Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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terça-feira, 24 de abril de 2012
DESALENTO
Nos dias atuais no Brasil, vivemos "dias de desalento". Infelizmente, apesar do País estar em "pleno vigor", pelo menos na área econômica, conquanto o Governo está gastando com a manutenção do real (dinheiro) o valor aproximado de R$-472 milhões. Na representação política atual, raras exceções, causa desalento no cidadão. É verdade, não se pode viver de utopia, que existe sociedade sem corrupção. Mas no panorama nacional, está recheado de notícias de corrupção política, envolvendo parlamentares, autoridades, agentes públicos em geral, empresas e esquemas. Não chega a atrapalhar o dia-a-dia do cidadão, mas, ela fica "puta da vida", quando é informando que "tanto milhões" foram desviados, e inexiste investimento em infraestrutura, tanto necessário e essencial para o dia-a-dia do brasileiro. Transporte público, é lotado, não dá conta de transportar o povo. Aeroportos, é uma cilada, não tem certeza da chegada, quando houver qualquer anormalidade do tempo. Vias públicas das cidades, são precárias, com excesso de sinalização, e não dá acesso a lugar algum e as vias expressas congestionadas. Saúde, nem sequer falar, haja vista, que "filas e filas intermináveis". Habitação (popular), não atende todas as pessoas que necessitam de verdade, para se livrar do aluguel, da favela, do esgoto. Quando alguém consegue casa popular, é por indicação política, a não ser em casos que o cidadão tem renda necessária para ingressar em projetos diferenciados, ou quando "morre a família soterrada aí surge casa para os desabrigados, porque é uma emergência e poderia ter evitado o caos, a morte, a ruína). Educação, vai tão mal, que embora haja esforço de melhora, infelizmente estamos formando gerações de ignorantes, sem perspectivas. Enfim, não é o caos, não é o berço explendido, poderia ser mais do que isso. Pela natureza do nosso povo, que sempre quer ser feliz e tem esperança e capacidade de luta, o Brasil com o atual desenvolvimento, economia a todo vapor, agricultura abençoada, enfim, recursos naturais abundantes, como se fosse a figura do "Éden", poderíamos ser mais que a sexta economia mundial, com felicidade plena para o povo, uma promessa de esperança para os jovens e crianças, apesar do atual "caos de moralidade e ética, descompromissado totalmente com a democracia", poderiam sonhar com um país decente para as futuras gerações.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
ÉTICA PÚBLICA
Não é só no Brasil que existe corrupção. Infelizmente esse vírus
está espalhado pelo mundo, principalmente, onde existe o exercício do poder,
propriamente dito e do poder político. Fatos recentes informam que o Presidente
da Alemanha, não esperou a conclusão do processo sobre tráfico de influência e
renunciou. O rei Juan Carlos da Espanha, não esperou conclusões sobre o mal uso
de recursos públicos por seu genro, afasto-o da família real. No Brasil, a
Presidenta Dilma, não esperou apurar denúncias contra ministros, aplicou a pena
de demissão. Evidentemente não se espera de forma alguma uma transparência de
100%, pois isso é uma utopia, hipocrisia e um falso moralismo. Há muitos séculos o homem convive com
corrupção, traição, crimes, escândalos, jamais desaparecendo nas relações
sociais. Não obstante a isso, temos
sempre a esperança (não se deve desesperar) que sempre haverá mudança,
alterando o poder, afastando-se a corrupção e o jogo político de interesses, e
no Brasil a aplicação da Ficha Limpa. Não se pode perder de vista, que a ética
( na vida pública, na economia ou na vida pessoal) é um conjunto de valores morais e princípios
que norteiam a conduta humana na sociedade. Deve ser aplicada na vida pessoal e
pública, e demais relações sociais, nunca, entretanto, devemos se conformar com
a impunidade, leniência, conivência ou cumplicidade com desvios e transgressões
ética, nem com a impunidade, tão frequente em nossa nação. No Brasil, nos dias
atuais, os cidadãos têm notado o esforço da sociedade civil, além
dos poderes constituídos, para impor
transparência, forçando a aprovação de Códigos de Condutas e também para
efeito eleitoral a Lei de Ficha Limpa, apesar de existir, além dos controles próprios
de cada administração pública (interno) , o controle externo feito pelo
Tribunal de Contas, com previsão constitucional (artigos 70 a 75). A
ética pública está aí presente, combatendo e exigindo dos poderes constituídos,
controle e punição. A democracia, embora apregoa liberdade, é um regime que
exige obrigações recíprocas. Exige-se respeito de uns para com outros,
exercício de poder com princípios éticos, gerando confiança da boa governança
da “coisa pública”, com valores de integridade,
moralidade e no mínimo decoro,
necessários para lastrear o respeito e confiança dos cidadãos, enriquecendo e assegurando o bom convívio
social. A ética pública brasileira, é prevista no artigo 37 da Constituição: “A administração pública direta ou indireta
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade (transparência) e eficiência...”. A boa administração pública, com ética,
consiste na promoção incansável da prosperidade, justiça, paz e liberdade que
todos aspiramos para um Brasil melhor, digno de legarmos aos nossos filhos e
netos.
