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segunda-feira, 1 de julho de 2013

CARÊNCIA DE CONFIANÇA

Os políticos estão tão longe da realidade do povo. Não sabem o que fazer nos dias de hoje ou como aproximar-se da população. Fazem campanhas com marqueteiros e cabos eleitorais pagos em valores exorbitantes, com promessas vãs, pífias, que nunca cumprem, etc.... Anúncios, reuniões, propostas de plebiscito, referendo, reforma política, recursos no montante de 50 (cinquenta) bilhões, somente agora? Querem enganar o povo?. Vivemos o momento político de anúncios.... pois perdeu-se o rumo diante da indignação do povo brasileiro que está nas ruas? Pois já esgotou o estoque: bolsa família+minha casa minha vida+ jogos pan americanos+ obras da copa+ transposição do rio são francisco+anúncio de R$-5.000,00 para compra de eletrodomésticos+isenção de IPI para carros+ olimpíadas+bolsa doutorado fora do país+cotas de todos os lados+ contratação de médicos estrangeiros,.. Só resta o consolo da seleção vencer a Copa das Confederações, para relembrar o passado ("...Setenta milhões em ação, pra frente Brasil do meu coração....). Esta é a realidade dos dias de hoje, embora como todas situações haja exceções, a população está carente de confiança no poder estatal em todos os níveis. Mentiras, inverdades, promessas vás... enfim, nada se faz para fazer uma gestão pública efetiva e transparente. Chegamos a estes dias de intensa manifestação da população, porque o povo tem razão sobre o que está acontecendo no Brasil de hoje: muitos anúncios e pouco efetividade de realizações em benefício comum. Paga-se muito em impostos e taxas e nada se retribui de forma adequada para a população. Serviços públicos ineficientes, talvez não por falta de recursos mas por simples gestão. Tem-se a estimativa de 25.000 (vinte e cinco mil) cargos na esfera federal comissionados, criados nos últimos governos, portanto, aumentou-se o número de pessoas responsáveis para gestão pública e os serviços continuam inadequados, mesmo levando em conta o aumento populacional. Segundo consta de informativos na gestão do ex-presidente Lula, foram admitidos 115 mil servidores públicos concursados, que capacitados poderiam certamente suprir muitas da vagas de "cargos comissionados" que  dão margem a corrupção latente, marca do nosso país e certamente são "moedas de trocas em momento de votação no congresso". Mas, aí está o povo nas ruas, pedindo mudanças e contra a força do povo não existe poder que se mantenha. A canoa transformou-se em navio e em transatlânticos e pegou as esferas política e governamental de surpresa, dando um susto e perguntando-se o que fazer? Revela-se inusitado que as “manifestações”, reflete diretamente um ciclo de passividade e/ou aceitação, indicando-se que além da transparência existe uma sociedade que deve participar como um todo da vida do país, em que pese ter eleito seus representantes, principalmente, quando diz respeito à assuntos relacionados com o dia-a-dia (saúde, educação, transporte, corrupção, violência/segurança, maioridade penal, criminalização do aborto, copa do mundo, jogos olímpicos, mobilidade urbana, habitação...). Outro aspecto relevante é a não participação de grandes e pequenos partidos políticos, repelidos pela multidão.  Fica o recado aos políticos e governantes do Brasil: passar do discurso à ação; evitar promessas que não podem ser cumpridas; suprimir “falas” de caráter demagógico; não esquecer de interação e compromissos com a população e “melhorar a vida do povo, restabelecendo a dignidade”.  
Artigo Publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte", edição de 30 de junho e 1º de julho de 2013. 

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