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terça-feira, 30 de abril de 2013

VAI FALTAR ESTATUTO...


Estatuto é um regulamento ou código com significado e valor de lei ou de norma. O Brasil existe a complexidade de leis diversas, em face de ser um território de grande dimensão. Cada lei tem uma função e aplicável nos casos em que específica, uma camada da população brasileira para atingir. O cidadão sabe que no clube ou associação de classe, que mantém vínculo tem um estatuto a cumprir, enfim, regula direitos e deveres. Quanto aos direitos e deveres individuais, temos diversos estatutos. Por exemplo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que se aplica àqueles com idade entre 12 a 18 anos, considerados adolescentes, definindo também, políticas públicas para atendimento desse segmento de pessoas. Existe o Estatuto do Idoso, que regulamenta direitos para cidadãos acima de 60 anos. Mais estatutos: Estatuto do Índio, Estatuto do Torcedor, Estatuto do Desarmamento,  Estatuto das Cidades, Estatuto da Igualdade Racial, enfim, uma infinidade de regulamentos para gerir políticas públicas, direitos e deveres dos cidadãos do Brasil, com objetivo de construir uma sociedade democrática, melhor e mais justa. Nada contra lei e estatutos, pois cada qual tem destino e finalidade certa de proteção,   decorre dos anseios e necessidades da sociedade, regulamentando, principalmente, direitos provenientes da Constituição de 1998, ainda pendentes. Agora, recentemente foi aprovado no plenário do Senado Federal, o Estatuto da Juventude (Projeto de lei complementar 98/2011), que é destinado a proteger direito de  pessoas de 15 a 29 anos. Nesta dinâmica legal de “regulamentação de direitos”, vai faltar o Estatuto dos Cidadãos Normais, que pelo que consta é destinado aos cidadãos de 30 até 59 anos (por exclusão óbvia). Passamos a ser considerados cidadãos desprotegidos pela ótica de regulação (estatuto), pois nada nos protege contra as mazelas da tirania do estado. Estamos sujeitos ao pagamento de impostos em demasia, nada praticamente nada recebendo de retorno, ainda que exista uma previsão constitucional do Estado para proteger os “chamados direitos mínimos de cidadania”.  Remanesce, em tese,  portanto, os cidadãos considerados normais e não abrangidos pela faixa etária dos  demais estatutos, pagando impostos, gerando riquezas, empregos, rendas, cumprindo deveres cívicos e legais, estamos totalmente desprotegidos e/ou discriminados, pela lógica legal de incidência de estatutos. Parece que a regra é ser protegido via Estatuto, quando se trata de direitos individuais e cidadania ou direitos de cotas. Não enseja inveja, mais se for levado ao pé da letra, estamos sendo discriminados? Ou já passou alguma vez por sua cabeça, quando lhe perguntar a que estatuto pertence, qual será a  resposta? Certamente vai faltar resposta quando tiver na faixa etária dos 30 até 59 anos?  
Artigo publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte", edição de 26-27 de abril de 2013. 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

