Estamos vivendo na atualidade, numa sociedade do descartável, um sentimento que atrai as pessoas pela novidade. Nada interessa senão as novidades do dia, ainda que custe um dano ambiental, pessoal, moral e ético. A virtualidade, passou a ser como o final da coisas, ou seja, o que "está no sistema virtual "internet, facebook, mídia social,..." é tudo, o resto não deveria existir. Ninguém quer folhear uma revista, ler um jornal de papel, ou assistir a uma entrevista de pessoas que detêm conhecimento sobre determinado assunto. Tudo tem que ser rápido, resumido, fácil de vizualizar, como se fosse "fast food". E aí, tem situações que não podemos alterar, por por exemplo os fenomenos naturais, o plantar, o semear, o colher, nascer, crescer, morrer...Algumas situações podem até alterar, mas não é padrão e nem poderia ser estendido a tudo. Obviamente existem situações que podem ser tecnologicamente utilizada pelo homem, mas não podem o homem virar escravo daquilo que ele criou. Música, poesia, teatro, pinturas, muitas obras jamais o tempo irá apagar e cada dia se pode constatar a criação única, jamais o sistema virtual poderá criar obras feitas por homens, uma situação singular, como inúmeras existentes, que são admiridas pelas pessoas, em qualquer parte do globo...A virtualidade, pode cooperar em conservar, mas criar é obra humana, pessoal, singular...
Não se pode desprezar o passado veja: "Gravadoras relançam clássicos em forma vinil - (...) Se você por acaso não tem uma vitrola funcionando em casa, está na hora de providenciá-la. Vinicius e John Coltrane das empresas Blue Note e a brasileira Elenco, estão relançados o vinil. Justificativa: "A experiência de sentar em torno de uma vitrola é um ritual similar ao de sentar em torno de uma fogueir...a para contar histórias". "Rola uma experiência que diferencia o vinil de tudo: a visual, por causa das capa de 30x30 centímetros; a tátil, pela experiência de manusar o LP; e a auditiva, que é a qualidade do som"... Não é barato uma caixa de discos da Elenco custa R$-349... (Folha de Londrina - caderneto 2, p. 3 edição 1-4-2014) Enfim, o ser humano tem sede do que é humano: ver, pegar, sentir, manusear, apertar, beijar, olhar, guardar, enfim, a virtualidade é como um objeto passado "verniz", mas o real é mais emocionante...