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sábado, 23 de março de 2013

LIBERDADE EM NOSSOS PENSAMENTOS

Temos vida e temos liberdade. Liberdade de pensamentos, em nossa consciência, em nossa atitude, nosso agir. Amar é uma atitude digna da vida, pois quando se acaba, deixa para traz eventuais situações desconfortáveis. Também existe a liberdade de avaliar nossas ações perante a vida? Somos eternos ingratos, quanto a esse milagre único "vida". Um dia vivido a mais na vida, é motivo de grandiosidade, 24 horas intensas, revezadas as horas, entre o dia e a noite, descanso, trabalho, alegrias e tristezas, tudo num só período. Num dia de vida, temos o tempo, de pensar e raciocinar que milagre é esse? Sol maravilhoso, como se fosse um colorido dourado permanente, sem esforço algum. Abrir os olhos, assistir a esse maravilhoso milagre, que não jamais acabar...mais dura no mínimo 12 horas do dia.  Quando acordamos com chuva, não existe o sol para brilhar, mas existe a descida da chuva, pingos de chuva, água, vida, nuvens, mais milagres da natureza, sem também dispender nenhum esforço nosso. A noite, falando do dia, céu escuro, com pontilhados de estrelas, longe, mas como se fosse perto, quando a lua floresce. Escuridão, imensidão, eternidade, não se sabe o exato local das estrelas. De quem olha da terra, está acima  nos céus, elas (as estrelas e lua) parecem de cima olhar cada um de nós embaixo, como tivessem celebrando o dia. O mais viver com liberdade de pensamentos é isso, viver com dignidade, agradecidos pela obra da natureza, sem nenhum esforço nosso, esta aí presente. Nenhuma experiência se compara a contemplação da natureza, da vida, do tempo, tempo este que é sem limites, paradoxo da vida. Tempo de limites, mensurável, que corre normal, modelado, cada minuto idêntico ao outro, deixando a vida passar a cada um de 24 horas. Não atentamos para isso. Apesar de reclamar liberdade de pensamentos, estamos presos as tarefas da sobrevivência, sem limites, e, ao invés de viver intensamente a vida limitada, queremos viver eternamente, sem qualidade, insatisfeitos, perdidos na imensidão de desejos de consumo, sem precedentes. Querer mais, talvez seja um marco de contraposição de nossa liberdade de pensamentos,  pois retira nossas forças vitais de vida,  canalizando para perpetuação de nossa eternidade, de viver mais para adquirir e consumir, nunca para ser feliz, em liberdade de pensamentos plenitude de vida  e eterna gratidão de tempo devida.  

quarta-feira, 13 de março de 2013

QUANDO TUDO PARECER ESTAR PERDIDO...



Não podemos desprezar nossas esperanças e sonhos, porque a situação não é conveniente para nós. Devemos persistir a luta, para que os sonhos se façam realidade e a esperança (ânimo de vida) seja permanente. Existem dias em que tudo tende a ser o pior, mesmo considerando que o maior milagre é estar vivo. Nesses momentos toda nossa avaliação de vida não persiste aos momentos de aflição e tensão em que estamos passando. A esperança, tida como um fundamento de vida desaparece, pois o chão partiu já não existe um solo palpável para pisar. Os sonhos viraram tormentas, porque não dormimos mais, pesadelos ao invés de sonhos. A realidade se completa, quando acordamos, antevendo horas e horas do dia, sem solução para nossos problemas existenciais. Tudo nebuloso, nossas espectativas frustradas, nossos pensamentos sem destinos, tudo revirando quando se tivéssemos numa roda gigante a disparada. Mas toda situação de catástrofe, não persiste por muito tempo, porque a vida é rotativa, passam-se as tempestades, a noite, dias e horas, vem a luz do dia para clarear nossas mentes e dar renovo à vida, como uma metamorfose. Esperanças reavivadas, nossos sonhos, rumos e direções aparecem reacender... enfim continuamos a ver novamente nossos horizontes. Assim é a  beleza da vida - luta constante, confiança, alegria, sorriso, fé, esperança, balanceando-se vitórias, derrotas e conquistas. Jamais jogar fora sonhos e esperanças...viva e luta sempre...

