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terça-feira, 13 de março de 2012

NO MUNDO DOS PREÇOS

Infelizmente vivemos no mundo dos preços, das etiquetas, da aparência. Desprezamos coisas simples da vida, procurando por àquelas que detém a particularidade de valiosidade, pelo simples contexto, ou seja, só tem valor quando se dá para exibir. Mas, apesar disso tudo, tem muita ainda que não tem preço:
não tem preço o ar que respiramos;
as cores dos raios de sol;
a natureza;
o céu azul;
amizade sincera;
o amor, sem limites;
compaixão;
afeto;
gratidão.
Não tem preço as gotas da chuvas quando são iluminadas pelos raios do sol. Não tem preço o ombro amigo, no dia do luto, da doença. Não tem preço o abraço de uma criança, como se fosse um colar em volta do pescoço do pai, da mãe... Não tem preço a bondade, a humildade, a paz... Não tem preço a tranquilidade da vida, a eternidade após a morte, enfim, existem muitas coisas sem valor econômico. Existe o canto do pássaro, o brilho da lua a iluminar à terra na noite adentro. O brilho das estrelas, o sentido  do vento, sua atuação na mata, das folhagens, no nosso corpo.  Existe a vida para ser viver com simplicidade, sem apego e sem ganância.  Ainda, existem os pensamentos que não é objeto de preço, mas querem censurar e a liberdade querem cercear, para dominar.  Enfim, apesar de muita coisas não ter preço, infelizmente, lutamos para comprar àquilo que tem preço, sem atentar à coisas simples que podemos vivenciar.  

segunda-feira, 12 de março de 2012

LIMITES DA VIDA PRIVADA

Estamos vivendo dias de que “todos são iguais perante a mídia social”. Agrega-se a uma mídia social (facebook, twitter, orkut...) sentimos forte agregados à uma rede social de mídia.  Damos palpite e informações, sem entretanto atentar os limites uns dos outros, expondo-se  imagens e  fatos como se fosse nosso diário pessoal, sem limites, como um livro aberto. Passamos a comungar e viver “n” problemas de pessoas, sem contudo, sequer saber o “x” da questão, inclusive, momentos de lazer, sem preocupação alguma, talvez inconscientemente levado pelo prazer de comunicar-se, já que antes dessas mídias, o telefone talvez era o único contato mais utilizado entre pessoas. Existe o exibicionismo pessoal, também existe o trabalho social de luta por uma causa de interesse geral, regional, nacional ou supra-nacional. Vive-se ligado, na imediatividade real, com a mídia e pela mídia, cujas redes sociais instalam-se uma “virtualidade real”.  Sem atentar aos benefícios desse sistema (por exemplo aproximar pessoas e ventilar questões de interesse geral), o que deve pensar é a situação de cada um envolvido como pessoa, com reflexos na vida privada e os direitos inerentes à personalidade, pois situações e fatos, extrapolam à esfera pessoal e de convivência, passando a ser conhecido por “todos” sem designar o limite da campo de amizade e convivência da incidência mídia eletrônica.  Despreza-se o limite da vida privada e da vida íntima, compartilhando-se com a imensidão da rede social. Instalou-se uma curiosidade sem precedentes, “deixar-se ver e ver os outros”. Existe ainda a livre manifestação imediata, dos internautas, sobre tudo e sobre todos, amplamente, sem compromisso; opiniões e idéias que vão de elogios, galanteios a agressividade desmedida, aplausos, críticas, como se fosse “um juízo único”.  A liberdade da manifestação de pensamento constitui um dos fundamentos da democracia e o desenvolvimento do cidadão (art. 220 da Constituição). Porém, se não observado os limites, poderá gerar reações contrárias, quando se tenta igualar pensamentos,  opiniões e idéias, atingindo a integridade física e psíquica de pessoas, de não ter violada sua honra ou intimidade, de exercer liberdade religiosa, política e de direitos fundamentais socialmente conquistados e protegidos pela Constituição
Publicado no Jornal Folha Regional de Cianorte, dia 11 de março de 2012.

