O Brasil está vivendo momentos de discussão do Código Florestal. Denota-se verso e anverso da questão. Contudo, querem mais terras para o plantio, esquecendo-se do universo biológico do território nacional, completamente diversificado (amazônia, cerrado, pantanal, campos gerais, mata atlântica, sertão nordestino, minas gerais, bahia, outras regiões). É fato notório que hoje em dia, nosso meio ambiente é atacado com facilidade. Danificamos rotineiramente a camada de ozônio, aquecemos o globo, poluimos ar, águas, rios, mares, destruímos florestas, esvaziamos recursos minerais, levamos várias espécies de animais, árvores, flores, frutos, a extinção. Devastamos o meio ambiente sem precedente, em função de nosso própria sobrevivência, e também do lucro exorbitante. A sustentabilidade é uma tomada de consciência, porque é o uso racional de todos os recursos naturais, para que futuras gerações possam respirar ar fresco, ter água limpa e gozar da natureza. O desenvolvimento sustentável é na verdade, "atender às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de atender às suas próprias necessidades. O desenvolvimento sustentável tornou-se o tema atual e global das nações, com ações conjuntas afim de eliminar a poluição do planeta. O mundo tem boas razões para ser grato à nova disseminação dessa idéia. Deve-se desenvolver políticas públicas, lançando mão do compromisso da cidadania e responsabilidade, afim de ajudar a preservar o meio ambiente.
Cidadania e meio ambiente, surge o cidadão ecológico, tendência que transpõe teoria e prática. O papel do cidadão na política ambiental, é envolver com capacidade de pensar, valorizar e agir, evitando o consumo excessivo (atualmente é insustentável), começando pelos países ricos, com mudanças no estilo de vida, algo que nenhum cidadão vai achar fácil. O ser humano tem capacidade de reconhecer, pensar e julgar por si mesmo, portanto, o nosso sistema convencional de vida, em face do meio ambiente e da sustentabilidade, poderá sofrer perdas de liberdade e dos direitos humanos correspondentes, evitando o caos, proporcionando as futuras gerações a liberdade de usufruir do ar fresco que nos estamos usufruindo.
A relevância da cidadania e da participação social não é apenas instrumental. Elas são partes integrais daquilo que devemos preservar. Temos de combinar noção básica de sustentabilidade correta, com uma visão ampla dos seres humanos - uma visão que inclua os agentes cujas liberdades têm valor, com padrões dignos de vida e não reduzidos a meros objetos. Robert Solow, notável economista, em sua monografia "Um passo quase prático em direção à sustentabilidade), publicado em outubro de 1992, "vê a sustentabilidade como o requisito a ser deixado à próxima geração: "tudo o que for necessário para que ela consiga um padrão de vida pelo menos tão bom quanto o nosso e para que possa olhar para a geração seguinte da mesma forma".
Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
quinta-feira, 12 de maio de 2011
MODERAR O CRÉDITO AO CONSUMIDOR
O mercado brasileiro de consumo é demais vulnerável. Nota-se que o consumidor, pela grande oferta de crédito, vai sendo seduzido por compras parceladas sem precedentes, atraido certamente pelo "caráter profissional do mercado". O Brasil, na verdade, é o paraíso dos juros caros (um dos mais altos do mundo para o consumidor). Investimentos estruturais no Brasil, não vem ocorrendo há mais de uma década. Somente investimentos financeiros, o que preocupa de certo modo agências de avaliação internacionais, sobre o "risco Brasil". Denota-se que a farta oferta de crédito, como atualmente ocorre, facilita o endividamento dos consumidores, numa época em que o salário não cresce na medida da inflação, apesar da oferta de empregos ser maior, no setor qualificado de mão-de-obra. Vislumbra-se que o ganho "informal" tem sido o propulsor do mercado, principalmente atrelado ao ganho da classe "c" assim denominado pelo mercado. Esta existindo um desequilíbrio das finanças pessoais do consumidor, à medida que a inadimplência vem crescendo, conforme preocupação do mercado financeiro, fazendo crescer as