O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz" - por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária. Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas. 1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em Dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, mas também a discriminação e a violência a que muitas delas ainda são submetidas em todo o mundo.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Mulher#
No Brasil somente após 1850 é que surgiram as primeiras organizações de mulheres que lutavam pelo direito ao voto e a educação. Até esta data só era permitida ä mulher ter acesso ao ensino básico (1827). Em 1872 as mulheres foram aceitas nos cursos de formação para o magistério. Em 1932 a mulher conquistou o direito de votar e se candidatar a cargos políticos, no Governo Getúlio Vargas. Conquistas avançaram.
Em 1933 a Doutora Carlota Pereira de Queiros foi eleita a primeira Deputada Federal brasileira. Atualmente além de inúmeros espaços conquistados pela mulheres, temos pela primeira vez no Brasil em 2011, uma mulher como presidente Sra. Dilma Rousseff, eleita pelo voto direto em dois turnos.
Existem inúmeras mulheres a homenagear, pela trajetória histórica, inclusive àquelas que me cercam no dia-a-dia ( mãe, irmã, esposa, filhas, netas, clientes, companheiras de luta, entre outras).
Umas se colocaram a serviço da religião, outras a serviço da paz, outras para atendimento dos necessitados (obras de misericórdias), outras para a educação (magistério) outras para as diversas carreiras do direito e Maria, segundo a Bíblia (Livro de Lucas capítulo I) a triunfante e maravilhosa missão de receber Jesus, filho de Deus. Além daquelas que dispensaram à vida para a família, criando filhos para o mundo. Enfim, sem a mulheres (algo muito especial) que seríamos? Justa a homenagem.
A mulher tem a postura firme da realização. Em caso específico, peço licença para citar como exemplo minha mãe Lúcia Pasin de Godoy, ficou viúva com três filhos pequenos, e foi a luta, criou família, educou seus filhos, dando a cada um a condição de sobreviver neste mundo. Exerceu com dignidade, tenho certeza, o exercício do magistério e até os dias atuais, luta pelos direitos dos professoras ativos e dos professores inativos. Além disso, como exemplo familiar, muitas mulheres hoje são o fundamento da casa, inclusive, pelo sustento familiar (segundo o Seade/Diese, os rendimentos da mulher no mercado de trabalho continuam crescendo alcançando em 2010 a casa de 75,2% recebido pelos homens) por isso faço a justa homenagem com a transcrição do texto bíblico abaixo, sobre a "Mulher Virtuosa", ou seja, àquela que no fundamento na prática de valores ( amor, verdade, bem, justiça, paz, ética, religião) consegue conduzir sua família e sua neste mundo (protegendo, zelando, cuidando, alimentando, acolhendo, amando, chorando, sonhando), assim extensivamente a todas as mulheres ao redor do mundo.
Bíblia - Livro de Provérbios. Palavras do rei Lemuel
Capítulo 31. Versículo 1. “Palavras do reio Lemuel, rei de Massá. A profecia que lhe ensinou a sua mãe:
[...]
10. Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis.
11. O coração do seu marido está nela confiado; assim ele não necessitará de despojo.
12. Ela só lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida.
13 .Busca lã e linho, e trabalha de boa vontade com suas mãos.
14. Como o navio mercante, ela traz de longe o seu pão.
15. Levanta-se, mesmo à noite, para dar de comer aos da casa, e distribuir a tarefa das servas.
16. Examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com o fruto de suas mãos.
17. Cinge os seus lombos de força, e fortalece os seus braços.
18. Vê que é boa a sua mercadoria; e a sua lâmpada não se apaga de noite.
19. Estende as suas mãos ao fuso, e suas mãos pegam na roca.
20. Abre a sua mão ao pobre, e estende as suas mãos ao necessitado.
21. Não teme a neve na sua casa, porque toda a sua família está vestida de escarlata.
22. Faz para si cobertas de tapeçaria; seu vestido é de seda e de púrpura.
23. Seu marido é conhecido nas portas, e assenta-se entre os anciãos da terra.
24. Faz panos de linho fino e vende-os, e entrega cintos aos mercadores.
25. A força e a honra são seu vestido, e se alegrará com o dia futuro.
26. Abre a sua boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua.
27. Está atenta ao andamento da casa, e não come o pão da preguiça.
28. Levantam-se seus filhos e chamam-na bem-aventurada; seu marido também, e ele a louva.
29. Muitas filhas têm procedido virtuosamente, mas tu és, de todas, a mais excelente!
30. Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada.