terça-feira, 12 de março de 2013

MULHER A CADA INSTANTE



Dia 08 de março foi instituído o dia Internacional da Mulher, pela ONU, em razão das múltiplas lutas e conquistas  durante muitos anos, mais acentuado no século XX, também comemorado essa data no Brasil. Mas tenho comigo, respeitando opiniões divergentes,  “não existe um dia de mulher”. Existe a cada instante, a cada segundo, a cada minuto, pois faz parte de nossas vidas. Não existe vida sem mulher, por enquanto ainda se desconhece um método de concepção que não seja “via mulher”.  A homenagem é irrisória, diante da significância da mulher, na família, na sociedade e no mundo em qualquer lugar.  Não é uma promoção especial de uma loja  qualquer de  shopping center, nem um cartão, uma porção de flores, um rosa, um presente, que vai modificar à condição da mulher.  Outrora, nem sequer reconhecida como cidadã, hoje, após muitos anos de lutas e conquistas, é parte essencial de qualquer economia, família, estado e nação. Muitas mulheres pelo mundo afora, foram excelentes governantes, e o  Brasil, pela primeira vez, experimenta essa situação. Enfim, mulheres no comando. Seja onde for, sensíveis, frágeis, delicadas, calorosas, mais que exercem seus papéis com dignidade, firmeza e dedicação.   É o espaço conquistado pela mulher por árduas lutas, por muitas décadas. Apesar da violência extrema contra a mulher  - no Brasil e mundo - com  várias campanhas em andamento, para coibir essa violência, inclusive, no  Brasil, onde teve que surgir uma  Lei (“Maria da Penha”) com objetivo de combater à violência doméstica e familiar, o que não precisaria ser feito, já que é um “ser humano”, digno de respeito. Dia de mulher, não é fácil e não tem preço. Acorda cedo, prepara a família para o dia, põe o pão na mesa (quando tem, quando não tem luta como guerreira para isso), para a escola, para o trabalho..., põe as coisas em ordem, programa, sai para trabalhar, enfim, incansavelmente trabalha. Volta, já pensando nos filhos (se não desligou deles o dia inteiro, por doença, preocupação de mãe...), no seu lar, onde transforma seus instantes em mãe, esposa, cozinheira, passadeira, professora, médica, enfermeira, nutricionista, administradora, companheira..., diversos papéis que desempenha em inumeráveis tarefas em multiplicidade de segundos.  Só sendo mulher, para entender essa diversificação de funções, em poucos instantes em qualquer circunstância e espaço físico? Onde buscar forças para exercer inúmeros papéis diariamente, em variações de locais e tempo, confrontando-se autoridade com submissão, competência, delicadeza, carinho e sensibilidade, violência e falta de reconhecimento?  Talvez, o dia da mulher, seja mais comemorado, quando for amada e puder amar, partilhar sua afetividade com seus filhos e seu amado, ser feliz, trabalhar, sem preconceito, reconhecida pela inteligência, desenvoltura e liderança, livre, segura, enfim, como ser humano, sem discriminação,  transformando-se a agressão e violência  em gestos de afetividade  - beijos, abraços e sorrisos -  e  não ter mais um  dia somente  da mulher, ser reconhecida e lembrada como mulher, todos os dias, horas, minutos e instantes”. Parabéns mulher, sempre guerreira.
Publicado no Jornal "A Folha Regional de Cianrote", edição de 17 de março de 2013.

