Os deputados
mantiveram o mandato de Natan Donadon, na semana passada, em que pese fundamentos
legais, todavia, tal procedimento foi um ato imoral e no mínimo uma afronta a
transparência, que se buscou nas ruas nos últimos meses. Na segunda-feira (2/9),
o ministro Luís Roberto Barroso suspendeu os efeitos da decisão da Câmara dos
Deputados que havia mantido o mandato de Natan Donadon. Em ação de mandado de
segurança, o impetrante Natan Donadon, com pedido liminar, teve também suspenso
também seus vencimentos e subsídios, conforme decisão liminar do ministro Dias
Toffoli (medida cautelar em mandado de segurança 32.299DF). Após esse surto
e/ou delírio, verdadeira afronta a ética e a moral, que a população tentar
depositar nos seus eleitos, aliás pagos com o direito da população, a Câmara,
no ato de redenção, derrubou o voto secreto, aprovando o voto aberto por
unanimidade dos 452 deputados presentes, empurrando a decisão para o Senado
Federal. No Senado seguirá sua trajetória própria, ou mais, nos “trâmites
legais”, na Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão Especial, terá de
ser votado em dois turnos. Portanto, se o Senado não for “pressionado”, como
foi a Câmara, tão cedo não apresentará sua decisão. Todos esses fatos que se
passam na esfera do executivo, legislativo, senado federal, em geral, brotam na
população, uma indignação cívica de ampla perplexidade, uma tripudiação sem
igual, muito mais violenta a ação do que os violentos Black Blocs. O
procedimento dos nossos representantes, após eleição, esquecendo-se das
promessas, voltando-se para si próprios, para seus grupos políticos e
partidários, para não dizer pensando em si próprios, demonstra uma inversão de
valores que anda presente em nossa cultura política. Uma vez os eleitos,
entrando nos palácios e casas políticas, onde o povo sequer pode adentrar, a
não ser que seja convidado expressamente, passam a emitir ações de indiferença,
prepotência, arrogância, se fazendo diferente ao povo, se julgando algumas
vezes, como se tem visto, acima do bem e do mal. Muitos desvios legais se têm
visto neste país, para beneficiar a classe política e grupos partidários
dominantes, em todos os níveis, talvez em homenagem ao princípio democrático. Tem
“desvios” que se tornam em maldição. Por exemplo, o privilégio do foro
especial, visto como “benesse”, criado pela República, garante a políticos não
sejam julgados pelas instâncias comuns, como todo cidadão do País, se vê
obrigado a se submeter pelo império da lei. Agora, o foro privilegiado é algo
ruim, uma violação do direito ao duplo grau de jurisdição, consoante reclamação
reiterada da classe política. É uma violação contra os direitos humanos. Estão
certos. A Comissão e a Corte Interamericana de Direitos Humanos cansaram de
apontar que o “direito de recorrer de uma sentença a um tribunal diferente é
garantia do devido processo legal e direito humano”. No mesmo sentido, o Comitê
de Direitos Humanos da ONU, diz que, “se uma corte atua como primeira e única
instância viola-se o direito à apelação presente no Pacto de Direitos Civis e
Políticos”. No caso, vai ocorrer um fato
inédito, porque, socorreram do privilégio para se beneficiar, sonegando direitos mínimos ao cidadão comum,
agora, vão ver estes sistemas funcionando na eliminação de seus privilégios. Em
tudo isso, qualquer cidadão comum, fica indignado, discordando do desperdício
do dinheiro público, arrecadado de impostos e taxas que o Estado brasileiro
exige do cidadão, numa voracidade sem limites, às vezes em situação vexatória,
com desprezo mínimo ao devido processo legal.
Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
SONHOS DE LIBERDADE
No dia 28 de agosto de 1963, meio
século atrás, em Washington (Estados Unidos) Martin Luther King
discursava contra a segregação racial nos EUA, em cujo discurso ficou
conhecido a frase “Eu tenho um sonho”. Sonhos
de que as pessoas fossem uma única nação e não fossem julgadas pela cor de sua
pele, mas pelo teor de seu caráter. O tema central de seu discurso, não era
lutar por direitos somente dos negros americanos. King foi mais além, queria que os Estados Unidos
reconhecesse e aplicasse o “princípio que todos os seres humanos são criados
iguais”. King em seu discurso não pregava
identidade racial, nem mesmo diferenças por conta do físico, de cor de
cabelos e ossos, ao contrário, invocava
e não aceitava, a divisão de seres humanos, como acontecia nos Estados
Unidos, uma nação de colonos brancos rodeada por minorias raciais (indígenas,
asiáticos, e negros africanos). Posteriormente a esse discurso houve
transformações enormes e necessárias, e
que continua a transformar, mesmo porque, Luther King e seus seguidores,
percebiam que a luta pela justiça social era uma batalha, não só contra a
segregação, mas também por uma igualdade econômica. A
Marcha sobre Washington contaminou o mundo, porque, a igualdade e a
liberdade, têm que ser mais que um
sonho, atender os anseios sociais de homens e mulheres, mais que um ideal
abstrato, satisfazer as necessidades vitais de um ser humano: vida, liberdade,
emprego, educação, segurança, justiça. A discriminação no mercado de trabalho é
onipresente e profunda. Num mundo de economia globalizada, cada vez mais, em
busca do lucro, da competição, estamos não mais discriminando, mais descartando
pessoas, procurando cada vez mais mão-de-obra barata em todo lugar do mundo,
onde possa existir. Não é o caos, é uma realidade constante. A atualidade permanente do discurso de Martin Luther King continua a
existir, pois ainda temos a segregação racial presente em muitos lugares do
mundo e também no Brasil, com noção equivocada
de visão da humanidade em raças, contrariando o discurso de King, que “todos os
seres humanos são iguais”, que invocando direito, liberdade, sobrevivência digna. “Eu
tenho um sonho de que meus quatro filhinhos, um dia viverão numa nação onde não
serão julgados pela cor de sua pele e sim pelo conteúdo de seu caráter. Quando
deixamos soar a liberdade, quando a deixarmos soar em cada povoação em cada
lugarejo, em cada estado e em cada cidade, poderemos acelerar o advento daquele
dia em que todos os filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e
cristãos, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar com as
palavras do antigo spiritual negro: “Livres, enfim. Livres, enfim. Agradecemos
a Deus, todo poderoso, somos livres, enfim”. Essa sentença final do discurso de Martin
Luther King, reflete sempre a atualidade de que “todos somos iguais, por isso a
universalidade do sonho de liberdade e vida digna para todos os povos”. Martin
Luther King era um pastor norte-americano e em 1964 recebeu o prêmio Nobel da
Paz. Foi um dos maiores líderes contra a opressão racial. Lutou contra a
desigualdade racial através de discursos e protestos de forma pacífica. “Eu também sou vítima de
sonhos adiados, de esperanças dilaceradas, mas, apesar disso, eu ainda tenho um
sonho, porque a gente não pode desistir da vida”, dizia King. Talvez se tivesse vivo com a idade de 84 anos,
estaria em marcha contra o governo Barack Obama, que “esta prestes a autorizar um ataque à Síria”,
contrariando o discurso de King que “privilegiava a paz ao invés da
violência”.
Artigo publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte - edição de 01/02 de setembroo de 2013.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
CONSTANTE PERIGO
A realidade dos fatos
não pode ser ignorada, no tocante a violência no Brasil, tanto por mortes
decorrentes de crimes, quanto mortes no trânsito. Segundo pesquisas, as mortes
no trânsito já superam os crimes de homicídio. Atualmente, é rara alguma
família não perder seus entes queridos, ou quando, todos da mesma família, são
mortos no trânsito. Os jovens são as principais vítimas no trânsito, conforme
levantamento ocorrido em 2012. Também são a maioria de vítimas em crimes de
homicídio. O Brasil tem a quinta maior taxa de mortes no trânsito no planeta,
segundo levantamento do Ministério da Saúde e, se levado em conta as
estatísticas do DPVAT, poderíamos ter um número bem maior de vítimas.
Costuma-se, diante da trágica realidade brasileira, apontar a falta de
estruturas e de deficiência das estradas, falhas na sinalização, como
fundamentos para amenizar as tragédias no asfalto. Têm aqueles que afirmam que
a culpa, é das indústrias que constroem carros no Brasil, sem um mínimo de
segurança, comparado aos padrões europeus. É verdade que algumas ocasiões as
estradas e a falta de sinalização influência acidentes, contudo, segundo
levantamento feito por órgãos especializados, mais de 95% dos desastres viários
no Brasil, são o resultado de uma combinação de irresponsabilidade e imperícia.
