Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2015
QUANDO CONSEGUIREMOS SER SIMPLES HUMANOS...
Na atualidade, existem muitas doenças que nunca existiram: depressão, insônia progressiva, dores por todo o corpo, enfim, cada tempo tem um diagnóstico de descobertas de doenças imagináveis, tanto decorrente do próprio sistema imunológico, emocial e do desgaste do próprio corpo, conforme os anos passam. Muitas doenças surgem e
aparecem (várias) porque segundo os estudiosos especialistas em medicina e comportamento humano é porque "represamos sentimentos", ou seja, "nossas
emoções e sentimentos" não são expressados ou externados, quando deveriam ser atos comuns, da própria vida. Ficamos com
medo de chorar, para não perder a pose; não admitimos erros, porque
somos "mais que os outros"; não aceitamos as derrotas, porque não
queremos ser taxados de perdedores; não amamos ou não deixamos ser
amados, para não se tornar "servos ou subservientes pau-mandado..."; não
perdoamos, para que não se torne uma "fraqueza"..., assim uma imensidão
de situações que represamos e nosso "corpo" não aguenta, não somos
máquina e nem de aço, carbono, etc... Talvez esses comportamentos seja disposições que a própria sociedade exige para que obtenhamos sucesso, ao menos uma total qualidade como "ISO". Mas não é assim que pode ser comparado o ser humano, mesmo tendo potencial de decidir, realizar, fazer, destruir, é frágil, simplesmente. Assim, quando tentamos sufocar muitos dos nossos sentimentos certamente estamos caminhando de certa forma, para surgir doenças, muitas incuráveis e nem sequer ter um tratamento disponível ou oportunidade de tentar curar... Quando aprenderemos ser "humanos, simplesmente humanos...!
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
VIVER E AMAR INTENSAMENTE, SEJA ALGO A REPENSAR SEMPRE "aqui e agora"...
Zygmunt Bauman, escreve em sua obra "Vidas Desperdiçadas", Ed Zahar, Rio de Janeiro, 2012, (obra crítica da modernidade), no capítulo que se refere "A cultura do lixo", páginas119 seguintes, uma parte interessante que diz: [...] o homem irá se concentrar em "obter da vida tudo que ela pode dar, em nome da felicidade e da alegria, mas apenas neste mundo, aqui e agora". E seguindo esse pensamento, o homem vai descobrir então: [...] o conhecimento de que a vida não passa de um instante fugidio, de que não há uma segunda chance, mudará a natureza do amor. O AMOR NÃO TERÁ UM TEMPO PARA HABITAR, O QUE ELE PERDER EM DURAÇÃO VAI GANHAR EM INTENSIDADE. VAI ARDER MAIS, DE MODO MAIS FASCINANTE DO QUE NUNCA, consciente de que está destinado a ser vivido e usado num único momento e até o fim...".
Fica assim: a vida é única, não tem segundo tempo, prorrogação nesta terra...Infelizmente muitos não têm esse entendimento de vivência. Não podemos viver como humanos descartáveis, pois não se pode comparar nem ao lixo, pois este tem a possibilidade de reciclar e nós não temos essa possibilidade de voltar a refazer muitas coisas. Podemos desculpar, perdoar, restaurar algumas situações, mas o que se passou em ação ou omissão, não se pode alterar. A vida passa, o tempo passa, os instantes..., não podemos retroagir, claro, podemos alterar no presente, isso que é a mágica da atitude, da decisão, da mudança, da transformação inerente ao ser humano, a possibilidade de alterar o rumo. Infelizmente muitos não têm esse entendimento de vivência. Obviamente, cada um tem sua crença e rito, fé e esperança, mas nessa terra santa, temos que viver intensamente, porque a mágica é única.