quinta-feira, 7 de março de 2013

ENDIVIDAMENTO DO APOSENTADO E PENSIONISTA



 O endividamento dos aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) com o empréstimo consignado está em R$ 31,6 bilhões, tornando-se um problema de ordem social. O maior volume de empréstimos foi feito pelos segurados que recebem até um salário mínimo, R$ 678. Em média, cada aposentado desse grupo  deve R$ 2,6 mil para os bancos.  O que vem sendo debatido neste aspecto pelos especialistas, é que “os benefícios perderam muito poder de compra. Com uma renda cada vez mais sucateada, o aposentado acaba recorrendo ao consignado”,  fato relatado por  Warley Martins, presidente da  Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas. As parcelas do empréstimo consignado não pode comprometer mais de 30% do benefício. Dos 30 milhões de aposentados do INSS, em torno de 70% já fizeram empréstimo consignado junto à bancos credenciados. A situação é preocupante, estando em andamento no Senado, o debate do endividamento do brasileiro, devendo ser alterado normas do CDC,  conforme PLS 283/2002.  O endividamento está relacionado ao crédito, em vista que, no Brasil agravou a explosão da oferta do crédito de maneira fácil e rápida,  sem restrições a qualquer classe social, após da Lei 10.820 de 17/12/2003, que autorizou o pagamento de empréstimos através de desconto da prestação mensal em salário. É óbvio que a lei, objetiva a democratização do crédito e da mesma forma a inserção social do assalariado,  aposentado e pensionista, de forma equilibrada, sem levar essa classe de pessoas e seus familiares a um endividamento sem limites. Tanta facilidade não é sinônimo de felicidade para pensionistas e aposentados, porque, segundo pesquisa da Federação de Aposentados e Pensionistas, sete em dez famílias dependem do aposentado e/ou pensionista. Conforme se pode notar, na maioria das vezes o aposentado e/ou pensionista, deixa de lado seus desejos para contribuir com a sobrevivência de seus familiares.  Poucos são aqueles que desfrutam na totalidade de sua remuneração, sabendo-se que quando mais passam os anos, mais gastos têm com saúde, remédios e alimentação especial, ainda que se tenha à disposição a saúde pública. Muito aposentado e pensionista, torna-se responsável pela totalidade das despesas de alimentação,  contas de água e energia elétrica de suas famílias. O que se vê, na verdade, é que na maioria das vezes, os “filhos e parentes querem mais deles”. Outro fato notório, é que muitas das vezes, o aposentado e pensionista, sob a promessa do amparo de seus familiares, são levados a lançar mão de empréstimos em seus nome,  enquanto  os  ganhos pessoais de seus familiares, destinam-se a aquisição de bens de consumo,  como carros, motos, dos quais os mesmos não têm nenhum benefício direto. Pode-se dizer, seguramente, que o aposentado e/ou pensionista, nos dias atuais, salvo exceções, infelizmente,  é de se reconhecer que se tornou fonte de renda, não obstante intenso trabalho da sociedade e legislação, combatendo esse tipo de irregularidade. Outro agravante da situação, é o Governo, que diz que “não tem dinheiro para repor as perdas dos aposentados e pensionistas”, mas vai gastar uma fortuna para Copa do Mundo,  Olimpíadas e obras do PAC, uma falta de respeito e dignidade a essa parcela da população brasileira. O ideal segundo especialistas, é o Governo recompor a perda de renda do segurado, revisando os benefícios, retirando o fator previdenciário,  que está em de debate no Congresso Nacional.     

Artigo publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte", edição de 03 de março de 2013. 