31. Dai-lhe do fruto das suas mãos, e deixe o seu próprio trabalho louvá-la nas portas.
Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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terça-feira, 8 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
PORTAL DE TRANSPARÊNCIA DA ASSEMBLÉIA DO PARANÁ
Fazem meses que se vê anunciado via televisão e jornais do Paraná, a criação de um portal de transparência da Assembléia Legislativa do Paraná, iniciando-se as notícias mais propriamente depois de inúmeras denúncias ocorridas na casa de leis. Eventualmente, no início do ano, pela presidência atual da casa, foi anunciado o "portal para fevereiro de 2011". Nos princípais jornais de hoje do Paraná, e nas redes de tv do paraná (3/março/2011) foi anunciado que o "Portal de Transparência" só depois do carnaval. No país das CPIs do mensalão, das ambulâncias, dos sangue-sugas, das licitações, etc, não é novidade que o Paraná não seja também contemplado por essa manobra ou fórmula de prorrogação, evitando-se de mostrar a população que consolida nosso país, através do exercício da cidadania efetiva (pagamento de impostos que chegam até 37%), além do confisco do imposto de renda na folha dos assalariados, o verdadeiro "caos que ocorre com a corrupção instalada e a dimensão dos gastos públicos" e assim por diante, os efeitos nefastos do "virus corrupção representando muitas vezez por um polvo e tentáculos diversos". A bem da verdade, é difícil para o administrador, qual seja o local que desempenha essa função, demonstrar os gastos efetivos de seu órgão, e o livramento da corrupção, negócios escusos, servidores "fantasmas", gastos excessivos, etc (a corrupção advém de longo tempo) pagos pelos recursos dos impostos pagos pelo cidadão. Esperamos, que a transparência se efetiva e o portal seja bom exemplo para a sociedade, pois se esta "efetivamente fiscalizar" certamente terá bom proveito o portal. Se a sociedade não fiscalizar (monitorar, controlar, denunciar) certamente não haverá resultados positivos, pois ser "honesto, ético, cumpridor de seus deveres" é inerente ao ser humano, e no caso da "classe política, detentores do poder político, qual seja a esfera de atuação, através de mandato popular ou nomeado, concursado para a função pública" é mais que isso, é DEVER, pois deverá cumprir a lei estabelecida. "O homem faz leis para ser refém delas mesmas". Salve a transparência e aguardamos o "portal para depois de cessar os tamborins".