Fica assim: a vida é única, não tem segundo tempo, prorrogação nesta terra...Infelizmente muitos não têm esse entendimento de vivência. Não podemos viver como humanos descartáveis, pois não se pode comparar nem ao lixo, pois este tem a possibilidade de reciclar e nós não temos essa possibilidade de voltar a refazer muitas coisas. Podemos desculpar, perdoar, restaurar algumas situações, mas o que se passou em ação ou omissão, não se pode alterar. A vida passa, o tempo passa, os instantes..., não podemos retroagir, claro, podemos alterar no presente, isso que é a mágica da atitude, da decisão, da mudança, da transformação inerente ao ser humano, a possibilidade de alterar o rumo. Infelizmente muitos não têm esse entendimento de vivência. Obviamente, cada um tem sua crença e rito, fé e esperança, mas nessa terra santa, temos que viver intensamente, porque a mágica é única.
sábado, 19 de setembro de 2015
"A vida é um milagre e para perpetuação desse milagre, faça doação de órgãos".
Como a vida é uma milagre constante, devemos tentar por todos os meios perpetuar esse milagre. Um gesto para essa perpetuação, é doar nosso órgãos, a quem estiver necessitando, quando for constatado a morte. Se a medicina e o desenvolvimento dela, permite que faça o transplante de órgãos as pessoas, nada mais humano e justo do que, com o gesto da doação, pelo falecido ou seus entes queridos, a doação de órgãos. Isso se torna um ato concreto e real de perpetuação de vidas e o milagre de muitas pessoas que estão aguardando órgãos para continuar a viver. Ainda na morte, resta a vida...
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
SEM NENHUM ANÚNCIO E DE REPENTE...
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma [...]
De repente da calma fez o vento [...]
De repente, não mais que de repente
Fez [...] de sozinho o que se fez contente...
Fez-se do amigo proximo o distante [...]
De repente, não mais que de repente”
Soneto da Separação - Vinicius de Moraes
Link: http://www.vagalume.com.br/vinici…/soneto-da-separacao.html…
Essa transcrição parcial do texto do Soneto de Separação de Vinicius de Moraes, muito citado entre escritores, como Rubem Alves, é de dimensão profunda. Primeiro, que muitas das coisas que acontecem, principalmente, o resultado, é "de repente". Se existem preparação para algo ocorrer, não importa, mas o resultado, a ação, é fulminante, como ocorreu nos ataques das Torres Gêmeas nos Estados Unidos em 2001. Num instante, uma situação imaginável ocorreu, ou seja, "de repente", tranformou o mundo aquele ataque. Nós não sabemos ao certo quanto tempo demorou a preparação, mas o resultado "de repente", foi dramático e será inesquecível, tanto para os americanos que lutam pela liberdade, quanto aos demais povos ao redor do mundo.
Salvo raras exceções, acontecems coisas em nossas vidas "de repente", sem simplesmente haver um programa ou ensaio. De repente estamos amando, perdoando, sofrendo injustiças, silenciosos diante dos fatos que a vida nos traz, seja pela força da natureza, seja pelo ciclo próprio da vida, dada sua ampla dimensão. Nascer, existe um preparo todo, nove meses, ou antes, dependendo da situação da gravidez. Mas quanto a morte, ela não tem data e nem previsão. Todos estamos com a "senha" no bolso, sem imaginação do momento em que vem a nos atingir, enfim,..
Essa é a magica da vida "nenhum anúncio" e "tudo pode acontecer..." "de repente".
Silencioso e branco como a bruma [...]
De repente da calma fez o vento [...]
De repente, não mais que de repente
Fez [...] de sozinho o que se fez contente...
Fez-se do amigo proximo o distante [...]
De repente, não mais que de repente”
Soneto da Separação - Vinicius de Moraes
Link: http://www.vagalume.com.br/vinici…/soneto-da-separacao.html…
Essa transcrição parcial do texto do Soneto de Separação de Vinicius de Moraes, muito citado entre escritores, como Rubem Alves, é de dimensão profunda. Primeiro, que muitas das coisas que acontecem, principalmente, o resultado, é "de repente". Se existem preparação para algo ocorrer, não importa, mas o resultado, a ação, é fulminante, como ocorreu nos ataques das Torres Gêmeas nos Estados Unidos em 2001. Num instante, uma situação imaginável ocorreu, ou seja, "de repente", tranformou o mundo aquele ataque. Nós não sabemos ao certo quanto tempo demorou a preparação, mas o resultado "de repente", foi dramático e será inesquecível, tanto para os americanos que lutam pela liberdade, quanto aos demais povos ao redor do mundo.
