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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A RUA É DAS PESSOAS E NÃO DOS CARROS...


 

Dia 22 de setembro é o Dia mundial sem carros. Trata-se de um movimento que começou em algumas cidades da Europa nos últimos anos do século 20, e desde então vem se espalhando pelo mundo, ganhando a cada edição mais adesões nos cinco continentes. É uma reflexão para todos que utilizam carro, pensar nos problemas causados pelo uso massivo de automóveis como forma de deslocamento, sobretudo nos grandes centros urbanos. Por que não testar usar meios de transporte sustentáveis - entre os quais a bicicleta, dar carona para amigos de trabalho, usar transporte público ou preferir ir a pé.  Em nossa cidade, já sentimos o excesso de carros em vias públicas, principalmente nas ruas centrais e cruzamentos, onde as pessoas se sentem inseguras para atravessar as ruas, mesmo nas faixas, pois, tem-se notado que muitos condutores de carros, ignoram os pedestres. São muitos os problemas causados pelo uso de automóveis, uma vez que eliminam uma quantidade de CO2 na atmosfera: poluição atmosférica, efeito estufa, poluição sonora, congestionamentos, doenças respiratórias, sedentarismo, irritabilidade, perda de tempo, consumo de combustíveis fósseis, acidentes, comprometimento de grande parte da renda das pessoas. Outro problema grave, é que o carro gera engarrafamentos nas cidades, deixa a rua mais feia e a vida nas cidades um verdadeiro caos, caso típico de nossa cidade, em alguns horários de grande movimentação.  A China é atualmente onde se compra mais carro, e no Brasil a indústria ainda é o motor de uma economia que, por enquanto, mantém um índice de desemprego relativamente baixo, enquanto nos EUA, Detroit, a cidade do carro, entrou em concordata. Nos países desenvolvidos, a cultura do carro não tem prevalecido, entre a população jovem, que perderam o interesse em apreender a dirigir, tendência que preocupa a indústria de automóveis. Atualmente no Brasil, o carro é o vilão, pois além de não se poder dirigir sem a devida carteira de habilitação, está cada dia mais difícil se locomover pelas ruas das cidades e das rodovias, pois tudo está congestionado. Nas ruas das cidades, não se encontram locais para guardar os carros. O carro tem um custo enorme: impostos, inspeção anual, seguro contra roubo, enchente, terceiros. Oferece risco a terceiros em caso de acidente, polui, na imprudência desgraça a vida de alguém, com pessoas e com seus familiares. Precisa de constantes consertos e para andar, combustível, água no radiador e mais gastos...O carro que um dia foi o sonho de liberdade das pessoas, agora é um transtorno constante. Agride as pessoas e polui o meio ambiente. Já existe um movimento em São Paulo denominado “Viver em SP Sem Carro”, que já tem 50 mil seguidores no facebook. Ainda existe tempo para o Brasil, que antigamente tinha uma malha ferroviária considerável, seguindo os padrões internacionais, optar pelas pessoas e desconsiderar a população de carros, transformando os estacionamentos na via pública em aumentos de calçadas, ciclovias e faixas exclusivas para transporte coletivo, ou em jardins, humanizando os espaços públicos, criando mobilidade às pessoas.
Artigo publicado na Folha Regional de Cianorte edição de 04 e 05 de agosto de 2013.

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...