DIGNIDADE MÍNIMA


Em Brasília, o plenário da Câmara aprovou por unanimidade o projeto de lei complementar que estabeleceu critérios para a aposentadoria especial de pessoas com deficiência. Tal fato constitui a regulamentação da Constituição de 1988, que no seu artigo 201, parágrafo 1º,  criou o direito à aposentadoria especial das pessoas com deficiências, mas não definiu critérios para sua concessão. O benefício de aposentadoria, para os homens aos 60 anos e as mulheres com 55 anos, e todos têm que provar a contribuição mínima de 15 anos ao INSS, o que pode ser considerado uma conquista. Nada contra a situação posta, ao contrário, o Brasil, deveria na verdade, como garantia mínima de dignidade, instituído a todo cidadão residente no país (brasileiro ou estrangeiro - homem ou mulher), quando completasse a idade de 60 anos, independentemente de filiação ao INSS, deferir sem qualquer carência, um salário mínimo como garantia de sobrevivência e participação da riqueza da nação. Isso significa reconhecimento de uma dignidade mínima, que merece todo cidadão que teve sua vida ativa, nesse período, trabalhou, recolheu impostos, entre outros deveres colocados ao cidadão, durante sua existência. Não é mecanismo populista, e sim dignidade, honrando o cidadão, que durante a vida recolheu seus impostos direta ou indiretamente, partilhando da riqueza da nação. Nesse caso, o cidadão, querendo uma renda superior, teria já garantido um salário mínimo, aí, poderia contribuir e constituir previdência complementar para ter uma situação de renda  superior ao valor de um salário mínimo. Também teria aquela classe de cidadãos que não teria interesse nesse rendimento, não sendo obrigação aderir a esse benefício. Temos que ter consciência e vontade política, que, se queremos ter uma nação com desenvolvimento, investindo na população e no seu bem estar. Nada de ficar concedendo renda mínima de 71 reais por mês, pois apesar de ser um início mínimo de transferência de renda, estamos ficando somente nesse patamar, ou seja, continuamos sem caminhar e alcançar níveis melhores do IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. A ONU divulgou recentemente, o Índice de Desenvolvimento Humano em 187 países – uma medida que informa o nível de bem-estar da população, e não da “economia”, em termos de vida saudável, acesso ao conhecimento e padrão de vida decente, traduzindo em dinheiro no bolso do povo. O Brasil, na escala da ONU, pegou o 85º lugar em 2013. Não podemos admitir que o nosso País, a sexta ou sétima economia do mundo em volume, simplesmente não consegue repassar à sua população, o bem-estar dessa grandeza, para os brasileiros que trabalham duramente para construir esse país. Isso não é renda mínima, é na verdade o reconhecimento da dignidade de cidadania, que um país reconhece em favor do cidadão, promovendo-o como pessoa humana (brasileiros ou estrangeiros aqui residentes). É fundamento contido no artigo 5º da Constituição: “Todos são iguais perante a lei, sem discriminação de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...”.  Pensar a pessoa é expressar a liberdade, democracia efetiva e real. Isso que precisa se determinar no Brasil, para caminhar e crescer na escala do IDH, transferir e distribuir riqueza e dinheiro no bolso do cidadão. O resto é lenda, conversa, cinismo puro.   

Artigo publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte" edição de 21-22 de abril de 2013. 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

ÁGUA É VIDA


A Unesco lançou o Ano Internacional de Cooperação pela Água no dia 11 de março de 2013. Talvez seja insignificante ou até se passe desapercebido, a questão da água, porque em nossa região temos um acesso ilimitado a esse bem. A água é um bem de domínio público, além de um recurso limitado e dotado de valor, conforme consta da Lei Federal 9.433 de 08 de janeiro de 1997, que instituiu a política nacional de recursos hídricos. O título justifica a importância da água no nosso dia a dia. Não damos importância  necessária que esse bem merece, como a forma do uso racional, conservação e manutenção de seu estoque. Como humanos e seres vivos, somos formados por células, utilizando inúmeras células vivas, que por sua vez necessitam de água, que segundo pesquisas variam de 70% a 95% da constituição. Nosso planeta é o único do Sistema Solar a apresentar 71% de sua superfície coberta por água. O Brasil tem o maior estoque de água doce do mundo, um volume de 12% do total, mas que não é indicador que toda nossa população, seja atendida de forma adequada, pois muitas cidades grandes e pequenas enfrentam o problema de abastecimento, entre outros fatores, desencadeado pela precária manutenção das redes urbanas de distribuição de água. O corpo humano, precisa ingerir água continuamente, diretamente ou através de alimentos diversos, sendo o homem dependente de forma extrema da água doce. Por isso vários países, tem adotado uma política efetiva para o uso racional da água, o que o Brasil vem desenvolvendo amplamente, pelo poder público, pela iniciativa privada, agências de desenvolvimento e organismos diversos da sociedade civil. Enfim, existe a preocupação constante do uso racional da água, pois é um bem que poderá se tornar escasso, afetando as futuras gerações. O uso excessivo da água doce pode acarretar a diminuição do volume e o esgotamento dos aquíferos subterrâneos, ou mesmo estoques existentes nas superfícies (lagos e rios). Por outro lado, existe a degradação sem precedentes de rios, lagos e depósitos subterrâneos, pois é uma forma de redução desse bem, evidentemente, acompanhado da poluição ambiental. De forma individual, seria inútil sentir responsabilidade pela conservação da água, mas, como coletividade, devemos trabalhar para conscientizar as pessoas da necessidade do uso racional da água, que é um problema e uma ameaça a toda população e de forma ampla da própria sobrevivência humana. A conscientização do uso racional da água deve levar o indivíduo a compreender que é parte integrante do ambiente, e que, através de suas ações é um agente responsável pela conservação da água, que é um exercício de cidadania. Portanto, o uso sustentável da água, é necessário, para que futuras gerações possam ter acesso a esse bem, com qualidade e quantidade adequadas. Com atos simples, qualquer pessoa pode pensar em maneiras de economizar água em atividades rotineiras como lavar a louça, as roupas, o carro e muitas outras. Além da economia, a reciclagem e a reutilização surgem como alternativas para o uso sustentável da água, afinal, água é vida.   