domingo, 24 de fevereiro de 2013

TUTELA DA VIDA


A proteção da vida, pelo Estado, vem assegurado por leis internacionais, como a Convenção Européia e Protocolos Adicionais, aprovada em 04 de novembro de 1950, que, em seu artigo 2º, afirma: “1. O direito de qualquer pessoa à vida é protegido pela lei. Ninguém poderá ser intencionalmente privado da vida, salvo em execução de uma sentença capital pronunciada por um tribunal, no caso de o crime ser punido com esta pena pela lei”. A mesma relativização do direito à vida verifica-se pelo texto do Pacto Internacional sobre Direitos civis e Políticos, aprovado em 1966, pela 21ª sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas, recentemente ratificado pelo Brasil, em 28 de abril de 1987, que, em seu artigo 6º dispõe:  “O direito à vida é inerente à pessoa humana. Este direito deve ser protegido pela lei: ninguém poderá ser arbitrariamente privado da vida”.  A Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) reconhece o direito à vida e de igual forma, limitando-se o direito desta, em caso de adoção da pena de morte.  O direito à vida é um direito essencial da personalidade, tradicionalmente, continua a merecer proteção do Estado, inclusive, através da legislação penal. No Brasil, o Código Penal tipifica e prevê as sanções aplicáveis aos crimes contra a vida nos artigos 121, 124, 128, 130 e 136. A Constituição de 1988, no  “caput” do art. 5º, incluiu o “direito à vida entre os direitos fundamentais”.  A preocupação com o direito à vida é permanente na sociedade, tendo o Estado criado um aparato de legislação que visam proteger à vida desde o nascimento com vida (desde a concepção, os direito do nascituro), na forma do artigo 2º do Código Civil de 2002.   Não obstante as legislações que asseguram o direito à vida, pelo Estado, chama-se atenção recentes notícias de “suspeitas da prática de eutanásia em um hospital de Curitiba”, amplamente divulgado pela imprensa paranaense nestes dias de fevereiro. Nos tempos atuais surgiram várias dimensões para a morte, segundo a medicina: morte clínica, morte cerebral, morte encefálica. São cada vez mais sofisticadas as aparelhagens médico-hospitalar para medir e prolongar a vida, graças a isso muitas vidas puderam ser salvas. O quadro que levou a Justiça investigar trata-se na hipótese de “eutanásia” que é proibido no Brasil, havendo comprovação dos fatos, após as investigações, poderá ser tipificado crime de “homicídio qualificado”, com a punição dos responsáveis.  Em que pese o Estado  tutelar à vida,  torna-se contraditório, ao mesmo tempo,  ser o Estado o agente potencialmente  omissor por deixar de realizar políticas públicas para saúde, segurança, educação, infra-estrutura, e em setores essenciais para a população,  onde a inércia ceifa vidas inocentes, como por exemplo -  mortes no trânsito (em torno de 42 mil mortes por ano), e o descaso e a nítida omissão que recentemente morreram 237 jovens em Santa Maria-RS. Resta o consolo de que a vida, é um movimento contínuo, intervalo entre o nascimento e a morte.    
Publicada no Jornal Folha Regional de Cianorte, edição de 24 de fevereiro de 2013.   

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

MERCADO CATIVO



Estamos vivendo em ano pré-eleitoral, pois em 2014 teremos eleições para Presidente da República, Governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais. O eleitor fica indignado, com o gasto da publicidade oficial. Segundo notícias, 24 governadores preveem destinar R$-1,4 bilhão de reais, aumento médio de 37,3% em relação a 2012.  Situando o eleitor, no Estado do Paraná, já existem várias articulações em andamento, para garantir reeleição do governador Beto Richa. Nessa trama, onde se confunde política e políticos, estes soberanamente garantidos à sua projeção pessoal, beneficiando do desinteresse dos eleitores, ainda que a política e a democracia sejam importantes para todos os cidadãos. Nenhum partido político, se mostra preocupado em salvar sua imagem, com uma ação política efetiva de mudar o atual sistema, bem como, travar campanha para o voto facultativo, que talvez levaria os caciques políticos e partidos, a um total descaso. Segundo foi publicado pelo Ibope nas eleições de 2012, existe o desinteresse total do eleitor pela política, fato que diante das atuais circunstâncias ocorridas em início de 2013, dobrará esse desinteresse pela política nos próximos anos. A política é de imensa importância para ser deixada de lado e nas mãos somente da classe política, pois se assim ficar, cada vez mais seremos governados por políticos eleitos pela minoria, pois a democracia no Brasil está relacionada diretamente com as eleições.   Se o voto fosse voluntário, a decisão do eleitor seria precedida por uma nova reflexão: vale a pena votar? Há algum candidato que mereça o esforço do eleitor de sair de casa e ir à seção de votação?  Se os candidatos tiverem que convencer o povo de que votar é importante, terão de militar em favor da política, e não só deles. Terão de mostrar que a política significa alguma coisa. Não se vive sem política, mas podemos mudar para o "voto voluntário", acabando com o mercado cativo dos políticos, que é o “voto obrigatório”, sem perder noção de consciência cívica de cidadania e responsabilidade social. Na regra atual, o candidato tem “n” número de eleitor para votar e contabilizar sua eleição. Na adoção do voto facultativo não terá número determinado de eleitor, deverá conquistar com propostas viáveis e concretas, por não ter o controle numérico dos votos, demonstrando capacidade e viabilidade de projetos para a sociedade. Está nítido que o atual sistema favorece a ação de políticos desinteressados com os problemas comuns dos cidadãos, pois têm sempre a garantia de que os eleitores comparecerão às urnas e digitarão seus números, elegendo-os para ocupar cargos no executivo e no legislativo, sem esforço e mobilidade. Deixa-se a tarefa do valor efetivo do voto consciente, nas mãos da Justiça Eleitoral, que efetivamente faz campanha e não os partidos e candidatos. É preciso que o cidadão entenda que o voto é questão de liberdade, concorre para melhorar a nossa vida; não votar é uma liberdade de não fazer nada, atenta contra a cidadania.  
Publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte" edição de 17 de fevereiro de 2013. 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