Imperícia, é a falta de habilidade, capacidade e experiência para condução de
veículos. Na realidade, o Brasil vem há muito tempo utilizando a indústria de
automóvel como carro chefe da economia (geração de empregos e impostos), e os
carros com geração de impostos, multas e taxas. Na legislação de trânsito, a
aplicação da lei, está ligada diretamente a arrecadação (aplicação de multas), nenhuma
contrapartida em educação voltada para o trânsito, pois é singela a formação de
motoristas e muito pouco se investe na formação do cidadão para o
trânsito. As leis de trânsito são
desobedecidas a todo instante, basta se posicionar próximo a um semáforo de
grande circulação de veículos, que será fácil constatar como os motoristas
burlam as regras de trânsito, trazendo insegurança ao que circulam nas ruas e
estradas. Depois de muito esforço da sociedade, foi aprovado a Lei Seca,
permitindo a punição dos condutores embriagados, mesmo sem o bafômetro, o que
diminuiu o índice de acidentes com motoristas alcoolizados ao volante. Não é
falar mal do Brasil e nem de seu povo, mas é essencial que tenhamos em mente,
um compromisso pessoal de cada um de nós respeitar as leis e as regras impostas
pelas autoridades, a fim de se manter uma convivência harmoniosa no trânsito. O desprezo pelas leis e regras, está se
tornando nos dias atuais, como regra, enquanto àqueles que cumprem fielmente,
são considerados estrangeiros, na gíria popular. Estamos tão desregrados em
matéria de trânsito, notamos no dia-a-dia motoristas se comportando como se o
fato de um pedestre atravessar o sinal fechado lhes desse o direito de
atropelá-lo, quando não aceleram seus possantes carros, como fossem atirar para
matar e ferir. Viajar pelas estradas, também é um risco, porque além de
plenamente lotada de veículos e caminhões, existe a má conservação das mesmas,
cumulado com manobras arriscadas em todos os locais das estradas, pelos
motoristas, sem observar a devida sinalização, pois tiram sua primeira
habilitação com a carga horária mínima de horas, que contribui em muito para as
tragédias no trânsito. Como diz João Ubaldo Ribeiro, revista Veja nº 2333,
p.112: “Todo trânsito brasileiro é uma escândalo, nas cidades e nas estradas”.
Artigo publicado no Jornal Folha Regional de Cianorte edição 25-26 de agosto de 2013.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
SIMPLICIDADE DA FELICIDADE
Vivemos num mundo totalmente voltado para fórmulas, senhas, protocolos,
padrões, um controle social sem medida. Tornou-se o homem, um modesto ser subserviente,
dominado por suas próprias tecnologias, deixando transcender a simplicidade da
vida, quase se esquecendo de que é humano, carente, de carne e osso, capaz de
amar, sorrir, pensar, sofrer, coisas de gente, enfim, infinidade de ações
impensáveis, impossíveis de serem programadas. Também estabelece a sociedade
padrões de comportamento que tentam conduzir a felicidade, e do contrário,
resulta em tristezas, amarguras, perdas, sem nenhuma sinalização de felicidade.
Algumas pesquisas, indicam que a felicidade é prazer, em poucos instantes da
vida. Afastamos as experiências, pesquisas, e equívocos, partindo do
pressuposto que a vida e o viver, já é um marco de felicidade. É bem verdade
que o dia-a-dia de qualquer ser humano, não é fácil, pois submetido a controles
intensos, não resta sequer tempo para dimensionar o que é ter felicidade.
Felicidade, também não é ação mágica da vida e do tempo. Melhor sentido, é
aquele que os estudiosos da área, em intensas pesquisas, chegaram ao resultado
que o “homem é geneticamente programado para ser feliz”. Veja que tal situação, passa pela observação
da alegria das crianças, que não sabem reconhecer os motivos para sofrimento e
tristeza, pois em todos os locais que estão, independentemente de classe
social, país ou religião, têm dentro de si a magia infantil de criar intensa
alegria, onde o adulto não tem a percepção de existir ou imaginar. Se nascemos
para ser felizes, o que nos torna infelizes é a própria existência com a
cumulatividade de sofrimentos, armazenados em nossa mente e alma. No decorrer
da vida, mesmo sabendo que o viver é um milagre, não olhamos para dentro de nós,
fazendo um exame de nossas ações, exceto em poucas ocasiões. Às vezes tornamos
inimigos de nós mesmos, por falta de atentar pela simplicidade da felicidade,
acabamos por destruir sua perspectiva ou sequer existência, gerando sofrimentos
e tristezas. Por ser a felicidade muito simples, o ser humano tem dificuldade e
resistência de sua própria felicidade, permanecendo sempre preocupado com a carga
negativa que a vida eventualmente vem a trazer pelos ciclos do tempo. Às vezes
as pessoas se tornam infelizes, por sua própria atitude e/ou ação, deixando-se
contaminar pela síndrome social da comparação e da inveja, querendo ser sempre
o primeiro, em tudo em todos os lugares, não se contentando com a medalha de
bronze, querendo a medalha de ouro sempre, onde instala o sentimento de
infelicidade, situações possíveis de serem evitadas. Existem situações inevitáveis que são:
nascer, envelhecer, adoecer e morrer, que é o ciclo da vida, que devemos
conviver. A simplicidade da felicidade
reside simplesmente na observação da vivência de uma criança, que carrega em si
mesmo “a magia natural de descobrir em todos os momentos as alegrias da vida”,
em qualquer local ou situação, livre e
com liberdade. Como escreveu Mario Quintana: “A felicidade é um
sentimento simples; você pode encontrá-la e deixá-la ir embora, por não
perceber a sua simplicidade”.