Artigo publicado no Jornal a Folha Regional de Cianorte edição de 14 de abril de 2013. 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

PEDESTRES & VEÍCULOS



Vivemos, hoje, um clima de guerra no trânsito. Existe uma guerra declarada entre pedestres e veículos. Em nossa cidade é fato real, assim como também nas maiorias das cidades do Paraná e do Brasil. A mobilização da sociedade para humanização das cidades, é de grande relevância, principalmente para tomar medidas para prevenir acidentes de trânsito. Em todo mundo, existe também este conflito entre pessoas e veículos. Pior, quem padece sempre é o ser humano frente à máquina, construída pelas nossas próprias mãos. Prevê a Organização Mundial da Saúde, que até 2020 dois milhões de pessoas deverão perder a vida por conta da violência no trânsito. A ONU institui a Década de Ação Pela Segurança no Trânsito (2011-2020), campanha lançada em 11 de maio de 2011. Onze de maio será um marco na história mundial pela valorização da vida. Nossas cidades, infelizmente, estão se tornando cada dia, cidades para automóveis. No Brasil, cada dia mais aumenta o número de carros nas ruas, por conta da política industrial, incentivo governamental, com redução de impostos, falta de investimentos em transporte público, uma sedução para adquirir veículos. Quando pensamos na mobilidade nos reportamos imediatamente à utilização de veículos, principalmente o individual. Temos que ter em mente que as cidades têm que ter uma política de trânsito voltada para preservação da vida, isso somente será possível quando o ser humano estiver no centro das preocupações de políticas públicas efetivas de um desenvolvimento que prioriza de fato os interesses humanos, em detrimento dos interesses políticos e econômicos. É essencial que a cidade e as políticas públicas e privadas desenvolvidas, além de preservar vidas, mantêm a qualidade  e o bem estar das pessoas que nelas habitam, principalmente, quanto a mobilidade  (liberdade de ir e vir). O desenvolvimento de uma cultura da paz surge da mediação pacífica dos conflitos, e no caso do trânsito, é fundamental a priorização da proteção dos pedestres em detrimento dos veículos. A convivência harmoniosa, que se estende à coletividade é o primeiro passo para a construção dessa cultura, inclusive com as pessoas desconhecidas com a qual deparamos nas ruas das cidades. Deve-se desenvolver programas de proteção efetiva, para dar  preferência ao pedestre, contribuir para a sua segurança e conscientizar os motoristas da sua responsabilidade para a prevenção e redução dos acidentes e, portanto, para a preservação de vidas. Projetos simples de conscientização poderão dar certo, como já vem ocorrendo em vários locais do Brasil e devem ser desenvolvidos outros, afim de educar o cidadão para ser usuário do trânsito. Por exemplo, em Teresina foi lançado em 2012, o projeto Sinal de Vida, que consiste na instituição do sinal de mão antes da travessia na faixa de pedestre, quando não possuí semáforo, objetivando a regulamentação formal desse procedimento.  A educação para o trânsito deve ser desenvolvida e levada a todos, inclusive, relevando que o “pedestre é o elemento mais importante do trânsito, pois antes de sermos motoristas, todos somos pedestres”. Existe uma melhora considerável, porque, “anos atrás”, era absurdo os “pedestres, antes de atravessarem a rua, fossem obrigados a dar passagem para os carros”. Tal fato foi revertido com o Código de Trânsito de 1997, capítulo IV, artigos 68 a 71, conferindo ampla proteção aos pedestres. “Dê preferência à vida”, essa é ideia mais consistente para  “preservar vidas”, pois seremos todos vencedores, principalmente, pela reflexão, sensibilidade e responsabilidade no ambiente de trânsito de veículos e pessoas.   
Artigo publicado na Folha Regional de Cianorte - edição 664 - 07 e 08 de abril de 2013.      