segunda-feira, 5 de março de 2012

ÉTICA E CIDADANIA NA FORMAÇÃO ESCOLAR

A ética, a democracia, os direitos humanos e a inclusão social são temas que se inserem como alvo de preocupação social das ações coletivas do Estado,  da sociedade civil e da família. Talvez no limiar do século XXI, muitas famílias têm deixado seus filhos sem total educação (carentes) pela necessidade da sobrevivência. Àquela educação de berço na convivência familiar, com parentes, vizinhos e amigos, a criança recebe ensinamentos de civilidade, como pedir desculpas, licença, agradecimentos, obrigados, cordialidade, enfim, ações e gestos que engrandecem o ser humano e leva a ter uma vida social munida de bons princípios e de gentilezas.  A família atual, talvez pelo agito da vida moderna ou  questão de sobrevivência,  deixa muito a desejar na educação transferindo os cuidados para a escola, pois esse é o mundo que ingressará em tenra idade. Nesse contexto, pela falta de uma educação de berço (obviamente existem exceções) - crianças vão passar a freqüentar escolas, neste espaço educativo, passarão a uma outra convivência, onde além do ensino secular, os educadores, para poder ensinar, fatalmente deverão ensinar  regras de boas maneiras e civilidade,  aumentando a carga de trabalho desses profissionais. Como  pregava o filósofo grego  Sócrates  (469-399 a.C)  virtude o mais valioso dos bens”,  porém deve ser ensinado às pessoas  para conduzir a própria vida. A criança nos dias atuais vai para a escola já com no mínimo com mais de cinco mil horas de televisão, o que influencia seus valores e pensamentos, na chamada “primeira infância”, revelando nesta situação a responsabilidade dos profissionais da mídia sobre os infantes, que também deve ser preocupação da sociedade. No ensino da ética e da cidadania, recai o ônus sobre o docente escolar, contudo, existe paralelamente a este corpo docente não-escolar, já fazendo parte da vida da criança, às  horas de televisão e outras mídias eletrônicas como rádio, cinema, computador, internet entre outras, que levam a informação de temas de erotização precoce, consumismo desvairado, competição e não cooperação, individualismo frenético, violência, etc. Portanto, o ensinamento de ética, cidadania e outros valores da sociedade, pela escola, via educadores, deverá ser efetiva e constante, acrescentado no currículo escolar;  uma preocupação que deverá  ultrapassar as paredes da escola, discutida pela sociedade, com aproximação da escola com a vida cotidiana das pessoas, o que permitirá que a educação  signifique papel de transformação das pessoas e da sociedade, além da própria comunidade escolar. Talvez muitas escolas já sentido a necessidade deste aprendizado, estão inserindo em seus currículos, ensinamentos de ética e cidadania, sabendo que é um ganho à mais na formação escolar. Ensinar ética e cidadania talvez seja um dos objetivos (compromisso recorrente) que deva ser levado em conta na formação escolar fundamental para as crianças e jovens, objetivando a  transformação de pessoas e grupos (não que seja a única alternativa), afastando os efeitos nefastos da realidade atual. Afinal, ordem é progresso, está na bandeira do Brasil, como compromisso nacional.        

Artigo publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte, edição 543" de 04 de março de 2012. 

