” de um modo geral deixaram de governar para o povo, isso é uma realidade total. O Governo Federal,  há muitos anos, vem governando para manter seu segmento de poder, que é o Partido dos Trabalhadores, conjugando fatores de dominação a qualquer custo,  obviamente não foi o único a inventar tal procedimento.  Talvez, o erro ou por por motivação de índices de popularidade, tornou-se pratica manter-se no poder  - Partido dos Trababalhadores -  dele utilizar para benefício próprio, de seus filiados e também daqueles que obviamente vão partilhar do poder, por conveniência econômica, inclusive, sob manto da ilegalidade, via corrupção. Não é diferente de outras siglas partidárias existentes no Brasil, em maior ou menor escala.  No Paraná, por exemplo, governa-se em razão do PSDB, foi assim em Minas Gerais e também tendo sido assim em outros Estados da federação. O que se tem visto,  temos vivido, é que os líderes, tanto do executivo, como também do legislativo, têm servido a si próprio em detrimento do povo “bem comum”. O objetivo do Estado, é o bom comum, segundo os mais renomados estadistas. O que se vê no  Brasil, isso já vem ocorrendo a anos, é  a  prática de “permuta de interesses” em razão da manutenção do poder, levando a casos conhecidos da população como AP 470 (Mensalão) e atualmente Petrolão, enfim, uma séries de escândalos que demonstram a nitidez de interesses meramente de grupos em função do poder, ou seja, um “poder segmentário”, destituído das razões do bem comum, beneficiando partidos, grupos econômicos e feudos. Uma defraudação recorrente aos interesses públicos, em função de uma minoria, o que se pode constatar na imensidão de escândalos de corrupção investigados em ações judiciais, CPIs diversas, em andamento ou investigação, demonstram de forma clara o descompromisso total dos líderes com o bem comum. Enfim, a falta de compromisso com governo para o povo e a transparência que necessita os negócios públicos.  Perdeu-se em governar para o povo, e isso resultou na crise atual, talvez mais ética, em razão dos sucessivos escândalos de corrupção, com o fim de manter-se no poder. Existe mensalão para tudo, como se pode verificar das inúmeras operações da Polícia Federal, inquéritos e ações judiciais, em andamento. Portanto, resta ao povo “as ruas”,  não somente com  as “camisetas amarelas”, mas sim com “todas as cores da bandeira”.   O pior ainda, a agressão ao cidadão sensato, a campanha publicitária do PT veiculado na televisão, em época da prisão de seu tesoureiro e familiares.  Só faltava a presidente Dilma dizer que "mandou a Polícia Federal" pretender o tesoureiro do PT João Vaccari Neto, para justicar o combate a corrupção?   

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