terça-feira, 1 de março de 2011
A FORÇA COLETIVA DA MOBILIZAÇÃO
Tem sido o oriente médio, assim melhor dizendo, contaminado os países ali existentes com o vírus da liberdade. Primeiro o Egito, depois a Líbia, e outros países de origem árabe. É uma sucessão de acontecimentos. Se para economia é um desastre a desordem, para os povos desses país, é uma conquista. O livramento do poder de tutela, aos quais estão submetidos à muito, seja pelo sistema ditadorial, arraigado no sub mundo de um tribalismo, que tutela todos os bens dos povos. O que se denota que ninguém é dono de nada, a não ser àqueles que estão no poder. Veja a liberdade, a locomoção, o pensamento, o sorriso, enfim, direitos natos do homem sendo tutelados pelo homem, via regime político. É ultrajante, não se pode ter idéia da dimensão da opressão sobre esses povos. O que faz a mudança dessa situação, na verdade, é a força do poder coletivo da população totalmente contaminada pelo vírus da liberdade, do pensamento, do livramento da opressão, podendo cantar, andar, sorrir, sem peias, cadeias, ou qualquer forma de repressão, até então existente. O que os une certamente são seus ideais coletivos de liberdade, pois a força coletiva é uma força superior, fazendo romper muralhas, regimes. Não existe ditador que resista a força do povo. É contangiante, o que se vê pela televisão e outros meios de comunicação, o poder de mobilização das popupações desses países em busca do livramento, inclusive, neutralizando as barreiras religiosas que muitas vezes impediam de lutar coletivamente. Kant escreveu que "somos mobilizados basicamente por três forças: nossos desejos, nossas vontades e nossos arbítrios". E assim esta ocorrendo no oriente médio conta o governo de Muamar Kadafi e certamente ocorrerá em outros governos desse modelo, não somente no oriente médio e em outros locais do mundo. Onde houver opressão, sempre terá resistência e certamente a população mobilizando, ninguém segura a revolução. Não esqueça, a união faz a força, e o povo unido, mobilizado, ninguém segura.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
ROSAS DIGITAIS
Num tempo frenético pela felicidade, onde a liberdade de pensar foi substituída pela palavra interatividade; onde ser feliz é ganhar o prêmio de qualidade total (qualquer iso); é buscar forças no "prozac" "simbalta"; o símbolo do prazer "ser viciado" em qualquer coisa; ter tesão a qualquer custo, pelos "viagras"; ter beleza a qualquer custo, mesmo com o sério problema de adquirir uma síndrome, morrer na sala de cirurgia, numa cirurgia gástrica; manter as medidas a qualquer custo, como se fossemos seres subservientes, eternamente. Tudo é questão de consumo e de mercado. Já não se fala em tristeza, infelicidade, agônias da vida. Tudo é matéria do passado, e quem está "nessa vida", é ultrapassado, na sistemática mercadológica da vida. Vende-se tudo, pela propaganda midiática. Arnaldo Jabor escreve: "A alegria é um produto de mercado". Trocamos rosas naturais, perfumadas, com espinhos, que nascem e morrem, pelas rosas digitais, acertadas as cores pelo toque de cores de famosos programas de fotos (fotoshop). As mulheres fotografadas em digital, são tão perfeitas, que as mulheres reais, que caminham ao nosso lado no decorrer da vida, são tidas como "mercadorias fim de estoque", apesar de vivas e intelectualmente produtivas: casa, família, marido, filhos, netos, genros, trabalho assalariado, igreja, sociedade, assim por diante, tudo a administrar e controlar por sua conta e risco, são ignoradas pela propaganda da felicidade e alegria prometidas pelos irreais anúncios de produtos destinados ao consumo desde a margarina, carros, produtos de beleza, enfim, uma gama de produtos anunciados, que utilizados, farão você completamente feliz e alegre. Querem fazer-nos esquecer das rosas naturais, àquela cultivada pelo jardineiro, com zelo, destreza e carinho, a custa de muita dedicação, encontrada nos diversos jardins de casas nobres e rústicas, as vezes à beira das ruas, estradas, jardins particulares e públicos. Estão querendo substituir nossos sentimentos naturais de pessoa (ressentimentos, dores, tristezas, alegrias, felicidades, sonhos, pensamentos, liberdade de escolha, ... ) com comportamentos robotizados, sintonizados, programados, por convenções de felicidade e alegria, empreendidos por literatura e propaganda de autoajuda. Nosso mistério natural de vida, está ameaçado, portanto, cuidado com as "rosas digitais". Prefira sempre "rosas naturais", belas, com espinhos, nascem, perfurmam, embelezam e morrem. Essa é a vida, encarar as complexidades delas com suas reais imperfeições. Esse é o encanto da vida enfrentar os obstáculos, ao contrário do mercado, que quer colocar em nossa mente "satisfação completa" como se fossemos clientes e frequeses eternos.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
O ÔNUS DA ESCOLHA
Revisando o site "http://www.migalhas.com.br", recentemente achei a informação abaixo: Indenização - TJ/PR reverte decisão e afasta pretensão indenizatória de ex-fumante: "A 9ª câmara Cível do TJ/PR reverteu no dia 17/2 a decisão de 1ª instância que havia acolhido parcialmente a pretensão indenizatória da ex-fumante L.F.T. contra a fabricante de cigarros Souza Cruz. O TJ/PR já rejeitou outras 8 ações indenizatórias contra fabricantes de cigarros por danos atribuídos exclusivamente ao consumo de cigarros. Em âmbito nacional, existem mais de 685 pronunciamentos judiciais, de 1ª e 2ª instâncias, rejeitando esse tipo de demanda, totalizando 353 casos encerrados. A posição do TJ/PR está em linha com as decisões do STJ que, no ano passado, em três oportunidades, rejeitou pretensões indenizatórias semelhantes oriundas do Rio Grande do Sul.
