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domingo, 4 de março de 2012

A ANSIEDADE IRRESPONSÁVEL E EGOÍSTA

Numa sociedade moderna, talvez muitos cidadãos não conseguem entender as diferenças existentes entre as pessoas classes sociais e suas respectivas lutas de sobrevivência. Vemos que a minoria é massacrada, pois é um fato eminente, o maior adiciona o menor, muito mais no mundo globalizado, onde o "custo" "lucro" "capital" sobrepõem a qualquer governo e povo. É um fato real, contudo, devemos sempre lutar para que haja sempre uma consciência operante entre as pessoas de conhecer o sentimento de igualdade que deve permear em nossa sociedade.  As preocupações constantes de sobrevivência, exigência de padrões (sempre o melhor) tanto para produzir como para consumir,  leva-nos a uma "ansiedade irresponsável e egoísta". Não conhecemos sequer o vizinho que mora há muito anos ao nosso lado, caminhamos sozinhos, sem sequer olhar aos lados para ver o que está acontecendo. Ignoramos a tudo e a todo, como se fossemos singular e único e lutar pela sobrevivência, assumindo todas as tristezas e infelicidades que o mundo nos põe como ônus. Esquecemos diante da busca da sobrevivência da expectativa de transformação, que depende única e exclusivamente de nós mesmos, pela ação e atitude, que possa atingir o coletivo e fazer a diferença; talvez  falta a crença na fé da esperança...  Num pouco de tempo de  vida que temos (não somos eternos) passamos a acumular coisas, bens, tristezas, mágoas, amarguras, num ímpeto de pura sobrevivência, tentando talvez desta forma acumular tesouros para a vida e talvez num futuro eterno. Todavia, em que pese a luta do dia-a-dia para nossa sobrevivência (coisas necessárias), que não é ansiedade, egoísmo e irresponsabilidade, ultrapassamos estas para um comportamento totalmente doentio.  Portanto, em que pese as razões de cada um, quando passamos a ter um comportamento doentio, além do necessário, tornamos reféns de nos mesmos, e quando isso se torna realidade (talvez não constatamos e não queremos admitir) mas é de fácil constatação simples:  - já não conhecemos e não obedecemos regras simples de convivência; o sinal vermelho do trânsito não significa mais nada para nós; o vizinho é um concorrente, um marginal, um boa vida, um folgado (começamos a julgá-lo de forma discriminada, sem pudor algum); as flores e os perfumes, ao invés de serem admiradas, passam a ser consideradas "superflúas", tomando espaços, enquanto na verdade existem para passar mensagem de beleza, renovação, alegria e novidade (pois são renovadas constantemente)...  assim a vida passa e certamente o tempo vai exigir a devida prestação de contas.  Portanto, enquanto existe vida e tempo, ainda é "tempo de ver a flores".    

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