domingo, 4 de março de 2012

A ANSIEDADE IRRESPONSÁVEL E EGOÍSTA

Numa sociedade moderna, talvez muitos cidadãos não conseguem entender as diferenças existentes entre as pessoas classes sociais e suas respectivas lutas de sobrevivência. Vemos que a minoria é massacrada, pois é um fato eminente, o maior adiciona o menor, muito mais no mundo globalizado, onde o "custo" "lucro" "capital" sobrepõem a qualquer governo e povo. É um fato real, contudo, devemos sempre lutar para que haja sempre uma consciência operante entre as pessoas de conhecer o sentimento de igualdade que deve permear em nossa sociedade.  As preocupações constantes de sobrevivência, exigência de padrões (sempre o melhor) tanto para produzir como para consumir,  leva-nos a uma "ansiedade irresponsável e egoísta". Não conhecemos sequer o vizinho que mora há muito anos ao nosso lado, caminhamos sozinhos, sem sequer olhar aos lados para ver o que está acontecendo. Ignoramos a tudo e a todo, como se fossemos singular e único e lutar pela sobrevivência, assumindo todas as tristezas e infelicidades que o mundo nos põe como ônus. Esquecemos diante da busca da sobrevivência da expectativa de transformação, que depende única e exclusivamente de nós mesmos, pela ação e atitude, que possa atingir o coletivo e fazer a diferença; talvez  falta a crença na fé da esperança...  Num pouco de tempo de  vida que temos (não somos eternos) passamos a acumular coisas, bens, tristezas, mágoas, amarguras, num ímpeto de pura sobrevivência, tentando talvez desta forma acumular tesouros para a vida e talvez num futuro eterno. Todavia, em que pese a luta do dia-a-dia para nossa sobrevivência (coisas necessárias), que não é ansiedade, egoísmo e irresponsabilidade, ultrapassamos estas para um comportamento totalmente doentio.  Portanto, em que pese as razões de cada um, quando passamos a ter um comportamento doentio, além do necessário, tornamos reféns de nos mesmos, e quando isso se torna realidade (talvez não constatamos e não queremos admitir) mas é de fácil constatação simples:  - já não conhecemos e não obedecemos regras simples de convivência; o sinal vermelho do trânsito não significa mais nada para nós; o vizinho é um concorrente, um marginal, um boa vida, um folgado (começamos a julgá-lo de forma discriminada, sem pudor algum); as flores e os perfumes, ao invés de serem admiradas, passam a ser consideradas "superflúas", tomando espaços, enquanto na verdade existem para passar mensagem de beleza, renovação, alegria e novidade (pois são renovadas constantemente)...  assim a vida passa e certamente o tempo vai exigir a devida prestação de contas.  Portanto, enquanto existe vida e tempo, ainda é "tempo de ver a flores".    

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

GOLS DE CABEÇA


O futebol é o esporte do brasileiro, designado pela mídia como “paixão nacional”. Em tempos de globalização, até o futebol entrou na onda global,  misturando qualidades e habilidades. É cediço, que antigamente os jogadores eram marcados pela raça, drible e os gols aconteciam pela arte dos pés, exemplo do Pelé, Garrinha e outros mais jogadores que se destacaram nessa arte. Os países também eram conhecidos no futebol, pela sua característica e tendência.  Os ingleses davam chutões, os italianos eram implacáveis na marcação, os holandeses tinham um conjunto completo e os sul-americanos resolviam a parada na base da individualidade sem igual, estando aí incluído o Brasil. Como futebol é um esporte e uma arte, dependendo da habilidade do jogar, temos tido jogadas individuais que levam ao gol, como também, jogadas de bola parada, falhas da defesa e do goleiro, enfim surge o gol. Pode-se dizer que jogadas de bola parada seja uma tendência no futebol, pela precariedade de jogadas coletivas (por exemplo troca de passes), o que vem ocorrendo com muita freqüência, levando em conta que futebol é uma arte sem igual e a bola, símbolo de liberdade, pois  ninguém mantém presa aos seus pés por muito tempo. Não temos que espantar pela quantidade de gols de cabeça, como vem ocorrendo nos últimos tempos no futebol, levando em conta que futebol se joga com o corpo inteiro, impossível de não ocorrer gols com outras partes do corpo. Veja o exemplo do Palmeiras, liderando o Paulistão. Sabemos que a jogada típica, bola parada de Marcos Assunção, batendo escanteios, chutando direto a gol ou cobrando faltas, levantando a bola para seus companheiros na área adversária, chegando ao gol. Com gols de cabeça, bola parada, ou jogadas individuais geniais, o futebol mantém sua simpatia, conquistando paixões e gerações, afinal, gols de cabeça, faz parte da arte do jogador, é legal, e nossa equipe local (Leão do Vale), tem utilizado dessa arte, alçando várias vitórias, levando as primeiras colocações no Paranaense de 2012. Como no amor, não existe fórmula para amar, no futebol, não existe fórmula nenhuma para se fazer gols.    
    
