[...] Cuidavam primeiro de si e depois dos seus. Num mundo assim, a falta de escrúpulos, o desprezo por qualquer aspiração elevada que não fosse a acumulação de poder não eram defeitos. Eram vantagens”. Barack Obama – Uma terra prometida, Ed. Cia das Letras, 2020, p.480.
O que se vê na política no Brasil (e pelo que se vê mundo afora, não é diferente por aqui), é o comportamento do candidato em campanha e depois de eleito.
Essa pratica nefasta do exercício do
mandato, muito incomoda o cidadão. Como se vê, no Brasil, é pratica cotidiana,
como se diz “ferramenta de ofício”. Em maioria das situações posta a público, denota-se
que o “administrador (poder executivo,
principalmente), sempre quer realizar o que a lei proíbe, deixando de realizar
o que a lei estabelece e prevê, e ante as necessidades evidentes da população” que clama para
realizar. Atos simples que podem alterar vidas.
De certa forma, o cidadão munido de qualquer interesse, primeiro, quer realizar o que a lei veda, deixando de realizar o que é legal e necessário que deveria realizar.
Nesse contexto, o cidadão eleito, que sai do meio social,
ele não é uma criatura perfeita, mas um extrato do meio que vive. Aí, para se
eleger, é fato público e notório com muita promessa e esforço de várias
correntes, inclusive, com aporte financeiro de grupos com interesses em poder,
se elege, começando um reinado, como o seu mandato fosse um jogo permanente,
mas com resultado pré-ordenado.
Muitos eleitos, conseguem se eleger graças a inspiração de
tentar quebrar tabus, ou seja, eleito com objetivo de refrear ou eliminar “práticas
vulgares do poder”, mas no decurso do mandato se torna uma estrela solitária,
com brilho, evidentemente, mas um tanto ignorado pelos pares e não entendido pelos eleitores.
Graças aos candidatos que buscam inspiração nos princípios democráticos
do poder, que conseguem se eleger, é que se mantém a democracia. Podem ser uma
estrela solitária, mas brilha o caráter de luta, contra a prática vulgar de
poder!