Salvo raras exceções, acontecems coisas em nossas vidas "de repente", sem simplesmente haver um programa ou ensaio. De repente estamos amando, perdoando, sofrendo injustiças, silenciosos diante dos fatos que a vida nos traz, seja pela força da natureza, seja pelo ciclo próprio da vida, dada sua ampla dimensão. Nascer, existe um preparo todo, nove meses, ou antes, dependendo da situação da gravidez. Mas quanto a morte, ela não tem data e nem previsão. Todos estamos com a "senha" no bolso, sem imaginação do momento em que vem a nos atingir, enfim,..
Essa é a magica da vida "nenhum anúncio" e "tudo pode acontecer..." "de repente".
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
VAMOS PAGAR A CONTA DA FESTANÇA E DA GASTANÇA...
Em início de setembro de 2015, aparece o Governo Federal, buscando ajuda (aval) do Congresso para cobrir rombo de R$-30 bilhões no orçamento de 2016. Enfim, embora a "festança e gastança" termimou a muitos meses, agora vem a conta...É isso, apesar de muitos economistas denunciarem a política do Governo (incentivo a consumo e crédito barato com dinheiro público girando a economia e destruindo nossas reservas e potencial industrial), chegou a conta. É óbvio que você cidadão cotidiano, que não teve nenhum benefício e não foi convidado para a festa, nem sequer teve conhecimento de como foi a "gastança" vai pagar a conta? É isso não foi a festa, mais vai pagar a conta de certa forma... Aí tem a pressão do nobre Deputado Federal da nossa Região (Paraná - Dep. Ricardo Barros PP-PR de certa forma aliado do Governo, relator do Orçamento respondendo a pergunta feitas por jornalistas: (pergunta): "É melhor aumentar impostos a perder o grau e investimentos?
(Deputado responde): " Podem ter certeza disso. A recuperação será difícil e longa. Estamos apontando para três anos de recessão: 2014 com déficit, 2015 e 2016. Isso porque ainda stamos com grau de investimnto. Sem ele, vamos perder uma década... (Este diálogo está no Jornal o Estado de São Paulo, edição 2-9-215, p. A4 caderno político). Pelo jogo, que estamos assistindo, a conta da festa é ainda maior...A conta está vindo, já veio... A conta vem da gastança em programas sociais, que embora tenham uma finalidade de diminuir a pobreza e isso pode ter ocorrido em menor ou maior escala, nada mais é como a "compra antecipada de votos" para garantia de permanecer no Poder. Tve influência decisiva no resultado das eleições de 2014, principalmente nos Estados do Nordeste do Brasil (fato público e notório). Investimentos da Petrobrás, que foram para o ralo da corrupção, empréstimos do BNDES... Os fatos estão aí, não se pode dizer que é conversa da oposição e nem de "jornaleco" como se diz. Enfim, estamos sem rumo, na economia e na política e o Governo jogando a "bola " do déficit para o Congresso e o Congresso devolvendo ao Governo?(ninguém quer ser o pai da conta e chamar a responsabilidade pelos acontecimentos). O Brasil não é uma Grécia, onde não existe o crédito e confiabilidade de investimentos. Ao contrário, seu potencial é grande para investimentos, basta um mínimo de governança e uma gestão transparente, que até agora não surgiu. Quanto a comparação com a Grécia, esta foi socorrida pela União Européia, agora o Brasil, no mínimo o povo vair suporte, pelo que consta, mais uma vez vai pagar a conta... Poucos pensam no Brasil, e dá para desconfiar do Senador Renan Calheiros que disse em entrevista (está escrito no jornal acima citado): "Não somos nem seremos narradores impessoais desse precipício. A crise atual não é apocalíptica, mas exige de todos sensatez e serenidade em busca de saídas". Uma questão ainda se encontra em investigação, de quem é o DNA do "Petrolão" do "Mensalão".
