Os
políticos estão tão longe da realidade do povo. Não sabem o que fazer nos dias
de hoje ou como aproximar-se da população. Fazem campanhas com marqueteiros e
cabos eleitorais pagos em valores exorbitantes, com promessas vãs, pífias, que
nunca cumprem, etc.... Anúncios, reuniões, propostas de plebiscito, referendo,
reforma política, recursos no montante de 50 (cinquenta) bilhões, somente
agora? Querem enganar o povo?. Vivemos o
momento político de anúncios.... pois perdeu-se o rumo diante da indignação do povo
brasileiro que está nas ruas? Pois já esgotou o estoque: bolsa família+minha
casa minha vida+ jogos pan americanos+ obras da copa+ transposição do rio são
francisco+anúncio de R$-5.000,00 para compra de eletrodomésticos+isenção de IPI
para carros+ olimpíadas+bolsa doutorado fora do país+cotas de todos os lados+
contratação de médicos estrangeiros,.. Só resta o consolo da seleção vencer a
Copa das Confederações, para relembrar o passado ("...Setenta milhões em
ação, pra frente Brasil do meu coração....). Esta é a realidade dos dias de
hoje, embora como todas situações haja exceções, a população está carente de
confiança no poder estatal em todos os níveis. Mentiras, inverdades, promessas
vás... enfim, nada se faz para fazer uma gestão pública efetiva e transparente.
Chegamos a estes dias de intensa manifestação da população, porque o povo tem
razão sobre o que está acontecendo no Brasil de hoje: muitos anúncios e pouco
efetividade de realizações em benefício comum. Paga-se muito em impostos e
taxas e nada se retribui de forma adequada para a população. Serviços públicos
ineficientes, talvez não por falta de recursos mas por simples gestão. Tem-se a
estimativa de 25.000 (vinte e cinco mil) cargos na esfera federal
comissionados, criados nos últimos governos, portanto, aumentou-se o número de
pessoas responsáveis para gestão pública e os serviços continuam inadequados,
mesmo levando em conta o aumento populacional. Segundo consta de informativos
na gestão do ex-presidente Lula, foram admitidos 115 mil servidores públicos
concursados, que capacitados poderiam certamente suprir muitas da vagas de
"cargos comissionados" que dão margem a corrupção latente,
marca do nosso país e certamente são "moedas de trocas em momento de
votação no congresso". Mas, aí está o povo nas ruas, pedindo mudanças e
contra a força do povo não existe poder que se mantenha. A canoa transformou-se
em navio e em transatlânticos e pegou as esferas política e governamental de
surpresa, dando um susto e perguntando-se o que fazer? Revela-se inusitado que
as “manifestações”, reflete diretamente um ciclo de passividade e/ou aceitação,
indicando-se que além da transparência existe uma sociedade que deve participar
como um todo da vida do país, em que pese ter eleito seus representantes, principalmente,
quando diz respeito à assuntos relacionados com o dia-a-dia (saúde, educação,
transporte, corrupção, violência/segurança, maioridade penal, criminalização do
aborto, copa do mundo, jogos olímpicos, mobilidade urbana, habitação...). Outro
aspecto relevante é a não participação de grandes e pequenos partidos
políticos, repelidos pela multidão. Fica
o recado aos políticos e governantes do Brasil: passar do discurso à ação; evitar
promessas que não podem ser cumpridas; suprimir “falas” de caráter demagógico; não
esquecer de interação e compromissos com a população e “melhorar a vida do povo,
restabelecendo a dignidade”.
Artigo Publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte", edição de 30 de junho e 1º de julho de 2013.
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