Matéria publicada no Jornal "Folha Regional de Cianorte", dia 22 de abril de 2012.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
LÍDER E PODER
Estamos quase chegando a meados de 2012, ano de eleições municipais em todo o Brasil. O eleitor e o cidadão brasileiro, fica preocupado com a atual crise de liderança política existente no Brasil, aumentada recentemente pela perda da confiabilidade (candidato-eleições-política). Começou com a crise instalada no Governo Collor, onde a corrupção aflorou de maneira aberta. Assim sucessivamente de lá para cá, muitos casos foram descobertos na política brasileira, onde foram instaladas CPIs, em todas as esferas de poder (federal, estadual e municipal). É quase impossível no dia-a-dia não aparecer notícias sobre corrupção, envolvendo líder político e poder, agentes públicos e autoridades, em todos os níveis. Recentemente a nação sofreu o impacto no noticiário do Senador Demóstenes de Goiás, ligado às operações de Carlinhos Cachoeira. É óbvio que este parlamentar foi eleito o “pivô dos fatos”, contudo, existem “n” pessoas envolvidas neste sistema, inclusive, exercendo mandato político, além de agentes públicos e autoridades, pois a corrupção é uma rede de interesses. Impossível por certo alguma CPI nesse sentido, é evidente o envolvimento de muita gente, autoridades e parlamentares. A corrupção de fato está diretamente ligada ao líder e ao poder. O que se tem perdido de vista principalmente no cenário político nacional, é que o cidadão eleito, líder e detentor de poder, perdeu a noção do bem comum. O que se retira do contexto do exercício do poder político, é que o líder (detentor de mandato), com ressalvas, tem utilizado do poder para proveito pessoal, negando a utilidade do mandato para promover o bem comum. Uma das finalidades do poder e o exercício da liderança política, salvo engano, é servir à comunidade, a população, ao cidadão, enfim, a todos, sem reservas. Exercendo o mandato, o líder político deve trabalhar para o bem de todos, máxima do poder e do líder, retirando-se a filiação partidária ou interesses pessoais, grupos ou “compadrio”. Perdeu-se a integridade, a lisura, a ética, à disposição de luta pelos interesses do cidadão e da sociedade. É lógico que existem exceções, nem tudo está perdido, contudo, não se deve perder de vista que “a finalidade do poder não é servir a si próprio e sim servir a todos”.
Publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte", edição de 15 de abril de 2012.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
ALÉM DO ÓBVIO
Somos tão racionais, que, quando olhamos ao nosso redor às pessoas, os objetos, não conseguimos ver além das aparências, superficialmente. Nossas relações no dia-a-dia, também não vão além das aparências. Nosso amor, também não vai além disso, claro...esperanças, presente, futuro... Tudo isso porque estamos sempre de passagem, com pressa, sequer atentamos para a simplicidade das coisas. Queremos e tentamos enxergar somente aquilo que nos preenche, o óbvio. Demais situações e coisas, aparecem distante, talvez a conexação seja hoje a fórmula mais atraente de relacionarmos, pois não temos compromisso, pronto “click”. Cada dia mais, nossos relacionamentos, estão virtuais – “ligue e desligue” (além de termos em língua estrangeira nos aparelhos eletrônicos “on” “off”, assim por diante) ou “conectar ou desconectar”. É a ordem atual, depois, ficamos sozinhos, sem ninguém, na frieza do nosso tão esperado bem estar. Ao pensarmos em segurança, estamos assediados de medos; pensar em amar, mesmo que seja o próximo (vizinho, amigo, colega), resta as complicações, não temos tempo para o problema dos outros, conquanto estamos numa comunidade. Estamos descompromissados com nosso ser e os demais, queremos liberdade, sem limites. Não existe nenhuma obrigação legal de atentar aos próximos, mas é uma questão humanitária, ética, pois não podemos viver no individualismo exacerbado, conquanto o sistema promove situações para tal finalidade, esparramando e alarmando o medo, a insegurança e falta de espectativa do amanhã. O homem não foi criado para viver só, como ermitão, em desertos. Talvez em pequena escala existem situações que os humanos, optam por viver nesta situação, opção religiosa e pessoal, mas a regra é a convivência, a solidariedade, a sociabilidade. Temos que aprender a enxergar além do óbvio, da aparência, da superficialidade, valorizando aquilo que nos rodeia, que necessitamos para viver, conviver, amar, ter fé, esperança,... ainda que por instante sequer.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
DEPUTADO ROMÁRIO