Artigo publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte edição de 18-19 de agosto de 2013".
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
ADEUS AOS SEGREDOS E INTIMIDADES...
As
facilidades das comunicações virtuais sejam via computador, telefone, pelas
redes sociais, e outros acessórios, como programas como Facebook, Twitter,
entre outros, têm tomado conta de nossas vidas, ainda que de forma
inconsciente. Ao acessar inúmeros programas virtuais, estamos acessando a uma
infinidade de redes de comunicação,
espalhado mundo afora. A internet está cheia de pequenas mãos com o polegar
para cima. São os “likes” – “curtir” ou
“recomendar” – do Facebook, mais usual entre a população usuária de internet.
Quando o usuário adentra ao Facebook, clicando ícones, demonstra apreciação ou
aprovação. Essa informação é recebida por amigos, pelos proprietários da
página, pelo próprio Facebook, pelos anunciantes, seguidores, passando a ser
informação pública e compartilha de “n” usuários. Se você “curte” um determinado produto, todos
sabem que você gostou daquele perfume, carro, roupa, filmes, entre outros
gostos, entre inúmeras opções de mercadorias e produtos ofertados, além da
exibição de produtos compartilhados por amigos. Aderindo ao “curtiu”, é
possível deduzir suas preferências amorosas, sexuais, QI, entre outras
informações, que um programa estatístico é capaz de desenvolver, como ocorre
nos Estados Unidos, onde cientistas utilizaram o Facebook, com questionários e
descobriram inúmeras informações que não poderiam obter de forma simples.
Existem programas decodificados que após o questionário respondido já têm
informações sobre assuntos particulares (perfil), como consumo de drogas e
álcool, religião política, preferenciais sexuais, fidelidade conjugal, vida
familiar, renda econômica, características psicológicas, enfim, infinidades de
dados, que possivelmente não se obteria de um cidadão em uma bateria de
perguntas feitas de forma física (frente a frente). É óbvio que as pesquisas
foram realizadas nos Estados Unidos, possivelmente, talvez não tenha ainda
ocorrido no Brasil. Certamente, aqui não vai funcionar, porque o brasileiro, é
desconfiado e se tiver que responder questionários, certamente vai utilizar o
jeitinho brasileiro, não vai entregar suas intimidades e segredos, nem vai
falar a verdade sobre seus “ganhos, preferência sexual, política e religião,
paixões e amores, infidelidades conjugal, trapaças, negociatas, corrupções em
licitações, tática políticas de manobras, guardados em segredo a sete chaves”. Especialistas
na área de comunicação e diversos profissionais da área humana, em poucos
gestos, palavras e olhares, conseguem capturar quantidade de informações que
deixamos escapar involuntariamente que consideramos “segredos e intimidades
guardados a sete chaves”. No descuido de pequenos atos, deixamos um rastro
enorme de informações digitais, que podem ser a fonte de descobertas de
pensamentos e características pessoais, segundo programas conduzidos pela
Agência Nacional de Segurança NSA dos Estados Unidos. Portanto diante dos
sistemas, técnicas, programas monitorados pela NSA, segundo revelações de
Edward Snowden, adeus aos segredos, porque estamos sendo monitorados pelo
imperialismo digital do Tio Sam, que pelo que consta “despreza a privacidade, a
intimidade das pessoas, a liberdade individual e o direito ao segredo íntimo”.
Artigo publicado na Folha Regional de Cianorte edição de 11-12 de agosto de 2013.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
DESPEDIDAS
Despedir sempre é doloroso.
Cada dia, cada instante, se torna momentos
de despedidas, por muitas situações, coisas e pessoas...
