Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
ESCRAVOS SEM ALGEMAS
O título é sugestivo. Na verdade, inconscientemente somos "escravos sem algemas". Veja que somos entendiados pela mídia consumista, a comprar, a ter, a possuir. O padrão de beleza para as mulheres "magra" e muitas em busca deste ideal de beleza, perfeição, acabam-se perecer na morte, ou ficam com seqüelas para a vida. Ao invés de beleza, fica a tortura. Gastamos dinheiro adquirindo bens diversos, afim de manter uma posição social, no final guardamos na garagem, após pouco uso (tudo é mais é novidade, pois a mudança é diurturnamente para manutenção da indústria e aquilo que você comprou a uma hora atrás já não é mais?). A tortura do carnê, do cartão de crédito, dívidas, atormentam nossa vida, retirando nossa saúde e prazeres simples da vida. Já não sentimos a respiração. Muitas das vezes levados a ruína mental e material, submissos e depressivos, como animais recuados dentro da toca. Trabalhamos cada vez mais para pagar nossas contas e os impostos. Que tortura, a sedução e magia do consumo turbinado nos contamina. Acabamos de comprar um celular ultimo tipo, o qual achavamos ser o "top de linha", ficamos frustrado. O carro, o móvel da casa, enfim, uma variedade de bens desnecessários, que na verdade se tornarão um pesadelo, um fardo. Tudo é vendável, essa é a mágica da publicidade. Você não tem, não lhe interessa, o vizinho compra, você acaba comprando, não sabendo o motivo da compra e a forma de uso. As vezes, os produtores desses bens, turbinam o equipamento, jogam no mercado, pela aparência, acaba-se adquirindo como "novo", contudo, é o mesmo, com "vestido novo". É mole a nossa ignorância e nossa fome de consumir. E os manuais corroem nosso tempo em consulta para ser utilizados os equipamentos do último modelo. Compramos as vezes para "poupar o tempo, ganhar tempo, rapidez", e roubamos de nos mesmos momentos preciosos de amor, solidariedade, convivência. Onde está o tempo economizado? Essas são algemas atuais. Não conseguir viver sem consumir, e aí, passamos a ser escravos do "ter e possuir". Infelizmente temos plantado na mente a definição de sucesso das pessoas pelos que elas têm, pelos elegantes carros, marcas, grifes, poder, vestes, ainda que dentro delas sejam um sepulcro. Não que consumir não seja necessário, um pecado. Temos que consumir, mais com equilíbrio visando "necessidade/custo/benefício". Esquecemos das coisas simples da vida. Queremos ser celebridades permanente, e pagamos um alto custo por isso. Subjugados e sendo subservientes, tornamos "escravos sem algemas", ou seja, "ao mesmo tempo liberto e sobre o jugo inconsciente de nossas necessidades, ainda que superflúas". Invés de uma vida simples, buscamos as frugalidades para satisfazer nossas múltiplas insatisfações. Vincent Kartheiser, o Pete Campbell da série "Mad Men", em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", caderno 2, quinta feira 27/1/2001, disse: "[...] As pessoas estão muito desorientadas na vida. Se elas fossem viver uma semana como celebridades, desejariam suas vidas de volta". .
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