(Deputado responde): " Podem ter certeza disso. A recuperação será difícil e longa. Estamos apontando para três anos de recessão: 2014 com déficit, 2015 e 2016. Isso porque ainda stamos com grau de investimnto. Sem ele, vamos perder uma década... (Este diálogo está no Jornal o Estado de São Paulo, edição 2-9-215, p. A4 caderno político). Pelo jogo, que estamos assistindo, a conta da festa é ainda maior...A conta está vindo, já veio... A conta vem da gastança em programas sociais, que embora tenham uma finalidade de diminuir a pobreza e isso pode ter ocorrido em menor ou maior escala, nada mais é como a "compra antecipada de votos" para garantia de permanecer no Poder. Tve influência decisiva no resultado das eleições de 2014, principalmente nos Estados do Nordeste do Brasil (fato público e notório). Investimentos da Petrobrás, que foram para o ralo da corrupção, empréstimos do BNDES... Os fatos estão aí, não se pode dizer que é conversa da oposição e nem de "jornaleco" como se diz. Enfim, estamos sem rumo, na economia e na política e o Governo jogando a "bola " do déficit para o Congresso e o Congresso devolvendo ao Governo?(ninguém quer ser o pai da conta e chamar a responsabilidade pelos acontecimentos). O Brasil não é uma Grécia, onde não existe o crédito e confiabilidade de investimentos. Ao contrário, seu potencial é grande para investimentos, basta um mínimo de governança e uma gestão transparente, que até agora não surgiu. Quanto a comparação com a Grécia, esta foi socorrida pela União Européia, agora o Brasil, no mínimo o povo vair suporte, pelo que consta, mais uma vez vai pagar a conta... Poucos pensam no Brasil, e dá para desconfiar do Senador Renan Calheiros que disse em entrevista (está escrito no jornal acima citado): "Não somos nem seremos narradores impessoais desse precipício. A crise atual não é apocalíptica, mas exige de todos sensatez e serenidade em busca de saídas". Uma questão ainda se encontra em investigação, de quem é o DNA do "Petrolão" do "Mensalão".
domingo, 31 de maio de 2015
QUANDO O PASSADO SE MATERIALIZA NO PRESENTE?
(...) Mas tudo passa, tudo passará
E nada fica, nada ficará”... (Nelson Ned).
E nada fica, nada ficará”... (Nelson Ned).
Existem três tempos em nossas vidas: passado,
presente e futuro. Segundo dizem o “passado” não pode alterar o presente,
tampouco o futuro. Mais precisamente, o que passou não volta mais e o velho ditado “águas
passados não move moinhos”. Assim seria nossas vidas, no tempo corrente e
normal. Mas no Brasil de 2015, não está sendo. A econômica está paralisada, a
política está pegando fogo, e o futebol paixão nacional, está com a bola suja.
No campo político eleitoral, vem desde 2014, arrastando-se o caso da Petrobrás
(Petrolão) que deu início pela Polícial Federal no Paraná, foi para a Justiça
Federal do Paraná, tendo a frente dessa investigação e processos judiciais o
Juiz Federal Sérgio Moro. Além disso, em “29 de abril”, o Governador do Paraná,
resguardando de uma votação na Assembléia Legislativa, com o fito de realizar
um “afano legal” no Paranáprevidência, fez uma grande operação militar, que
acabou um quebra-quebra no centro Cívico de Curitiba, deixando muitos “professores
(mestres) e funcionários públicos ali presente” todos combatidos pela Polícia
Militar, comanda sob auspício do então Secretário de Segurança Delegado
Franschini, que veio a sair dessa
Secretária posteriormente. Nesse caso específico, não apareceu uma
responsabilidade total pelo ocorrido, simples um jogo de empurra-empurra,
culminando com a saída do Eminente Secretário de Segurança, do Comandante Geral
da Polícia Militar logos nos dias seguintes aos acontecimentos. Em todas as
situações relatadas aqui neste texto, são relatos de verdade, segundo as
investigações, as informações pelos jornais e noticiários televisivos. Não é
ficção, é realidade. Não obstante a isso, a música de Nelson Ned, outra
utilizada como oração e uma canção de liberdade, para aqueles que o passado
condena, está com efeito contrário, ou seja, o “passado se faz presente”. Aí
sabemos que no casos dessas situações relatadas, e atualmente o caso da
CBF/FIFA, muitos chamam de “bola suja”, está atormentado os personagens
envolvidos nesses esquemas de muito dinheiro e poder envolvido, além de
eventuais crimes financeiros e eleitorais, que poderão advir das investigações
em curso. No caso do Governo Federal, aliados, líderes partidários estão vivendo
um tormento, porque o passado não passa, se torna cada vez mais presente,
porque está em movimento e com ampla certeza de “cana, cadeia, crime eleitoral,
perda de mandato, impeachment...” somado mais a quebra econômica do Brasil e
das Petrobrás. No Paraná, o passado vem atormentando o governo Beto Richa,
descoberta de “esquemas na Receita Estadual, em licitação de veículos, etc”, e ainda não esquecido o confronto do dia “29
de abril” contra os professores e funcionários públicos, onde regularizou o “afano
legal” do Paraná Previdência. Esses são relatos de fatos ocorridos no passado,
em data recente, como é o caso do dia 29 de abril, portanto, fica a lição que “o
passado está se fazendo presente e esse presente certamente vai durar por muito
tempo”. Quem “apanha não esquece” e que tem que pagar a conta dos desmandos
também “não esquecerá de 2015”.