Algumas pessoas nunca mais veremos...?
Permanecerá a saudade, a lembrança, sempre...
Ainda que o tempo seja nosso carrasco,
nosso limite, sempre seremos agradecidos
por aquilo que ainda possamos fazer, enquanto existir tempo.
A cada despedida, fica a saudade, a
esperança de voltar a se despedir, porque vamos nos encontrar novamente, se o
tempo deixar...
Tem despedida, que se torna como a água da
chuva, quando cai e escorre pela terra,
nunca mais acontece... Só existiu uma unica vez, inesquecível...
Tem despedida que fica na mente, uma
recordação eterna, uma sensação, que nunca mais será sentida. É despedida para
sempre, fica o memorial somente?
Enquanto temos vida, certamente não vai
faltar momentos de despedidas, partidas, encontros, reencontros, beijos,
abraços, esperanças, lágrimas, alegrias, tristezas...
Enquanto tivermos vida e tempo, certamente
teremos oportunidades de despedidas, e em cada despedida vivida, vivenciar
plenamente as circunstâncias do momento.
Agosto/2013.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
A RUA É DAS PESSOAS E NÃO DOS CARROS...
Dia 22 de setembro é o Dia mundial sem carros. Trata-se de um movimento
que começou em algumas cidades da Europa nos últimos anos do
século 20, e desde então vem se espalhando pelo mundo, ganhando a cada edição
mais adesões nos cinco continentes. É uma reflexão para todos que utilizam
carro, pensar nos problemas causados pelo uso massivo de automóveis como forma
de deslocamento, sobretudo nos grandes centros urbanos. Por que não testar usar
meios de transporte sustentáveis - entre os quais a bicicleta, dar carona para
amigos de trabalho, usar transporte público ou preferir ir a pé. Em nossa cidade, já sentimos o excesso de
carros em vias públicas, principalmente nas ruas centrais e cruzamentos, onde
as pessoas se sentem inseguras para atravessar as ruas, mesmo nas faixas, pois,
tem-se notado que muitos condutores de carros, ignoram os pedestres. São muitos
os problemas causados pelo uso de automóveis, uma vez que eliminam uma
quantidade de CO2 na atmosfera: poluição atmosférica, efeito estufa, poluição
sonora, congestionamentos, doenças respiratórias, sedentarismo, irritabilidade,
perda de tempo, consumo de combustíveis fósseis, acidentes, comprometimento de
grande parte da renda das pessoas. Outro problema grave, é que o carro gera
engarrafamentos nas cidades, deixa a rua mais feia e a vida nas cidades um
verdadeiro caos, caso típico de nossa cidade, em alguns horários de grande
movimentação. A China é atualmente onde
se compra mais carro, e no Brasil a indústria ainda é o motor de uma economia
que, por enquanto, mantém um índice de desemprego relativamente baixo, enquanto
nos EUA, Detroit, a cidade do carro, entrou em concordata. Nos países
desenvolvidos, a cultura do carro não tem prevalecido, entre a população jovem,
que perderam o interesse em apreender a dirigir, tendência que preocupa a
indústria de automóveis. Atualmente no Brasil, o carro é o vilão, pois além de
não se poder dirigir sem a devida carteira de habilitação, está cada dia mais
difícil se locomover pelas ruas das cidades e das rodovias, pois tudo está
congestionado. Nas ruas das cidades, não se encontram locais para guardar os
carros. O carro tem um custo enorme: impostos, inspeção anual, seguro contra
roubo, enchente, terceiros. Oferece risco a terceiros em caso de acidente,
polui, na imprudência desgraça a vida de alguém, com pessoas e com seus
familiares. Precisa de constantes consertos e para andar, combustível, água no
radiador e mais gastos...O carro que um dia foi o sonho de liberdade das
pessoas, agora é um transtorno constante. Agride as pessoas e polui o meio
ambiente. Já existe um movimento em São Paulo denominado “Viver em SP Sem
Carro”, que já tem 50 mil seguidores no facebook. Ainda existe tempo para o
Brasil, que antigamente tinha uma malha ferroviária considerável, seguindo os
padrões internacionais, optar pelas pessoas e desconsiderar a população de carros,
transformando os estacionamentos na via pública em aumentos de calçadas,
ciclovias e faixas exclusivas para transporte coletivo, ou em jardins,
humanizando os espaços públicos, criando mobilidade às pessoas.
Artigo publicado na Folha Regional de Cianorte edição de 04 e 05 de agosto de 2013.
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