taxas de juros. O brasileiro está endividado. Está é a realidade de mercado, constatada nos últimos dias pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, o que chama atenção, pois a "inadimplência" (aumento 2,5% em abril, conforme pesquisa) conseqüencia direta, traz encarecimento de juros e seus acessórios. Ou seja, em palavras esclarecedoras "o brasileiro está gastando mais que sua renda", complementando sua renda com créditos de cartões de créditos em geral, contudo, renda ilusória, cavando sua própria sepultura, sem precedentes, como se fosse o "consumo" uma forma de vida, sem regramento - obrigação ao consumo como meio de existência. Não é. Poupar é necessário, para aumentar a capacidade de negociação de mercado. A grande oferta de crediário, em calçados, alimentação, roupas, passagens aéreas/ou lazer, compra de automóveis, imóveis em geral, leva um pagamento a mais em juros, e com o dinheiro em mãos, certamente o consumidor tem um mecanismo farto para negociação. Ganho certo na compra com descontos de no mínimo de 10% à vista, inclusive, obtendo descontos em pagamento entre 03 e 05 parcelas da compra. Continua, ainda a valer o senso equilibrado para o consumo, sob pena do consumidor cair na garra dos altos juros, numa ciranda financeira interminável, absolutamente dramática, exploração sem limites, num mercado alheio a qualquer ética. O Código de Defesa do Consumidor, desde sua concepção na década de 1990 (Lei 8.078/1990), aspira regulamentar todos os contratos de consumo, coibindo a práticas abusivas, as facilidades de créditos que regulamentam as fases de formação e de execução de contratos de financiamentos e créditos para compra de bens e serviços, discurso sedutor de vendedores que estimulam compras inconsideradas (censurável leviandade na oferta de crediário), enfim, praticas comerciais abusivas, que levam ao superindividamento do consumidor. Apesar da proteção legal existente, via CDC e outros sistemas de proteção ao consumidor, a decisão de consumir é pessoal do consumidor. Cabe a ele decidir o que comprar, quando e como pagar. O CDC cria uma legislação de proteção e não de coibir o consumo, ou seja, "cabe ao consumidor refletir sobre a real necessidade/utilidade da compra a ser feita e sua real possibilidade de pagar a futura dívida". Poupar, ainda continua sendo a melhor forma de comprar, segundo os especialistas financeiros, recomendando sempre cautela para o consumidor na hora de ir às compras. Moderar o crédito ao consumidor, é uma questão social, sob pena de incorrer num superindividamento sem fim, impagável, levando a um estado de insolvência sem precedentes.
sábado, 7 de maio de 2011
É PROIBIDO DEIXAR DE AMAR AS MÃES
De grande reflexão (lindíssimo) o poema de Pablo Neruda, abaixo transcrito, destinando-se ideal para homenagear todas as mães, a minha, a sua, as nossas mães. Vivas todas as mães, neste 08 de maio de 2011.
Bibliografia: Pablo Neruda (Parral, 12 de Julho de 1904 — Santiago, 23 de Setembro de 1973) foi um poeta chileno, bem como um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX e cônsul do Chile na Espanha (1934 — 1938) e no México
.Morreu em Santiago em 23 de setembro de 1973, de câncer na próstata. Postumamente foram publicadas suas memórias em 1974, com o título Confesso que vivi .
Em 1994 um filme chamado Il Postino (também conhecido como O Carteiro e O Poeta ou O Carteiro de Pablo Neruda no Brasil e em Portugal) conta sua história na Isla Negra, no Chile, com sua terceira mulher Matilde. No filme, que é uma obra de ficção, a ação foi transposta para a Itália, onde Neruda teria se exilado. Lá, numa ilha, torna-se amigo de um carteiro que lhe pede para ensinar a escrever versos (para poder conquistar uma bonita moça do povoado).
Durante as eleições presidenciais do Chile nos anos 70, Neruda abriu mão de sua candidatura para que Allende vencesse, pois ambos eram marxistas e acreditavam numa América Latina mais justa o que, a seu ver, poderia ocorrer com o socialismo. De acordo com Isabel Allende, em seu livro Paula, Neruda morreu de "tristeza" em setembro de 1973, ao ver dissolvido o governo de Allende.
