A
Unesco lançou o Ano Internacional de Cooperação pela Água no dia 11 de março de
2013. Talvez seja insignificante ou até se passe desapercebido, a questão da
água, porque em nossa região temos um acesso ilimitado a esse bem. A água é um
bem de domínio público, além de um recurso limitado e dotado de valor, conforme
consta da Lei Federal 9.433 de 08 de janeiro de 1997, que instituiu a política
nacional de recursos hídricos. O título justifica a importância da água no
nosso dia a dia. Não damos importância necessária que esse bem merece, como a forma
do uso racional, conservação e manutenção de seu estoque. Como humanos e seres
vivos, somos formados por células, utilizando inúmeras células vivas, que por
sua vez necessitam de água, que segundo pesquisas variam de 70% a 95% da
constituição. Nosso planeta é o único do Sistema Solar a apresentar 71% de sua
superfície coberta por água. O Brasil tem o maior estoque de água doce do
mundo, um volume de 12% do total, mas que não é indicador que toda nossa
população, seja atendida de forma adequada, pois muitas cidades grandes e
pequenas enfrentam o problema de abastecimento, entre outros fatores,
desencadeado pela precária manutenção das redes urbanas de distribuição de água.
O corpo humano, precisa ingerir água continuamente, diretamente ou através de
alimentos diversos, sendo o homem dependente de forma extrema da água doce. Por
isso vários países, tem adotado uma política efetiva para o uso racional da
água, o que o Brasil vem desenvolvendo amplamente, pelo poder público, pela
iniciativa privada, agências de desenvolvimento e organismos diversos da
sociedade civil. Enfim, existe a preocupação constante do uso racional da água,
pois é um bem que poderá se tornar escasso, afetando as futuras gerações. O uso
excessivo da água doce pode acarretar a diminuição do volume e o esgotamento
dos aquíferos subterrâneos, ou mesmo estoques existentes nas superfícies (lagos
e rios). Por outro lado, existe a degradação sem precedentes de rios, lagos e depósitos
subterrâneos, pois é uma forma de redução desse bem, evidentemente, acompanhado
da poluição ambiental. De forma individual, seria inútil sentir
responsabilidade pela conservação da água, mas, como coletividade, devemos
trabalhar para conscientizar as pessoas da necessidade do uso racional da água,
que é um problema e uma ameaça a toda população e de forma ampla da própria
sobrevivência humana. A conscientização do uso racional da água deve levar o
indivíduo a compreender que é parte integrante do ambiente, e que, através de
suas ações é um agente responsável pela conservação da água, que é um exercício
de cidadania. Portanto, o uso sustentável da água, é necessário, para que futuras
gerações possam ter acesso a esse bem, com qualidade e quantidade adequadas. Com
atos simples, qualquer pessoa pode pensar em maneiras de economizar água em
atividades rotineiras como lavar a louça, as roupas, o carro e muitas outras.
Além da economia, a reciclagem e a reutilização surgem como alternativas para o
uso sustentável da água, afinal, água é vida.
Artigo publicado no Jornal a Folha Regional de Cianorte edição de 14 de abril de 2013.
Nenhum comentário:
Postar um comentário