(Publicado no Jornal  "Folha Regional de Cianorte) dia 26 de fevereiro de 2012.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A FÉ E A CRENÇA FAZ PARTE DA VIDA PESSOAL

"Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações". (Salmos 46.1) A vida traz inúmeras mudanças, nada parece permanecer igual. Ontem, hoje e amanhã, tudo muda muito rápido, tudo diferente, somente Deus permanece com sua fidelidade, por isso a fé é necessária para enfrentarmos a dinâmica da vida. Embora muitos tenham firmeza de não necessitar de uma espiritualidade, a verdade que é inerente ao ser humano crer em algo sobrenatural. Não faz mal algum, contudo, o que faz mal as pessoas é tornar tudo uma obsessão. Por outro lado, o apóstolo Paulo escreveu no livro de Romanos, capítulo 14, verso 5, última parte: "Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente". E, arremata no livro de I Coríntios capítulo 10, verso 23: "Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas as coisas são lícitas, mas nem todas edificam". Portanto, cada qual é responsável pela sua vida espiritual, pois a cada um cabe a decisão pessoal da espiritualidade e/ou religiosidade.  

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

DOENÇAS INVISÍVEIS

Sabemos que o sinal de doenças é tido como dores e febres em geral, de forma repetida, constatado pelo profissional de saúde, trazendo sofrimento e angústia ao seu portador e não tratada à morte. Não bastasse essas doenças, constatadas pelo profissional de saúde, temos sofrimentos e angústias decorrentes da própria ordem social da qual pertencemos, que não são diagnosticadas pelo médico, que também traz a morte - a morte social. Quem poderá diagnosticar as doenças invisíveis do dia-a-dia que a sociedade gera para o ser humano?  A lógica é que o próprio ser humano que é parte do sistema, tem condições de diagnosticar, através de estudos da própria estrutura social, da qual pertencemos. A cura para as doenças invisíveis que a sociedade gera, está nela própria, quando deixar de discutir seus problemas e apresentar projetos necessários para a solução e cura. Talvez por inúmeras razões, temos a tendência de inconscientemente não revelar problemas dentro de um contexto social, conquanto, o problema é visível e urge resolver, como é o caso das drogas, do álcool, da insegurança (falta de segurança da população), do desemprego, da falta de saúde e educação, corrupção, falta de confiança em líderes políticos,  gestores públicos,  enfim, problemas sociais inerentes ao próprio convívio, que são deixados ao segundo lugar, porque demanda custo social elevado para a solução. Na verdade geram doenças invisíveis à população, diferem da doença do corpo, estas podem ser diagnósticas pelo profissional de saúde, tratadas e saradas a tempo;  enquanto as doenças invisíveis, sobressaem do próprio meio social, alastram sem controle. Somente o seres humanos podem curar as doenças invisíveis, partindo  do reconhecimento da existências desse mal, propondo solução de problemas do meio social, podendo ser fatores que nem sempre seguem a normalidade (saúde, educação, emprego, insegurança, fome, desemprego...). Talvez a melhoria do bem estar geral, pode resolver o problema,  da  origem da infelicidade social em todas suas formas, inclusive a mais íntima e secreta. Não podemos, nem por ação ou omissão, viver em conjunto, com miséria ou menos miséria, sem ser percebida, permitindo que se perpetue, quando como humanos podemos solucionar ou ao menos buscar meios para diminuir seus efeitos ou possibilidades de eliminar. Não se pode aceitar tudo como fatalismo, pois como seres humanos temos a capacidade de pensar e nesta pausa, gerenciar e achar mecanismos para a solução de problemas. Temos que viver de forma a emancipar a felicidade da sociedade e não perpetuar as doenças invisíveis.       

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...