- Nome completo era RICARDO ELIÉCER NEFTALI REYES BASOALTO, recebeu, ainda, o Nobel de Literatura(1971).
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
EXCESSO DE INFORMAÇÃO PODE GERAR RISCO DE IGNORÂNCIA
Vivemos numa era plena do conhecimento - mais propriamente no sentido de informação - constantemente estamos ligados, antenados, conectados via computador, redes sociais, rádios amadores de grande potência, uma enormidade de instrumentos de informação. Quanta informação em tempo real? Como vamos assimilar tanta informação, reproduzir, colocar em pratica, vivenciar, meditar, pensar, raciocinar, enfim, como tirar proveito. Não detemos habilidades de interpretar todo o conteúdo, pois assimilamos àquilo que nos convém, certamente colocamos no lixo da memória ou em outro local, aquilo que não é conveniente, necessário e útil. Deixamos de lado. Como diz o professor de filosofia americano no Centro de pós Graduação da Universidade Municipal de Nova York Massimo Pigliucci; "Somos massa ignorantes encharcadas de informação". Vejamos que o professor filosófo tem razão. Diante de tanta informação, não paramos para pensar, portanto, não temos "pensamento critico". Falta-nos a capacidade de processar e interpretar as informações. Começa o processo no início da educação infantil, atravessa os vários anos escolares, enfim, tornamos "clientes" do sistema, massa pura, sem direito a critica alguma, porque não temos argumentação decorrente da informação obtida. Veja, por exemplo no campo da política, quantas vezes elegemos e não sabemos quem é o candidato, origem, quem representa de fato, quais os programas de governo que ele apóia, partido. Consumimos não sabendo o porque. Vemos a violência na TV, e não nos importamos muito, porque estamos seguro. As telenovelas carregadas de ofertas de produtos para consumo, intrigas, inverdades infundadas, ninguém trabalha, mostrando-se o luxo do consumo. Não existe ninguém sério nas telenovelas, apesar da ficção, é uma fórmula de colocar em risco a sociedade e todo nosso referencial: família, igreja, sociedade, escola, universidade, governo. Veja que é tanto violência noticiada na TV que "se fosse levar a cabo ninguém moraria no Rio de Janeiro, São Paulo, de onde mais se noticiam crimes, tragédias. Não paramos para "pensar" que rende polpudos lucros para a mídia, porque a população é mais densa, certamente, teremos mais tendências para consumir. Também por outro lado, o cidadão fica tão aterrozido com a violência midiática, que acaba por consumir mais via internet, virtualmente, porque não pode sair de casa à noite para ir às compras. Nem sentar à frente de sua casa, afim de curtir um ar puro, na tranquilidade, porque se sente inseguro e vai ter arrastão, roubo, morte, terrorismo total, e quem ganha é o "sistema de segurança privada, alarmes, cercas elétricas. Nossa educação está sendo preparada somente para o mercado de trabalho (mais ultimamente formação técnica e tecnológos), e esquecemos de investir na universalidade do conhecimento, tão essencial para termos democracia e justiça social. Se todo cidadão estudar para o mercado de trabalho, como está sendo conduzido a educação, não teremos mais pensadores, certamente, um risco do futuro incerto, constituído por seres de profunda ignorância. Não podemos aceitar a padronização, fórmulas de maneira de ser. A educação não pode ser treino, como escreveu Paulo Freire: "A desconsideração total pela formação integral do ser humano e sua redução a puro treino fortalecem a maneira de falar de cima para baixo". (Pedagogia da autonomia. Saberes necessários à prática educativa. Ed. Paz e Terra, São Paulo, 42a reimpressão, 2010, p.115). Devemos preparar e desenvolver a educação infantil até as universidades, afim de propiciar o aprendizado de formação do pensamento crítico, para termos cidadãos e seres humanos responsáveis, sob pena do excesso de informação gerar ignorância. É o risco que corremos de enfatizar a educação para o mercado de trabalho "clientela", sem a formação integral, tão necessária no mundo desenvolvido ou em desenvolvimento.
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