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quarta-feira, 24 de abril de 2013

DIGNIDADE MÍNIMA


Em Brasília, o plenário da Câmara aprovou por unanimidade o projeto de lei complementar que estabeleceu critérios para a aposentadoria especial de pessoas com deficiência. Tal fato constitui a regulamentação da Constituição de 1988, que no seu artigo 201, parágrafo 1º,  criou o direito à aposentadoria especial das pessoas com deficiências, mas não definiu critérios para sua concessão. O benefício de aposentadoria, para os homens aos 60 anos e as mulheres com 55 anos, e todos têm que provar a contribuição mínima de 15 anos ao INSS, o que pode ser considerado uma conquista. Nada contra a situação posta, ao contrário, o Brasil, deveria na verdade, como garantia mínima de dignidade, instituído a todo cidadão residente no país (brasileiro ou estrangeiro - homem ou mulher), quando completasse a idade de 60 anos, independentemente de filiação ao INSS, deferir sem qualquer carência, um salário mínimo como garantia de sobrevivência e participação da riqueza da nação. Isso significa reconhecimento de uma dignidade mínima, que merece todo cidadão que teve sua vida ativa, nesse período, trabalhou, recolheu impostos, entre outros deveres colocados ao cidadão, durante sua existência. Não é mecanismo populista, e sim dignidade, honrando o cidadão, que durante a vida recolheu seus impostos direta ou indiretamente, partilhando da riqueza da nação. Nesse caso, o cidadão, querendo uma renda superior, teria já garantido um salário mínimo, aí, poderia contribuir e constituir previdência complementar para ter uma situação de renda  superior ao valor de um salário mínimo. Também teria aquela classe de cidadãos que não teria interesse nesse rendimento, não sendo obrigação aderir a esse benefício. Temos que ter consciência e vontade política, que, se queremos ter uma nação com desenvolvimento, investindo na população e no seu bem estar. Nada de ficar concedendo renda mínima de 71 reais por mês, pois apesar de ser um início mínimo de transferência de renda, estamos ficando somente nesse patamar, ou seja, continuamos sem caminhar e alcançar níveis melhores do IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. A ONU divulgou recentemente, o Índice de Desenvolvimento Humano em 187 países – uma medida que informa o nível de bem-estar da população, e não da “economia”, em termos de vida saudável, acesso ao conhecimento e padrão de vida decente, traduzindo em dinheiro no bolso do povo. O Brasil, na escala da ONU, pegou o 85º lugar em 2013. Não podemos admitir que o nosso País, a sexta ou sétima economia do mundo em volume, simplesmente não consegue repassar à sua população, o bem-estar dessa grandeza, para os brasileiros que trabalham duramente para construir esse país. Isso não é renda mínima, é na verdade o reconhecimento da dignidade de cidadania, que um país reconhece em favor do cidadão, promovendo-o como pessoa humana (brasileiros ou estrangeiros aqui residentes). É fundamento contido no artigo 5º da Constituição: “Todos são iguais perante a lei, sem discriminação de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...”.  Pensar a pessoa é expressar a liberdade, democracia efetiva e real. Isso que precisa se determinar no Brasil, para caminhar e crescer na escala do IDH, transferir e distribuir riqueza e dinheiro no bolso do cidadão. O resto é lenda, conversa, cinismo puro.   

Artigo publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte" edição de 21-22 de abril de 2013. 

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...