quinta-feira, 28 de maio de 2015
O ABUSO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA NA CPI DA PETROBRÁS ORA INSTALADA NA CÂMARA FEDERAL
"Sempre
tenho a honra de assistir as sessões desta Câmara Federal transmitidas ao vivo
pela TV Câmara, inclusive, nos finais de tarde, quando possível e o trabalho me
permite. É fato e o cidadão sente-se orgulhoso do exaustivo trabalho dos
parlamentares na defesa dos interesses do povo brasileiro, debatidos neste
Parlamento. Desde já, manifesto meus parabéns a sua atuação prudente e moderada
como Presidente da CPI da Petrobrás, pelo seu invejável controle sobre a
situação, estendendo-se aos nobres Deputados que compõem a CPI e os demais
participantes da Câmara.
Contudo
Nobre Deputado e presidente desta CPI, todavia, não considero digno o tratamento
dado “a depoentes”, como constatei ao assistir a sessão do dia 05 de maio de
2015, quando presente a sessão o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Sr.
Paulo Roberto da Costa.
Tive
indignação, como cidadão e advogado, o despojado desrespeito dos Eminentes
Parlamentares em questionamentos dirigidos ao depoente, pois foram
desrespeitados totalmente direitos humanos previstos na Constituição Federal,
cuja Carta Cidadã os Eminentes Deputados juraram cumprir.
Não
sou juiz, censor, árbitro ou regulador de qualquer procedimento adotado pela
CPI, que possui princípios próprios e autônomos de funcionamento, obviamente.
O
que está em jogo, é o tratamento digno desrespeitoso ao depoente, embora no
mérito da situação posta, mesmo que seja considerado “o maior crime, fraude ou
hediondo sistema corruptivo que participou perante a Petrobrás e ocorrido no
Brasil nos tempos atuais, com anuência dos
poderes de Brasília, assim considerado em sentido amplo crime
lesa-pátria”, conforme já está
exaustivamente demonstrado, não se
retira o direito de se ter tratamento de
forma digna, como “ser humano”, mesmo porque o Brasil é signatário de tratados
internacionais que exigem o tratamento digno a qualquer cidadão, mesmo na hipótese
da situação comparativa de “réu” na CPI instalada.
Tenho
que, como advogado, cidadão e eleitor, que os Eminentes Deputados, embora com
razão aos fatos, todavia, o tratamento deve ser feito com urbanidade, dignidade
e prudência, jamais da forma como alguns tem-se manifestado nestas ocasiões, o que retira o brilhantismo da atuação deste
Parlamento, ou pelo contexto apresentado, certamente mais depoentes utilizarão,
o recurso do Habeas Corpus preventivo expedido pelo Supremo Tribunal Federal
STF, em proteção ao direito ao silêncio e à personalidade, o que afastaria
profundamente o brilhantismo exaustivo desta CPI, que superou o grande
obstáculo com sua criação e instalação. Aliás grande avanço democrático em
tempos atuais.
Ademais,
o cidadão “depoente”, embora considerado culpado de ações criminosas e
fraudulentas, já confessadas na delação premiada, perante a autoridade do Poder Judiciário, homologada pelo Supremo
Tribunal Federal, não negou em nenhum
momento tal conduta, e continua “ser
humano”.
