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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

ADEUS AOS SEGREDOS E INTIMIDADES...


As facilidades das comunicações virtuais sejam via computador, telefone, pelas redes sociais, e outros acessórios, como programas como Facebook, Twitter, entre outros, têm tomado conta de nossas vidas, ainda que de forma inconsciente. Ao acessar inúmeros programas virtuais, estamos acessando a uma infinidade  de redes de comunicação, espalhado mundo afora. A internet está cheia de pequenas mãos com o polegar para cima.  São os “likes” – “curtir” ou “recomendar” – do Facebook, mais usual entre a população usuária de internet. Quando o usuário adentra ao Facebook, clicando ícones, demonstra apreciação ou aprovação. Essa informação é recebida por amigos, pelos proprietários da página, pelo próprio Facebook, pelos anunciantes, seguidores, passando a ser informação pública e compartilha de “n” usuários.  Se você “curte” um determinado produto, todos sabem que você gostou daquele perfume, carro, roupa, filmes, entre outros gostos, entre inúmeras opções de mercadorias e produtos ofertados, além da exibição de produtos compartilhados por amigos. Aderindo ao “curtiu”, é possível deduzir suas preferências amorosas, sexuais, QI, entre outras informações, que um programa estatístico é capaz de desenvolver, como ocorre nos Estados Unidos, onde cientistas utilizaram o Facebook, com questionários e descobriram inúmeras informações que não poderiam obter de forma simples. Existem programas decodificados que após o questionário respondido já têm informações sobre assuntos particulares (perfil), como consumo de drogas e álcool, religião política, preferenciais sexuais, fidelidade conjugal, vida familiar, renda econômica, características psicológicas, enfim, infinidades de dados, que possivelmente não se obteria de um cidadão em uma bateria de perguntas feitas de forma física (frente a frente). É óbvio que as pesquisas foram realizadas nos Estados Unidos, possivelmente, talvez não tenha ainda ocorrido no Brasil. Certamente, aqui não vai funcionar, porque o brasileiro, é desconfiado e se tiver que responder questionários, certamente vai utilizar o jeitinho brasileiro, não vai entregar suas intimidades e segredos, nem vai falar a verdade sobre seus “ganhos, preferência sexual, política e religião, paixões e amores, infidelidades conjugal, trapaças, negociatas, corrupções em licitações, tática políticas de manobras, guardados em segredo a sete chaves”. Especialistas na área de comunicação e diversos profissionais da área humana, em poucos gestos, palavras e olhares, conseguem capturar quantidade de informações que deixamos escapar involuntariamente que consideramos “segredos e intimidades guardados a sete chaves”. No descuido de pequenos atos, deixamos um rastro enorme de informações digitais, que podem ser a fonte de descobertas de pensamentos e características pessoais, segundo programas conduzidos pela Agência Nacional de Segurança NSA dos Estados Unidos. Portanto diante dos sistemas, técnicas, programas monitorados pela NSA, segundo revelações de Edward Snowden, adeus aos segredos, porque estamos sendo monitorados pelo imperialismo digital do Tio Sam, que pelo que consta “despreza a privacidade, a intimidade das pessoas, a liberdade individual e o direito ao segredo íntimo”. 
Artigo publicado na Folha Regional de Cianorte edição de 11-12 de agosto de 2013.

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