O caso julgado hoje teve início com uma ação indenizatória proposta pela na 6ª vara Cível de Londrina. Em síntese, a autora alega que teria desenvolvido males cardíacos que atribui, exclusivamente, ao consumo de cigarros das marcas fabricadas pela Souza Cruz. O juiz de 1ª instância acolheu parcialmente os pedidos indenizatórios, condenando a empresa a pagar cerca de R$ 200 mil por danos morais.
A Souza Cruz recorreu ao TJ/PR. Na sessão do dia 17/2, os desembargadores, por unanimidade de votos, reverteram a decisão inicial, afastando a pretensão indenizatória, com base, dentre outros argumentos: no conhecimento público e notório acerca dos riscos associados ao consumo de cigarros; na ausência de defeito no produto, já que se trata de produto de risco inerente, cuja produção e comercialização no Brasil são autorizadas e amplamente fiscalizadas e regulamentadas pelo Estado; no livre arbítrio dos consumidores em optar (ou não) por fumar, já que a decisão de consumir o produto é uma questão de livre escolha; e na ausência de nexo causal direto e imediato entre os danos alegados e o consumo de cigarros.
De acordo com a Souza Cruz, até o momento, do total de 627 ações judiciais ajuizadas contra a Companhia desde 1995 em todo o país, pelo menos 439 possuem decisões rejeitando tais pretensões indenizatórias (353 definitivas) e 11 em sentido contrário (as quais estão pendentes de recurso). Em todas as 353 ações com decisões definitivas já proferidas pelo Judiciário brasileiro, as pretensões indenizatórias dos fumantes, ex-fumantes ou seus familiares foram afastadas. (processo 727416-6, podendo ser acessado pelo site: httpp://tj.pr.gov.br/consulta processual)
Nosso comentário: O poder do consumidor, pelo livre arbítrio, não somente ao tabaco (cigarro) e álcool, drogas socialmente toleradas, o que leva ao vício própriamente dito é a decisão do consumidor, conquanto, é fato consumado o risco pelo uso dessas substâncias. Portanto, existem casos de tratamento médico, para eliminar o vício e existem outras situações, que dependem de decisão própria do cidadão viciado, pois os problemas vão aparecer, os sintomas também. Aliás, tanto o cigarro como o álcool existem um forte apelo de consumo via mídia, hipnotizando o cidadão. Então, cidadão consciente, faça uso de água potável enquanto esta existir, deixe o cigarro de lado e o álcool também. Viva feliz. Os riscos dos vícios do álcool e cigarro são nocivos a saúde, são de dimensão e prejuízo irreparável em todos os sentidos, inclusive as demais drogas que andam por aí. Evite-as, esse é o melhor conselho e a melhor indenização a se buscar. Faça escolhas melhores, use o bom senso, não gaste nenhum dinheiro, por exemplo pelo amor, pela vida, saúde, pela família, pela solidariedade, pela alegria, pelo sorriso, pela felicidade.
O caso julgado hoje teve início com uma ação indenizatória proposta pela na 6ª vara Cível de Londrina. Em síntese, a autora alega que teria desenvolvido males cardíacos que atribui, exclusivamente, ao consumo de cigarros das marcas fabricadas pela Souza Cruz. O juiz de 1ª instância acolheu parcialmente os pedidos indenizatórios, condenando a empresa a pagar cerca de R$ 200 mil por danos morais.
