Dia 22 de setembro é o Dia mundial sem carros. Trata-se de um movimento
que começou em algumas cidades da Europa nos últimos anos do
século 20, e desde então vem se espalhando pelo mundo, ganhando a cada edição
mais adesões nos cinco continentes. É uma reflexão para todos que utilizam
carro, pensar nos problemas causados pelo uso massivo de automóveis como forma
de deslocamento, sobretudo nos grandes centros urbanos. Por que não testar usar
meios de transporte sustentáveis - entre os quais a bicicleta, dar carona para
amigos de trabalho, usar transporte público ou preferir ir a pé. Em nossa cidade, já sentimos o excesso de
carros em vias públicas, principalmente nas ruas centrais e cruzamentos, onde
as pessoas se sentem inseguras para atravessar as ruas, mesmo nas faixas, pois,
tem-se notado que muitos condutores de carros, ignoram os pedestres. São muitos
os problemas causados pelo uso de automóveis, uma vez que eliminam uma
quantidade de CO2 na atmosfera: poluição atmosférica, efeito estufa, poluição
sonora, congestionamentos, doenças respiratórias, sedentarismo, irritabilidade,
perda de tempo, consumo de combustíveis fósseis, acidentes, comprometimento de
grande parte da renda das pessoas. Outro problema grave, é que o carro gera
engarrafamentos nas cidades, deixa a rua mais feia e a vida nas cidades um
verdadeiro caos, caso típico de nossa cidade, em alguns horários de grande
movimentação. A China é atualmente onde
se compra mais carro, e no Brasil a indústria ainda é o motor de uma economia
que, por enquanto, mantém um índice de desemprego relativamente baixo, enquanto
nos EUA, Detroit, a cidade do carro, entrou em concordata. Nos países
desenvolvidos, a cultura do carro não tem prevalecido, entre a população jovem,
que perderam o interesse em apreender a dirigir, tendência que preocupa a
indústria de automóveis. Atualmente no Brasil, o carro é o vilão, pois além de
não se poder dirigir sem a devida carteira de habilitação, está cada dia mais
difícil se locomover pelas ruas das cidades e das rodovias, pois tudo está
congestionado. Nas ruas das cidades, não se encontram locais para guardar os
carros. O carro tem um custo enorme: impostos, inspeção anual, seguro contra
roubo, enchente, terceiros. Oferece risco a terceiros em caso de acidente,
polui, na imprudência desgraça a vida de alguém, com pessoas e com seus
familiares. Precisa de constantes consertos e para andar, combustível, água no
radiador e mais gastos...O carro que um dia foi o sonho de liberdade das
pessoas, agora é um transtorno constante. Agride as pessoas e polui o meio
ambiente. Já existe um movimento em São Paulo denominado “Viver em SP Sem
Carro”, que já tem 50 mil seguidores no facebook. Ainda existe tempo para o
Brasil, que antigamente tinha uma malha ferroviária considerável, seguindo os
padrões internacionais, optar pelas pessoas e desconsiderar a população de carros,
transformando os estacionamentos na via pública em aumentos de calçadas,
ciclovias e faixas exclusivas para transporte coletivo, ou em jardins,
humanizando os espaços públicos, criando mobilidade às pessoas.
Artigo publicado na Folha Regional de Cianorte edição de 04 e 05 de agosto de 2013.
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