Todavia,
não foi o “depoente Paulo Renato autor exclusivo dessa “arquitetura fraudulenta
e corruptiva de longo período dentro da Petrobrás”, pois é certo que teve
solidariedade na mentalização, na execução e nas estratégias diversas visando a
realização da corrupção, o que deverá ser recomendado a apuração dessa
situação, dentro do devido processo legal, jamais com questionamentos de
exaltação e desproporcionais ocorridos, como ocorreu na sessão citada.
O
que leva a indignação, é o tratamento e desrespeitoso dos Deputados da CPI, aos depoentes, principalmente, com relação a
sessão de ouvida de Paulo Roberto da Costa, o que mais parece com um Tribunal
de Inquisição, embora os fatos sejam norteadores de revolta, mas não se deve
perder a postura de um Representante digno do cidadão brasileiro, talvez até a
fecundidade do trabalho exercido pelos Nobres Deputados na investigação
instalada.
Assim
dirigido ao Sr. Presidente da CPI, como cidadão, eleitor e advogado, que
continue seu exemplar trabalho e peça encarecidamente aos Senhores Deputados
Federais componentes desta CPI, o mínimo de tratamento digno aos “depoentes”
que estarão presentes as próximas
Sessões, pois estão submetidos a lei, e nenhuma norma de imunidade parlamentar
ou atuação na CPI, esta acima do
“respeito aos direitos humanos”, previsto na Declaração Universal dos Direitos
Humanos de 10 de dezembro de 1948, artigo 06 “Todo ser humano tem o direito de
ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei”. (nosso
destaque). Além disso, exige-se atenção ao princípio cristão de amor ao
próximo, fraternidade, sem discriminação.
Não
espero dessa carta um exemplar acolhimento, não sou seu defensor nem tampouco
quero arroubos desta missiva. Fica aqui minha indignação e repudio os fatos que
assisti via TV, na data de 05 de maio de 2015, e que se faça uma reflexão em relação ao comportamento exaustivo e anormal dos Nobres Deputados Federais
componentes desta CPI, quanto ao tratamento dispensado ao “depoente Paulo
Roberto”.
Gostaria
que Vossa Excelência fizesse a leitura desta indignação e repudio, se permitir, pois não se pode admitir que o
“tratamento indigno persiste nessa CPI”, afrontando os direitos fundamentais
mínimos de um ser humano, princípios cristãos, relembrando também que todos que
compõe a CPI, antes de serem “Deputados Federais”, são seres humanos.
Desta
missiva será enviado cópia via e-mail ao Presidente da OAB em Brasília e também ao Presidente da
Seção da OAB/PR e também ao Presidente da Subseção de Cianorte, e onde mais se
tornar necessário para que seja cumpridas as “regras mínimas dos direitos do
cidadão”, estabelecidas em lei
ordinária, constitucional e em tratados internacionais que o Brasil é signatário,
inclusive da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, realizada em San José,
Costa Rica, em 22 de novembro de 1969, além obviamente da Declaração Universal
dos Direitos Humanos.
Finalizando,
transcreve-se magnífico ensinamento de Norberto Bobbio em sua obra “A Era dos
Direitos”. Tradução de Carlos Nelson Coutinho. 13ª tiragem, Rio de Janeiro:
Campus, 1992, p. 01:
"A paz, por sua vez, é o pressuposto necessário para o reconhecimento e a
efetiva proteção dos direitos do homem em cada Estado e no sistema
internacional. [...] Direitos do homem, democracia e paz são três momentos
necessários do mesmo movimento histórico: sem direitos do homem reconhecidos e
protegidos, não há democracia; sem democracia, não existem as condições mínimas
para a solução pacífica dos conflitos. Em outras palavras, a democracia é a
sociedade dos cidadãos, e os súditos se tornam cidadãos quando lhes são
reconhecidos alguns direitos fundamentais”.
Atenciosamente,
grato a atenção que dispensar a estas singelas reflexões.
De
Cianorte para Brasília, via e-mail.
Em
06 de maio de 2015.
Altimar
Pasin de Godoy
Advogado
- OAB/PR 17398".
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