A Souza Cruz recorreu ao TJ/PR. Na sessão do dia 17/2, os desembargadores, por unanimidade de votos, reverteram a decisão inicial, afastando a pretensão indenizatória, com base, dentre outros argumentos: no conhecimento público e notório acerca dos riscos associados ao consumo de cigarros; na ausência de defeito no produto, já que se trata de produto de risco inerente, cuja produção e comercialização no Brasil são autorizadas e amplamente fiscalizadas e regulamentadas pelo Estado; no livre arbítrio dos consumidores em optar (ou não) por fumar, já que a decisão de consumir o produto é uma questão de livre escolha; e na ausência de nexo causal direto e imediato entre os danos alegados e o consumo de cigarros.
De acordo com a Souza Cruz, até o momento, do total de 627 ações judiciais ajuizadas contra a Companhia desde 1995 em todo o país, pelo menos 439 possuem decisões rejeitando tais pretensões indenizatórias (353 definitivas) e 11 em sentido contrário (as quais estão pendentes de recurso). Em todas as 353 ações com decisões definitivas já proferidas pelo Judiciário brasileiro, as pretensões indenizatórias dos fumantes, ex-fumantes ou seus familiares foram afastadas. (processo 727416-6, podendo ser acessado pelo site: httpp://tj.pr.gov.br/consulta processual)
Nosso comentário: O poder do consumidor, pelo livre arbítrio, não somente ao tabaco (cigarro) e álcool, drogas socialmente toleradas, o que leva ao vício própriamente dito é a decisão do consumidor, conquanto, é fato consumado o risco pelo uso dessas substâncias. Portanto, existem casos de tratamento médico, para eliminar o vício e existem outras situações, que dependem de decisão própria do cidadão viciado, pois os problemas vão aparecer, os sintomas também. Aliás, tanto o cigarro como o álcool existem um forte apelo de consumo via mídia, hipnotizando o cidadão. Então, cidadão consciente, faça uso de água potável enquanto esta existir, deixe o cigarro de lado e o álcool também. Viva feliz. Os riscos dos vícios do álcool e cigarro são nocivos a saúde, são de dimensão e prejuízo irreparável em todos os sentidos, inclusive as demais drogas que andam por aí. Evite-as, esse é o melhor conselho e a melhor indenização a se buscar. Faça escolhas melhores, use o bom senso, não gaste nenhum dinheiro, por exemplo pelo amor, pela vida, saúde, pela família, pela solidariedade, pela alegria, pelo sorriso, pela felicidade.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
FILAS INTERMINÁVEIS
O brasileiro vive o dia-a-dia convivendo com seus problemas de sobrevivência, além do que, sempre tem "filas intermináveis" para enfrentar. O Código de Defesa do Consumidor, criado na décado de 1990, veio a dar condições dignas de tratamento ao consumidor, portanto tem efeito prático na vida do brasileiro. Muitas conquistas atuais relativas ao consumo, é decorrente da existência do CDC. Importante, é que o código, muito embora não atenda todas as situações (a lei não tem condições de contemplar todas as situações, mas informa os direitos básicos do consumidor - artigo 6º) contudo, faz questão de proteger as relações de consumo, dando ampla defesa a favor do consumidor, parte mais fraca na relação de consumo, equilibrando a relação entre a oferta de produtos e serviços e o consumidor final. No tocante as filas, problema gritante e tão estressante na vida dos brasileiros, existem filas para tudo (bancos, órgãos públicos, supermercados, ônibus, aeroporto, transportes em geral de massa, atendimento médico pelo sus, particular, etc). Os princípios informadores do CDC, para trazer harmonia e equilíbrio nas relações de consumo em geral, muitas das vezes é desrespeitado, principalmente, no que se refere a "fila" e "o tempo de espera". Não existe legislação federal que regulamente o tempo de espera em filas. Cabe aos estados e municípios elaborarem a legislação pertinente nos casos de maior repercussão em seus limites territoriais. Vamos as filas de bancos, assunto de maior repercurssão, afora dos aeroportos