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segunda-feira, 2 de maio de 2011

EXCESSO DE INFORMAÇÃO PODE GERAR RISCO DE IGNORÂNCIA

Vivemos numa era plena do conhecimento  - mais propriamente no sentido de informação - constantemente estamos ligados, antenados, conectados via computador, redes sociais, rádios amadores de grande potência,  uma enormidade de instrumentos de informação. Quanta informação em tempo real? Como vamos assimilar tanta informação, reproduzir, colocar em pratica, vivenciar, meditar, pensar, raciocinar, enfim, como tirar proveito. Não detemos habilidades de interpretar todo o conteúdo, pois assimilamos àquilo que nos convém, certamente colocamos no lixo da memória ou em outro local, aquilo que não é conveniente, necessário e útil. Deixamos de lado.  Como diz o professor de filosofia americano no Centro de pós Graduação da Universidade Municipal de Nova York  Massimo Pigliucci; "Somos massa ignorantes encharcadas de informação".  Vejamos que o professor filosófo tem razão. Diante de tanta informação, não paramos para pensar, portanto, não temos "pensamento critico". Falta-nos a capacidade de processar e interpretar as informações. Começa o processo no início da educação infantil, atravessa os vários anos escolares, enfim, tornamos "clientes" do sistema, massa pura, sem direito a critica alguma, porque não temos argumentação decorrente da informação obtida. Veja, por exemplo no campo da política, quantas vezes elegemos e não sabemos quem é o candidato, origem, quem representa de fato, quais os programas de governo que ele apóia, partido. Consumimos não sabendo o porque. Vemos a violência na TV, e não nos importamos muito, porque estamos seguro. As telenovelas carregadas de ofertas de produtos para consumo, intrigas, inverdades infundadas, ninguém trabalha, mostrando-se o luxo do consumo. Não existe ninguém sério nas telenovelas, apesar da ficção, é uma fórmula de colocar em risco a sociedade e todo nosso referencial: família, igreja, sociedade, escola, universidade, governo. Veja que é tanto violência noticiada na TV que "se fosse levar a cabo ninguém moraria no Rio de Janeiro, São Paulo,  de onde mais se noticiam crimes, tragédias. Não paramos para  "pensar" que rende polpudos lucros para a mídia, porque a população é mais densa, certamente, teremos mais tendências para consumir. Também por outro lado, o cidadão fica tão aterrozido com a violência midiática, que acaba por consumir mais via internet, virtualmente, porque não pode sair de casa à noite para ir às compras. Nem sentar à frente de sua casa, afim de curtir um ar puro, na tranquilidade,  porque se sente inseguro e vai ter arrastão, roubo, morte, terrorismo total, e quem ganha é o "sistema de segurança privada, alarmes, cercas elétricas. Nossa educação está sendo preparada somente para o mercado de trabalho (mais ultimamente formação técnica e tecnológos), e esquecemos de investir na universalidade do conhecimento, tão essencial para termos democracia e justiça social.  Se todo cidadão estudar para o mercado de trabalho, como está sendo conduzido a educação, não teremos mais pensadores, certamente, um risco do futuro incerto, constituído por seres de profunda ignorância.  Não podemos aceitar a padronização, fórmulas de maneira de ser. A educação não pode ser treino, como escreveu Paulo Freire: "A desconsideração total pela formação integral do ser humano e sua redução a puro treino fortalecem a maneira de falar de cima para baixo". (Pedagogia da autonomia. Saberes necessários à prática educativa. Ed. Paz e Terra,  São Paulo,  42a reimpressão, 2010, p.115). Devemos preparar  e desenvolver a educação infantil até as universidades,   afim de propiciar o aprendizado de formação do pensamento crítico, para  termos cidadãos e seres humanos responsáveis, sob pena do excesso de informação gerar ignorância. É o risco que corremos de enfatizar a educação para o mercado de trabalho "clientela", sem a formação integral, tão necessária no mundo desenvolvido ou em desenvolvimento.    

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