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terça-feira, 30 de agosto de 2011

ESTAMOS SEMPRE PARTINDO

A vida é sempre uma partida, ou seja, sempre estamos indo e as vezes voltamos. Estamos partindo de um emprego para outro, de um amor para outro, de uma atividade qualquer da vida para outra. Sempre partindo. As vezes nem sequer tomamos pé dos fatos. Sempre caminhamos, mas esquecemos as vezes de curtir o que passou. Saudades das pessoas, das amizades, de fartos momentos de tormentas, porque ninguém vive sem as tempestades da vida, amores deixados para trás, enfim, sempre existem lembranças, ainda que não tenhamos a sensibilidade de relembrar momentos inesquecíveis. Músicas, poemas, textos, leituras, passagens da vida, também,  são lembranças eternas que ficam gravadas dentro da gente, que a qualquer momento brota,  como se fossemos viajar, partindo, sem data marcada para voltar. Recordo a letra da música "Velho Camarada", de Tim Maia, composição de Cassiano Hyldon  "Como vai, meu velho camarada? Quanto tempo eu não vejo mais você. Conte sua vida e como vai a sua amada?  [...] Jogue suas mãos para o céu. E agradeça, se acaso tiver. Alguém que você gostaria que estivesse sempre com você. Na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê".   Nas partidas e no tempo da permanência sempre deixamos lembranças, saudades, amores, pensamentos. Não é virtual, é realidade. Não faz mal sentir saudades das partidas, é ser gente, é ser normal, é ser emotivo. Vale a pena  sentir saudades, lembrar os  "velhos camaradas" perdidos pela vida. Não ligue se alguém não sente saudade, se é ultrapassado, como dizem os desenvolvidos. Ser gente é ser feliz, é ter saudade, é amar, é pensar, é partir, é voltar, é partir de novo, regressar, ter idéias, curtir, como dizem atualmente.

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...