TUDO É FESTA


Para descobrir a felicidade e ser feliz, ainda que de forma compulsória, tudo é festa. Todos precisam entrar no ritmo de festas e baladas administradas pelo mercado de consumo,  para ser feliz a qualquer custo, nem que para isso essa felicidade dure apenas segundos.  A simples constatação da ocorrência diária de festas ou baladas (na região de São Paulo – Capital, por exemplo são mais de 500 casas noturnas legalizadas e centenas irregulares), incrementadas pelo consumo de bebidas (álcool)   e  drogas afins. Tudo é vivido sem sentidos, porque não dá tempo para  pensar, pois a  turbinagem do tempo se torna fato de grande relevância, com inversão de todos os valores ao nosso redor.  Tudo  se torna novidade, em matéria de festas, é como se fosse a exposição de carros novos e lançamento de mercadorias, como novidade, causando excitação para vender e circular. Algumas festas se tornam teatros da vida, outras terminam em tragédias, com a perda prematura de vidas. Existem festas que são de sentimentos regulares e as pessoas se divertem e são felizes, com música, mas não se esquecem da vida, da realidade e dos problemas do dia-a-dia, pois ninguém vive sem laser e bem estar.  Nas festas ou baladas, como se dizem por aí, vale tudo, tudo muda, tudo transforma  (suor e desgaste físico permanente), caracterizando um mundo à parte, com o confronto de luxo e luxúria, para os que têm e para os que não têm.  Não é espaço democrático, como dizem, onde não existe diferença de classe social. Nesses espaços, existe o conflito entre a felicidade real e os desejos de ser feliz a qualquer custo, mesmo que seja fração mínima de tempo, não limitado ao estado financeiro pessoal, cada um encenando alguma coisa. Os participantes, mesmo em uma massa coletiva de pessoas, buscam a particularidade de ser singularmente feliz, encontra-se uma parede, onde as ofertas do mercado e  consumo, se tornam todos iguais, empobrecendo o indivíduo, gerando a frustração no final de “celebrar nada”,   restando o  consolo da festa, da música (se teve e ouviu), já que está sendo substituída por “rojões, fogos de artifícios, pirofagia”. Nas festas e/ou baladas, tudo é consumo e mercado, por nada se festeja tudo, pura êxtase, encenação, frustração, nada real, como a vida é.  Até breve. 
Publicado na Folha Regional de Cianorte - edição de 10 de fevereiro de 2013.
Anotação: Na Folha de Londrina, edição de hoje (11/2/2013), vem  contendo a reportagem de capa: "Overdose - Intoxicação por drogas aumenta 595%. Levantamento da Secretaria de Saúde de Londrina mostra que número de atendimentos hospitalares, entre 2007 e 2011, saltou de 22 para 131. Problema mais comum é a combinação de álcool com crack ou cocaína. Para médico, casos ainda são subnotificados".

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...