sexta-feira, 5 de abril de 2013

CIDADÃOS TUTELADOS



O homem, como ser social, vivendo  em sociedade, é regido, em suas relações, por uma série de normas e princípios que visam protegê-lo e garantir-lhe um determinado número de direitos e, por outro lado, impor-lhe um igual número de deveres.  Para isso, surgiu o Estado, que é a organização da sociedade ou grupo social. O Estado aparece, assim, aos indivíduos e a sociedade, com poder de mando, como governo e dominação. As decisões do Estado, obrigam a todos os que habitam em seu território, devendo ser cumpridas e observadas, com a devida penalidade.  O Estado tem a finalidade de realizar o bem comum, o bem público. Enfim, o Estado tutela os cidadãos, fornecendo segurança jurídica nas relações sociais. O Estado tem o dever  de proteger o cidadão, consoante prescrição da Constituição, o que na prática denomina-se tutela. Não obstante a isso, a tendência atual no Brasil, é a tutela ferir a livre escolha do cidadão. Por exemplo, temos visto nos dias atuais, campanhas e mais campanhas, impondo a ideia de que ser “obeso” é prejudicial à saúde. É dever do Estado, proteger a vida, todavia, o que não pode é impor a escolha ao cidadão, como se fosse essa a melhor opção “ser magro”, segundo estudos científicos utilizados pelo Estado, para tornar o cidadão subserviente e dominá-lo. Outro aspecto, o direito de fumar, se o Estado, protege quem fabrica (livre iniciativa) e comercializa o tabaco, arrecada impostos, porque quer que o cidadão pare de fumar, se é escolha dele próprio? Nesse caso, é válido todo o trabalho de conscientizar cidadão a não fumar pelos malefícios,  mas, não pode o Estado impor essa condição como padrão, retirando do cidadão a livre escolha.  Quanto a beber, tem se visto muitas notícias e estudos sobre os efeitos do álcool e o vício;  é válido, mas não pode proibir o indivíduo de beber, porque é escolha dele próprio. Votar é um direito cívico e dever, todavia, é uma imposição, porque é obrigação, não existe a opção de livre escolha de  “não votar”. Tudo  deve ser feito com equilíbrio, pois se o cidadão excede seu direito e prejudica terceiros, é evidente que cabe ao Estado  aplicar a devida penalidade. O que não pode é administrar, tutelar as escolhas dos cidadãos, moldar, tornando-se servos, que a rigor tem ocorrido nas práticas de combate a alimentos gordurosos, bebidas alcoólicas, refrigerantes e tabaco, entre outros assuntos de repercussão em debate público pela mídia (reportagens diárias), ferindo direitos fundamentais, liberdades individuais e de escolha.  Padronizar o cidadão, não funciona, como foi o caso da extinta União Soviética. Cidadãos devem ser informados, conscientizados, educados, acima de tudo, preservada, a liberdade de escolha, como um direito fundamental do ser humano. A Constituição de 1988 consagrou nos arts. 1º e 3º, a dignidade do homem como valor primordial, uma sociedade livre, justa e solidária, cujos direitos e garantias, constitui a primazia da pessoa humana sobre o Estado. 

Artigo publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte", edição de 31 de março de 2013. 