ultimamente. Não se pode deixar de notar ao adentrar uma agência bancária, à dimensão de filas. Tem legislação pertinente, por exemplo, no Distrito Federal, a lei 2.547/2000, estabelece que ninguém pode passar mais de 30 minutos em filas locais como bancos, consultórios médicos particulares e públicos e no próprio Procon. No Estado do Paraná, tem a Lei 13440 de 21/12/2001, que define o tempo razoável de atendimento, o prazo máximo de 20(vinte) minutos em dias normais e trinta (30) minutos em véspera ou após feriados prolongados. Referida lei também aplica-se aos supermercados, conforme o artigo 1º. O Procon é agente fiscalizador dessas situações e vem aplicando reiteradas multas em Curitiba e outras Cidades do interior do Paraná. Poderá, ainda, o consumidor, valer-se de uma ação de indenização, via Juizado Especial, afim de resguardar seus direitos e pedir indenização pela espera. Em que pese os serviços de automação colocados à clientes e a população em geral, se observa, é que "os bancos em grande maioria, realizaram um enxugamento no quadro funcional, tercerização serviços de atendimentos e não contrataram mais funcionários", apesar de ser o maior segmento da economia com crescente lucro, o cliente responsável pelo lucro, continua na "fila"!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
HIPNOSE DO CONSUMISMO
Talvez nunca estivemos com tanto bens à nova disposição como atualmente. A televisão, como elemento divulgador do consumo, pelos inúmeros comerciais e também pelos programas com forte apelo de consumo. Veja-se pelos programas veículados em nossa mídia televisa, tanto para o público infantil como para o adulto. Até a religião tem utilizado a televisão para a transmissão de seus programas, não são os evangélicos assim dizendo, como outros ritos, principalmente o católico. Quantos comerciais televisos as pessoas vêem durante o ano? Nos Estados Unidos, segundo estatísticas, é em torno de 35.000 comerciais todos os anos. Veja que a televisão assim considerada, tem mais força do que as escolas, os locais de trabalho e o próprio governo, tanto que este utiliza a televisão como meio de propaganda educativa e divulgação de suas obras e projetos. De igual forma, os políticos a utilizam para transmitir seus trabalhos. De igual forma a Justiça. Assim por diante, cada um por seu interesse. Veja por exemplo, as reportagens feitas nas catástrofes do Rio de Janeiro em início de 2011, retomada do complexo alemão em dezembro de 2010 e assim por diante. Recentemente os episódios do Egito. Enfim, é um poderoso instrumento de promoção de consumo usados pelos produtores industriais, governos e nações desenvolvidas. É claro, a indústria da televisão não tem limite de agressividade de seus programas, principalmente àqueles que motivam o consumo, ignorando de fato a extrema pobreza, que é o caso do Brasil da tv aberta. Quanto mais as estações de televisão obtém índices de audiências, maior será seu fatumento e maior também o potencial de atingir consumidores. "Uma imagem valem por mil palavras". Estilo de vida, valores, ética, boa-vida, entre outros elementos, transmitidos pela televisão, importam em enganar sutilmente as pessoas levando a um consumo exagerado, criando expectativas não vitais para cidadão (uso de xampus, fixador de dentaduras, incentivo exagerado ao luxo, ao vício do tabaco, do consumo de bebida alcóolica ...) enquanto se deixa do lado o estilo de viver simples, com sustentabilidade, e com liberdade, distorcendo a realidade, portanto, inconscientemente adotamos um estilo de vida que é totalmente frágil, frustrante, e que afronta a liberdade, a democracia e o desrespeito total ao direito de personalidade do cidadão, como se fosse a realidade da televisão a situação normal em que vivemos. A questão da televisão, essencial para a sociedade, contudo, deve-se levar a um debate consciente, merecendo uma análise por de toda a sociedade sobre sua real utilização desse meio de comunicação.
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