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quarta-feira, 31 de julho de 2013

CIANORTE SEM IGUAL


Escrever sobre a cidade que você mora e vive, é muito interessante. Como habitante desta Cidade, linda e maravilhosa, acolhedora, sem igual, sem comparação. Quem desta água um dia bebeu, sempre quer voltar. Se não voltar para morar, sempre retorna para visitar amigos e parentes. Quem bebe a água todos os dias, ou seja, vive, trabalha, estuda, retira seu sustento, não quer sair daqui, pois oportunidades surgem a todo instante, para ter uma vida digna. Não que seja uma cidade perfeita, mais é plenamente completa de bens e serviços, que a população necessita. Cidade agrícola inicialmente, desbravada em grande maioria por paulistas, mineiros, em busca de novas terras para o plantio da lavoura cafeeira. Também aqui veio grande massa de estrangeiros e descendentes de portugueses, japoneses, italianos, espanhóis e libaneses, que consolidaram o crescimento de nossa Cidade. Plantada sob a mata coberta de árvores robustas, cujos exemplares, podem ser vistos ao redor do cinturão verde e no bosque da igreja matriz. Antigamente, existiam muitos exemplares de perobas, no mato onde atualmente está localizado o campo de futebol (praticamente no meio da cidade), fato que perdurou até meados da década de 1970. Pessoas que moravam ao redor deste local e de outros locais da cidade, circundado de matas nativas, retiravam lenhas das perobas para utilizar em seus fogões domésticos. Lavoura cafeeira foi o sustentáculo de nossa economia por vários anos, sobrevivendo a geadas, doenças e pragas, até que esse ciclo agrícola deixou de ser fonte de riqueza. Mas existiu também pastagens, plantio de lavoura de mandioca, algodão, milho, amendoim, mamona, etc.. Logo que houve o declínio da lavoura cafeeira pela década entre os anos de 1970 a 1980, começou a mecanização de terras com introdução de lavouras de soja, milho e trigo, retirando da zona rural um contingente enorme de pessoas. Muitas se espalharam para a grande São Paulo, outras para a Região de Campinas, outras para outras cidades como Maringá, Londrina e Curitiba. Muitos proprietários de terras venderam suas propriedades no Município de Cianorte, indo para outros estados e outros municípios do Paraná, em busca de novas oportunidades. Passou então ao ciclo da industrialização, com ênfase na indústria de confecções, que perdura como uma atividade principal, até aos dias atuais, ressaltando também a agroindústria, prestação de serviços, comércio em geral. Muitos cidadãos foram vitoriosos e prósperos nessa atividade, de simples trabalhadores nas indústrias de confecção à proprietários de empresas. Graças ao ciclo da confecção, desenvolveu-se o comércio, prestação de serviços, atividades afins, criou-se empresas de renome nacional e internacional. Cianorte é chamada “Capital do Vestuário”, conquista de empresários, costureiras, trabalhadores da confecção em geral, pois se tem esse título, graças também a mão-de-obra perfeita na produção de roupas e também serviços que estão intimamente ligados à esse ciclo de produção de vestuário. Existe também o ciclo de serviços, que desenvolvem a moda, através de inúmeros profissionais, alguns de nossa cidade, outros aqui se instalaram vindo de outros pontos do país. Centros de vendas que comercializam nossa produção e também de outras empresas de várias regiões do Brasil, com feiras de lançamentos de vestuários em várias datas, durante ao ano. Por outro lado, também existem muitas empresas no ramo alimentício e outros setores, que industrializam produtos, para o mercado regional e Brasil afora, gerando empregos, arrecadação de impostos e consolidando riqueza. Nossa cidade é sem igual, tem a vocação de crescer, desenvolver, criar oportunidades, esperando cada vez mais ser uma cidade humana, segura, onde a paz, justiça e dignidade possam reinar no meio de seu povo. Parabéns Cianorte – Cidade sem igual, no seu 60 anos.

 Artigo publicado na Folha Regional de Cianorte - edição de 26-28 julho de 2013.

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