Cemitério = necrópole,
deveria na verdade chamar-se “MEMORIAL
DE VIDAS”, pois neste local estão
enterrados nossos entes queridos, amigos, parentes, enfim, pessoas que um dia
fizeram diferença em nossas vidas. Quando vou ao Memorial de vidas (cemitério), até chegar
onde está enterrado meu pai e familiares, fico observando as pessoas, as lápides e os
túmulos edificados para os falecidos enterrados. Encontro túmulos construídos
com muita arte e requinte, com homenagem de familiares àquele que partiu. Encontro
túmulos sem ao menos ter algum detalhe de homenagem ao falecido. Simplesmente
com o nome e a data do falecimento. Alguns nem têm nada escrito, (sem
identificação) não sei quem ali foi
enterrado. Vejo túmulos de crianças, anjinhos que partiram após minutos de
vidas, outras que já nasceram mortas. Vejo escritos nas lápides, fotografias, e
algumas frases interessantes. Observei numa ocasião um túmulo onde a filha (ou
filho) deixava recorrentemente “recados de saudade para sua mãe numa folha
branca de sulfite impressa num computador” (tinha fotografia na lápide de uma
senhora e várias folhas juntas na superfície do túmulo). Talvez não recordo com
certeza o local (é em Cianorte), algo incomum, mas foi
uma experiência interessante, não esquecerei jamais dessa ocasião. De uma forma ou de outra, alguns vão ao
cemitério, inúmeras vezes, não só no dia de Finados, mas varias vezes ao ano, prestar
homenagem aos seus entes queridos, amigos, conhecidos, enfim, é um sentimento de
reverência cristã e humanitária, que não deve ser repelido, ao contrário,
trata-se da nossa própria natureza humana, dotada de sentimentos. Cada pessoa,
como ser humano, deve repensar as ações, mas o que deve ter em mente,
compreender, é que devemos contribuir
para que este mundo se torne mais humano. Devemos sempre ser representantes de
esperança, viver de fato em solidariedade, partilha, sempre aberto os olhos para
que o presente espera de nós. Lembremos
que nossa vida é limitada, ela segue o rumo ao seu fim, na morte. Hoje nós prestamos homenagens aos nossos
mortos, amanhã, certamente seremos os homenageados. Vivamos nossa vida inteira, não prisioneiros
do medo e da morte, mas sim do amor, do
perdão, da solidariedade, da partilha, sentindo nossas sensações humanas, um esforço
e tarefa para a vida inteira, a única vida que temos!
“Requiem aeternam dona
eis, Domine, et lux perpetua luceat eis, te decet” (Repouso eterno dá-lhes,
Senhor, e luz perpétua os ilumine).
(Mozart)
http://www.vagalume.com.br/mozart/requiem-traducao.html#ixzz2B49XsMm9
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