O endividamento dos aposentados e
pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) com o empréstimo
consignado está em R$ 31,6 bilhões, tornando-se um problema de ordem social. O maior volume de empréstimos foi feito pelos
segurados que recebem até um salário mínimo, R$ 678. Em média, cada aposentado
desse grupo deve R$ 2,6 mil para os bancos. O que vem sendo debatido neste aspecto pelos
especialistas, é que “os benefícios perderam muito poder de compra. Com uma
renda cada vez mais sucateada, o aposentado acaba recorrendo ao consignado”, fato relatado por Warley Martins, presidente da
Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas. As parcelas do
empréstimo consignado não pode comprometer mais de 30% do benefício. Dos 30
milhões de aposentados do INSS, em torno de 70% já fizeram empréstimo
consignado junto à bancos credenciados. A situação é preocupante, estando em
andamento no Senado, o debate do endividamento do brasileiro, devendo ser alterado
normas do CDC, conforme PLS 283/2002. O endividamento está relacionado ao crédito,
em vista que, no Brasil agravou a explosão da oferta do crédito de maneira
fácil e rápida, sem restrições a
qualquer classe social, após da Lei 10.820 de 17/12/2003, que autorizou o
pagamento de empréstimos através de desconto da prestação mensal em salário. É
óbvio que a lei, objetiva a democratização do crédito e da mesma forma a
inserção social do assalariado, aposentado e pensionista, de forma equilibrada,
sem levar essa classe de pessoas e seus familiares a um endividamento sem
limites. Tanta facilidade não é sinônimo de felicidade para pensionistas e
aposentados, porque, segundo pesquisa da Federação de Aposentados e
Pensionistas, sete em dez famílias dependem do aposentado e/ou pensionista. Conforme
se pode notar, na maioria das vezes o aposentado e/ou pensionista, deixa de
lado seus desejos para contribuir com a sobrevivência de seus familiares. Poucos são aqueles que desfrutam na totalidade
de sua remuneração, sabendo-se que quando mais passam os anos, mais gastos têm
com saúde, remédios e alimentação especial, ainda que se tenha à disposição a
saúde pública. Muito aposentado e pensionista, torna-se responsável pela
totalidade das despesas de alimentação, contas de água e energia elétrica de suas
famílias. O que se vê, na verdade, é que na maioria das vezes, os “filhos e
parentes querem mais deles”. Outro fato notório, é que muitas das vezes, o aposentado
e pensionista, sob a promessa do amparo de seus familiares, são levados a
lançar mão de empréstimos em seus nome, enquanto os ganhos pessoais de seus familiares, destinam-se
a aquisição de bens de consumo, como
carros, motos, dos quais os mesmos não têm nenhum benefício direto. Pode-se
dizer, seguramente, que o aposentado e/ou pensionista, nos dias atuais, salvo
exceções, infelizmente, é de se
reconhecer que se tornou fonte de renda, não obstante intenso trabalho da
sociedade e legislação, combatendo esse tipo de irregularidade. Outro agravante
da situação, é o Governo, que diz que “não tem dinheiro para repor as perdas
dos aposentados e pensionistas”, mas vai gastar uma fortuna para Copa do Mundo,
Olimpíadas e obras do PAC, uma falta de
respeito e dignidade a essa parcela da população brasileira. O ideal segundo
especialistas, é o Governo recompor a perda de renda do segurado, revisando os
benefícios, retirando o fator previdenciário,
que está em de debate no Congresso Nacional.
Artigo publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte", edição de 03 de março de 2013.
Sou aposentada pelo INSS, também tenho comprometido 30% de minha renda.
ResponderExcluirPenso que precisamos ter muita consciencia é no momento em que os bancos oferecem reformar o emprestimo nos dando mais dinheiro e refinanciando tudo junto por mais 60 meses pois não tem como ser em menos meses por causa do mínimo de comprometimento, isso vira uma bola de neve que nunca mais conseguiremos sair, pelo jeito vamos pagar emprestiumos para os bancos até o dia de nossa morte, porque eles não estão nem aí o que interessa é pagarmos juros. penso que o INSS deveria proibir de fazer outro emprestimo sem ter pago o emprestimo anterior, outra coisa preocupante são as financeiras oferecerem emprestimos para aposentados alegando que não fazem consignados, mesmo quem estiver negativado eles emprestam, aí é que o aposentado se afunda ainda mais, daqui a pouco não teremos nem como pagar os remedios.
Será que algum político que ganha muito dinheiro que nem imagina o que é sobreviver com o salário mínimo poderia se dignar em fazer alguma coisa para beneficiar os aposentados?