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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

HIPNOSE DO CONSUMISMO

Talvez nunca estivemos com tanto bens à nova disposição como atualmente. A televisão, como elemento divulgador do consumo, pelos inúmeros comerciais e também pelos programas com forte apelo de consumo. Veja-se pelos programas veículados em nossa mídia televisa, tanto para o público infantil como para o adulto. Até a religião tem utilizado a televisão para a transmissão de seus programas, não são os evangélicos assim dizendo, como outros ritos, principalmente o católico. Quantos comerciais televisos as pessoas vêem durante o ano? Nos Estados Unidos, segundo estatísticas, é em torno de 35.000 comerciais todos os anos. Veja que a televisão assim considerada, tem mais força do que as escolas, os locais de trabalho e o próprio governo, tanto que este utiliza a televisão como meio de propaganda educativa e divulgação de suas obras e projetos. De igual forma, os políticos a utilizam para transmitir seus trabalhos. De igual forma a Justiça. Assim por diante, cada um por seu interesse. Veja por exemplo, as reportagens feitas nas catástrofes do Rio de Janeiro em início de 2011, retomada do complexo alemão em dezembro de 2010 e assim por diante. Recentemente os episódios do Egito. Enfim, é um poderoso instrumento de promoção de consumo usados pelos produtores industriais, governos e nações desenvolvidas. É claro, a indústria da televisão não tem limite de agressividade de seus programas, principalmente àqueles que motivam o consumo, ignorando de fato a extrema pobreza, que é o caso do Brasil da tv aberta. Quanto mais as estações de televisão obtém índices de audiências, maior será seu fatumento e maior também o potencial de atingir consumidores. "Uma imagem valem por mil palavras". Estilo de vida, valores, ética, boa-vida, entre outros elementos, transmitidos pela televisão, importam em enganar sutilmente as pessoas levando a um consumo exagerado, criando expectativas não vitais para cidadão (uso de xampus, fixador de dentaduras, incentivo exagerado ao luxo, ao vício do tabaco, do consumo de bebida alcóolica ...) enquanto se deixa do lado o estilo de viver simples, com sustentabilidade, e com liberdade, distorcendo a realidade, portanto, inconscientemente adotamos um estilo de vida que é totalmente frágil, frustrante, e que afronta a liberdade, a democracia e o desrespeito total ao direito de personalidade do cidadão, como se fosse a realidade da televisão a situação normal em que vivemos. A questão da televisão, essencial para a sociedade, contudo, deve-se levar a um debate consciente, merecendo uma análise por de toda a sociedade sobre sua real utilização desse meio de comunicação.

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