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domingo, 20 de outubro de 2013

VOTO COMO INSTRUMENTO DE MUDANÇA

 
Continuamos a assistir manifestações centradas principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, com enfrentamento entre polícia e manifestantes. Nos últimos dias, tem-se intensificado no Rio de Janeiro, durante o protesto de professores. Agressões recíprocas, destruição do patrimônio público, vandalismos,mocinhos e bandidos, enfim, violência desmedida. Por questão de segurança e governabilidade, os Governos de São Paulo e Rio de Janeiro, cogitaramna utilização da antiga Lei de Segurança Nacional, para enquadrar manifestantes, por associação criminosa. Em que pese a ação de grupos em confronto com as policias, que representam a força do Estado, o que se tem observado, é que além das boas intenções de vários protestos pela educação, saúde, segurança, reformas sociais e políticas e pela defesa de classes profissionais, aproveitando essas situações, pequenos grupos de pessoas embuidos de violência pegam carona, retirando o efeito positivo dessas manifestações. Diante do quadro atual deve-se pensar a democracia, via voto, como instrumento de mudança, pois, os constantes movimentos ocorridos neste ano de 2013, por mais que tenham força, não conseguem alterar situações, não consertam o País e nem substituem eleições. Não se pode alterar procedimentos e situações, apenas nos gritos, faixas, movimentos com depredações, enfrentamento público de polícia e cidadão, instalando um panorama sombrio de governabilidade, inclusive, insegurança para os cidadãos que necessitam ir e vir, muitas vezes impedidos de trabalhar ou retornar aos seus domicílios, refletindo também no comércio e na prestação de serviços.O Brasil, está resistindo a esses movimentos, mas conforme se tem visto, os Governos Estaduais, estão dispostos a lançar mão da Lei de Segurança Nacional, o que poderá resultar numa perda de finalidade desses movimentos, desvirtuados em violência e desordem. Se buscamos tanto conquistar uma sociedade democrática, eleger e escolher nossos líderes políticos, porque não se utiliza desse instrumento para alterar a situação de Municípios, Estados e também o comando Presidencial do Brasil, reivindicar direitos e benefícios sociais necessários para o bem estar da população, garantidos pela Constituição Federal. Até os dias atuais, o que se observado é a nominação de manifestantes chamados“Black Blocs”, mascarados, depredando patrimônios público e privado em confronto com a Força Pública, não conhecendo quem são na verdade esses indivíduos ou indícios de quem sejam. Evidentemente nosso sistema político representativo não é perfeito, de igual forma nossos representantes eleitos, contudo, urge a necessidade de reformas políticas, restando disponível, ainda, para o cidadão o voto, como ato formal e instrumento de mudança. No sistema democrático gritos, faixas, máscaras, vandalismo, embora com o devido mérito de demonstração de protesto, indignação, insatisfação generalizada, por vários motivos, infelizmente não consertam o País. Ao contrário, estabelece situações de conflitos e um estado sombrio de insegurança, não substitui eleição, nem voto consciente e ponderado, que o cidadão atualmentetem legítimo direito

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

DIMENSÃO DAS PALAVRAS

Talvez muitos gostariam que eu escrevesse sobre vários assuntos, por exemplo sobre a vida alheia, criticar as pessoas, governos e autoridades, como um repórter investigativo, um ninja. Enfrentar temas picantes, por exemplo denúncia de corrupção, citando nomes, fontes e fatos, talvez até difundindo orientação política ou ideológica. Ou, descrevendo fatos ocultos sobre traição conjugal ou milagres não realizados, promessas não cumpridas. A verdade é que quem escreve pratica uma aventura arriscada, tem que ter lucidez, criação, motivação e a devida serenidade. Num mundo digital, a pessoa anda no deserto e de repente vê um oásis. As palavras formam uma arte na imaginação das idéias, não é fácil construir textos e frases. Escrevo para poder demonstrar as pessoas que cada um pode organizar seu próprio mundo, para dar nome e sentido aos seus pensamentos, idéias e vivenciar o milagre da vida. Talvez a impressão que tem o escritor, é que seus escritos não satisfazem os ditames e regras dos leitores, principalmente num mundo, que exclui a poesia e os elementos naturais que impressionam a vida, como sol, lua, noite, dia, estrelas, chuva, flores, árvores, rios, mares... Talvez elementos naturais hoje, se tornem mais convenientes, quando se relata sobre o meio ambiente, disciplinando seu uso (sustentabilidade), mais nada de poesia e romantismo com eles, isso não se curte mais, é passado. A reprodução da fala na escrita não é possível, portanto, qualquer discurso não pode ser reproduzido com nitidez, haverá sempre uma dispersão de palavras e sentidos, gerando caos e mau entendido, ofensa e talvez até crítica. No fundo, todos nós queríamos ser um poeta, um escritor renomado, um repórter eloquente, que expressa através de seus textos seus inúmeros sentimentos de amor, tristeza, alegria, esperança, talvez um amor não correspondido, ou relatos de fatos trivais (violência, corrupção, falta de saúde, segurança, educação...) e a indignação da realidade política nacional: corrupção, troca troca partidária, voto secreto, embargos infringentes, assim por diante. Não me preocupo com a modernidade, pois estamos vivendo tempos em que tudo é artificial e passageiro, descompromissado, qualquer “click” ou “delete”, se resolve uma situação, um relacionamento, um negócio, um encontro ou compra-se um objeto de desejo. Fica o silêncio atras das teclas, o vazio perdido porque não teve afeto, contato, bate o arrependimento frio, calculista, gerando a incerteza de que tomou a decisão correta. Quem escreve tem imaginação para surpreender o leitor, pois quando se escreve, as palavras se transformam em mensagens. No fundo as palavras se conectam formando músicas, poesias, transformando sonhos em realidades, projetando-se esperanças e futuros. Escrever é uma construção contínua, jogo de palavras, confluindo: vida, filosofia, arte, direito, política, ciência, religião, ética, moral, esporte, cinema, tudo na tentativa de compreender o mundo, o ser humano, a sociedade em que vivemos. Se isso é possível ou não, é outra coisa. Há ia esquecendo, a nossa Constituição faz 25 anos nesse mês, promulgada em 05 de outubro de 1988, parabéns Constituição Cidadã, assim chamada pelo saudoso Ulysses Guimarães à frente da Assembléia Constituinte, garantindo a liberdade de expressão e a pluralidade de outros direitos individuais e coletivos, com a finalidade de consolidar a democracia no Brasil e o Estado democrático de direito. 
Artigo publicado no Jornal Folha Regional de Cianorte - edição 06-07 outubro de 2013.  

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...