Pesquisas
encomendas por setores produtivos no Brasil mostraram que os impostos pesam no
bolso dos brasileiros. Nos resultados,
ficou constatado que a tributação indireta pode representar taxas absurdas,
como, por exemplo 12% na conta do gás e 93% na compra do vinho importado. No
caso da tributação indireta, a cobrança não fica clara para o consumidor,
tornando-se invisíveis para as pessoas,
pois não estão sendo destacados no preço da mercadoria adquirida. O cidadão,
por não ter detalhes dos impostos cobrados, na compra de mercadorias, bens e
serviços, não possui uma consciência tributária, e, com isso, não tem clareza
sobre o papel que o Estado, pode desempenhar com a arrecadação de impostos.
Existe na verdade, um problema contraditório, entre a eficiência arrecadatória
do Estado e a efetivação de direitos e benefícios que deveria ter a sociedade
com os impostos arrecadados. Entre os
impostos que mais arrecadam no país, o ICMS fica em primeiro lugar, com 21,09%
do total. O ICMS é de competência dos Estados e do Distrito Federal, e trata-se
de imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e prestações
de serviços de transporte e de comunicação. Cercada de polêmica, entra em vigor
no dia 10 de junho a lei federal 12.741/2012, que obriga varejistas e prestadores
de serviços a discriminarem na nota fiscal ou em painel afixado em local
visível do estabelecimento os impostos embutidos no preço. O objetivo da lei é transparência, para
transformar a complexidade tributária em transparência, ou seja, através da
lei, determinar qual a carga tributária incidente em cada produto, já que essas
alíquotas variam diariamente de região para região. Contudo, vários setores da
sociedade, enfatizam que o governo tenta com essa medida agradar certos setores
da sociedade, contudo, deixa para trás a reforma do sistema tributário de alta
complexidade. Na verdade, o Governo quer
tentar com essa lei informar a fórmula de cobrança de impostos, com informação
objetiva ao consumidor, talvez por render frutos políticos para 2014. Na
verdade, segundo os especialistas em direito tributário, é difícil precisar
quanto efetivamente se paga de imposto, mas que o “governo deveria mesmo é
tentar simplificar o sistema tributário”, o que não tem sido deixado de lado e
não adotado nenhuma providência nesse sentido. Em diversos países, fica fácil
ao consumidor ter noção da transparência da cobrança de impostos, porque é um
único imposto e no Brasil, pelas artimanhas de lei, existem seis impostos. Segundo
a Lei 12.741/2012, alguns impostos serão mencionados para o consumidor, entre
eles: imposto sobre serviços (ISS), o imposto sobre circulação de mercadorias e
serviços (ICMS), e a contribuição para o financiamento da seguridade social
(Confins). Ficam fora o imposto de renda
e a contribuição social sobre o lucro líquido, pois é de difícil apuração na
formação do preço e da complexidade do sistema brasileiro de tributação. Grandes lojas, já estão em caráter
experimental começando a emitir notas com a discriminação de impostos, cujos
clientes têm reagidos surpresos com esse procedimento. Deveria também o Governo
detalhar para o cidadão, como gasta o dinheiro público, como prova efetiva de
transparência, além de simplificar o sistema tributário nacional, desonerando o
cidadão e o setor produtivo. Feliz dia das mães.
Artigo publicado no Jornal Folha Regional de Cianorte - edição de 12 e 13 de maio de 2013.