segunda-feira, 25 de março de 2013

OMISSÕES & DESCASOS


Nesta semana assistimos os noticiários,  a ocorrência de mais uma tragédia anunciada na região de Petrópolis-RJ (Região Serrana). Pela contagem inicial,  houve 27 mortos até esta semana, além dos desabrigados e desalojados, que tiveram que deixar o local e ir para abrigos. A questão desses locais onde ocorreram as tragédias e em anos anteriores (2011 na Região Serrana passou de 900 mortes nas chuvas de janeiro e fevereiro), situam-se em áreas de riscos, embora algumas urbanizadas, com o aval do poder público obviamente. Outras estão localizadas em fundo de vale, pé de serra ou morro, objeto de invasão por pessoas carentes de moradia, que o poder público, fecha os olhos, deixando essa gente a mercê do risco e da força da natureza. Descaso e omissão seria um mínimo de adjetivos para as autoridades, pois, reiteradamente vêm repetindo essas tragédias, nada se fazendo para que não se ocorra mais, pelos menos tentando amenizar seus efeitos. A falta de política pública de ocupação de áreas urbanas, torna-se atraente a muitos especuladores, que utilizam áreas de riscos para venda, sem entretanto promover a devida urbanização exigida em lei, instalando-se o caos nesses locais.  Por outro lado, o Governo Federal, vem a imprensa e informa que o “problema é dos municípios que não impedem a ocupação dessas áreas de riscos”, portanto, um e outro, age em omissão e descaso. O Ministério das Cidades (Governo Federal), os Estados e  os Municípios  (todos são governo e têm culpa), pelo que se constata, são lentos para construir nos locais obras de contenção e drenagem, também  recuperar e edificar casas em locais fora de risco. Não construindo moradias em locais seguros, nem fazendo obras a contento de urbanização, drenagem, e não fiscalizando reiteradamente essas áreas de riscos, faz com que a população desalojada na tragédia retorne aos mesmos locais, porque não têm onde morar, ocorrendo um círculo vicioso de tragédias anunciadas, apesar da ação efetiva da defesa civil, que faz o devido monitoramento e intime as pessoas a desocupar suas casas, conforme se tem visto. Na fala do secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, que acompanhou os trabalhos de resgate em Petrópolis, disse que as “prefeituras têm que tomar medidas drásticas para evitar novas ocupações em áreas de risco”.  A Presidente Dilma, além disso disse que  “a ação na ponta é das prefeituras”. E o Estado?  Neste contexto, demonstra o descaso e omissão, quanto a esse tipo de fiscalização, e no potencial de culpas todos os Governos têm: federal+estadual+municipal, pois todos recebem “votos e impostos da população”. De igual modo devem agir com rapidez, sem burocracias, sem partidarismo, para solucionar, resolver e amenizar o caos instalado na Região Serrana, como em outros locais que acontecem tragédias. É tarefa de qualquer governo, não importa a que nível for, resolver os problemas da população. É fato notório que se houver uma ação drástica (fiscalização) dos municípios e uma política efetiva de habitação popular do governo federal e estadual, coisa séria mesmo, certamente “ninguém iria morar em áreas de riscos, sabedor da ocorrência de tragédias”, “nem iria compra (vender) lotes e casas em áreas de risco”, assim, vidas inocentes não se perderiam em tragédias anunciadas, como de Petrópolis e muitas outras cidades do Brasil. O lucro, a politicagem,  a falta de vontade, a burocracia, superam o bem comum. O  descaso e a omissão, geram tragédias, ceifam vidas inocentes, destrói famílias inteiras. Não são fatos isolados, é uma realidade nacional.  
Publicado na Folha Regional de Cianorte - edição 654 - 24 e 25 de março de 2013. 

sábado, 23 de março de 2013

LIBERDADE EM NOSSOS PENSAMENTOS

Temos vida e temos liberdade. Liberdade de pensamentos, em nossa consciência, em nossa atitude, nosso agir. Amar é uma atitude digna da vida, pois quando se acaba, deixa para traz eventuais situações desconfortáveis. Também existe a liberdade de avaliar nossas ações perante a vida? Somos eternos ingratos, quanto a esse milagre único "vida". Um dia vivido a mais na vida, é motivo de grandiosidade, 24 horas intensas, revezadas as horas, entre o dia e a noite, descanso, trabalho, alegrias e tristezas, tudo num só período. Num dia de vida, temos o tempo, de pensar e raciocinar que milagre é esse? Sol maravilhoso, como se fosse um colorido dourado permanente, sem esforço algum. Abrir os olhos, assistir a esse maravilhoso milagre, que não jamais acabar...mais dura no mínimo 12 horas do dia.  Quando acordamos com chuva, não existe o sol para brilhar, mas existe a descida da chuva, pingos de chuva, água, vida, nuvens, mais milagres da natureza, sem também dispender nenhum esforço nosso. A noite, falando do dia, céu escuro, com pontilhados de estrelas, longe, mas como se fosse perto, quando a lua floresce. Escuridão, imensidão, eternidade, não se sabe o exato local das estrelas. De quem olha da terra, está acima  nos céus, elas (as estrelas e lua) parecem de cima olhar cada um de nós embaixo, como tivessem celebrando o dia. O mais viver com liberdade de pensamentos é isso, viver com dignidade, agradecidos pela obra da natureza, sem nenhum esforço nosso, esta aí presente. Nenhuma experiência se compara a contemplação da natureza, da vida, do tempo, tempo este que é sem limites, paradoxo da vida. Tempo de limites, mensurável, que corre normal, modelado, cada minuto idêntico ao outro, deixando a vida passar a cada um de 24 horas. Não atentamos para isso. Apesar de reclamar liberdade de pensamentos, estamos presos as tarefas da sobrevivência, sem limites, e, ao invés de viver intensamente a vida limitada, queremos viver eternamente, sem qualidade, insatisfeitos, perdidos na imensidão de desejos de consumo, sem precedentes. Querer mais, talvez seja um marco de contraposição de nossa liberdade de pensamentos,  pois retira nossas forças vitais de vida,  canalizando para perpetuação de nossa eternidade, de viver mais para adquirir e consumir, nunca para ser feliz, em liberdade de pensamentos plenitude de vida  e eterna gratidão de tempo devida.  

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...