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quarta-feira, 5 de março de 2014

ESCOLA EM PERÍODO INTEGRAL: UM DESAFIO NECESSÁRIO


A escola em período integral é uma tendência mundial sem retorno, o que talvez poderá ser implantado no Brasil. Países como EUA e Reino Unido, já têm escolas públicas há algum tempo.  No Brasil, ganhou força quando entrou o Programa Mais Educação (PME), em 2007, mas é uma realidade longe de se estabelecer no ensino público, mas pela atual temática seria plausível fazer o teste e aprimorar as experiências. Em algumas cidades de maior porte, escolas particulares têm adotado esse sistema, aumentando mais a procura, em face do custo do empregado doméstico, o que vem dando resultados. Muitas famílias têm optado por essas escolas, onde as crianças permanecem o dia inteiro e retorna as casas à noite, com os estudos feitos (tarefas). Obviamente, para as escolas públicas, é  um desafio necessário, também uma possibilidade de se integrar aluno-escola-família-sociedade;  talvez uma ação a mais, para coibir  a criminalidade infantil, preservando futuras gerações, haja vista a permanência da criança na escola e sua retirada das ruas, pois quando os pais trabalham e não existe alguém para cuidar e zelar, vão para as ruas certamente. Todavia, não pode ser uma escola integral para o aluno ficar dentro de quatro paredes, recluso, sem participação na vida. Tem que ter uma estrutura polivalente oferecendo inúmeros cursos, fora as matérias de conhecimento obrigatórias do currículo.  Talvez um projeto escolar para as crianças até o primeiro grau, seria interessante, inclusive, com cursos alternativos, como prática esportiva, educação física, música, teatro, atletismo, e muitos e outros afazeres, que permite à criança estabelecer relação entre a programação desenvolvida na escola e as atividades do dia-a-dia. A escola integral é um projeto de desafios, que poderá dar certo, com a estrutura ampla, inclusive, de professores e instrutores devidamente capacitados, preservando também o livre pensamento dos alunos, mesmo porque, em tempo integral no ambiente escolar pode se tornar exaustivo, acaso não tenha um projeto realmente criativo. No Paraná,  ensino integral ainda é um desafio, pois existem 28% das escolas de ensino fundamental do quinto ao novo ano, mas nem todas nos moldes exigidos. Segundo a Secretaria Estadual de Educação (Seed), estima que cerca de 600 escolas, das 2.141 em todo o Estado, ofertam a modalidade, com previsão de chegar a mil escolas até o final de 2014. Talvez, além de desafios burocráticos, pedagogicos, políticos, carência de recursos humanos e materiais, espaços físicos, existe uma falta de vontade de fato para colocar em execução o projeto de escolas integrais, contudo, temos ampla capacidade, pelo exemplo que temos da realização dos Jogos Pan Americanos, Copa do Mundo e Olimpíadas, onde o país conseguiu recursos enormes para construção de estádios, certamente vai conseguir recursos para o projeto nacional de escolas integrais. Falando em Copa do Mundo, talvez sirva de estímulo e motivação para implantação das escolas integrais, é que o Governo Federal gastou com a construção do Estádio Mané Garrincha de Brasília, onde não tem futebol, para sediar poucos jogos, o valor de R$-1,4 bilhão de reais, conforme levantamento do Tribunal de Contas do Distrito Federal.  Se não for um projeto ideal a escola integral pública, é um desafio iniciar, implementar, alterar o atual projeto, pensando em futuras gerações, assim homenageando Anísio Teixeira (jurista, intelectual, educador e escritor brasileiro), que na década de 1930, entendia que a “educação deveria voltar-se para a formação integral da criança, considerando os interesses, as aptidões, as habilidades e a realidade social de cada aluno”.     
Artigo publicado no JORNAL "Folha Regional de Cianorte", edição 918 = sabado a 03 de março de 2014.

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...