O deputado federal Romário (PSB-RJ) parece ter comprado uma briga com parte dos colegas. Em entrevista a Renata Bett, publicada nas páginas amarelas de VEJA (edição 2261 - 21 de março de 2012), o ex-artilheiro criticou o funcionamento da Câmara. Para ele, a maioria dos deputados não estão dispostos a pegar no batente, e disse “...eles não querem saber de nada”. A carapuça serviu. Indignados, alguns parlamentares protestaram na Tribuna, inclusive se tem notícia de andamento de um movimento para que Romário faça a retratação. Romário, enquanto jogador de futebol sabia que na regra normal do jogo (90 minutos, prorrogação), existem jogadores, árbitro, bandeiras, reservas, técnicos, enfim, uma comunidade presente no espetáculo, portanto, jogava dentro de regras conhecidas e transparentes. Embora no futebol, existem picaretas e pilantragem, é evidente que a crítica feita de forma genérica, para o Congresso, ainda que de forma franca, incomoda muita gente, muito mais, quando afirmou na entrevista “... De fora, todo mundo acha que lá no alto está a nata da nata, mas isso é balela. O que mais tem no andar de cima é gente que não se coça para nada, quando não sai por aí se metendo em pilantragem” (Revista Veja p. 18). Denota-se que nosso atleta, está indignado com o ambiente parlamentar. Não obstante a exceção, existem parlamentares que efetivamente dedicam ao seu trabalho, estão preocupados com temas nacionais, portanto, talvez a crítica do Baixinho foi generalizada, ou seja, excesso de franqueza, podemos assim considerar. Todavia, o teor da entrevista, sobre o Congresso Nacional, deixa o eleitor preocupado, mais ainda o cidadão, esperando que naquele local se debatam temas nacionais relevantes para o país, para a população. No entanto, o que se tem notícia, pela entrevista de Romário, é que não existem debates com raciocínio, capaz de transformar ideias em projetos efetivos, que possam melhorar a vida da população brasileira. Ainda, pode-se dizer e relevar a coragem tida pelo Deputado Romário de dizer a verdade, que é real, evidente. O debate atual no Congresso, gira em torno de Copa do Mundo, pois é o momento próprio, onde em várias obras, estão sendo injetados recursos públicos (dinheiro do povo), estamos em 2012, em plenas eleições municipais, onde, além do dinheiro, está em jogo o poder político. Deputado Romário, esperamos que suas idéias, pensamentos e denúncias, não passem despercebidas pelos demais parlamentares, não fiquem no esquecimento, que passem os parlamentares (que se sentiram ofendidos com a entrevista), no mínimo a se preocupar daqui em diante, em discutir e debater os direitos sociais garantidos pela Constituição, além de outros temas relevantes para a sociedade. Também, que, questões sociais e temas relevantes, arguidos e prometidos em “discursos eleitorais”, sejam aviventados, não por força de manifestação popular, clamor público, movimento liderado por entidades de classe e da sociedade civil organizada e sim pela própria iniciativa parlamentar, dando prova e a razão de ser representante do povo.
Publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte", edição de 09 de abril de 2012.
(www.folharegionaldecianorte.com)
quarta-feira, 4 de abril de 2012
BELEZA NATURAL
Nada contra os profissionais da beleza, mas considero ideal a beleza natural. Pelos jornais e colunas sociais, mostra-se cada vez mais profissionais destinados a propiciar belezas “as pessoas e coisas”. São muitos profissionais que se dedicam a esta atividade. É personal para cada tipo de situação, enfim, profissionalizaram também a beleza. Assim como ser político, antigamente era exercer “múnus público (vereador não tinha salário), agora, a beleza mesmo natural, precisa ser turbinada, para ser aceita, com direito a nota em coluna social, para ter validade. Além da virtualização da beleza, via internet, acompanhada de “acertos e truques fotográficos”, tudo se tornou artificial demais. Não sabemos mais se é beleza natural, produzida ou apenas um truque de mercado. Da beleza natural e simples, não só do sexo feminino, mas existe também o mercado para o sexo masculino. Cabelos brancos outrora significado de uma existência, tornou-se marco de desleixo, merecendo sempre um tonalizador ou uma pintura, ou até vergonhoso possuir, no mundo do de eternas inovações. Não queremos ser mais pessoas naturais, escondidas pela existência de anos de vivência. Nossas experiências, embora vividas, fruto de muitas noites sem dormir, trabalho árduo, cedem a pressões de inovações tecnológicas, acompanhadas daqueles bordões “você tem que se atualizar, se não você fica para trás”. Talvez seja verdade, mas no fundo, o tempo não mudou nenhum pouco, as horas continuam com 60 minutos, a vida não mudou, continua à mesma, e nós continuamos cada mais visivelmente doentes, buscando viver pela aparência, cada dia mais exigindo um novo profissional para atender nossas necessidades.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
DIMENSÃO DA VIOLÊNCIA
Existe mais violência dentro da sociedade, que nossos olhares não conseguem observar. Existe a violência que consolida em crime, sendo uma da situação mais sentida e presenciada pela população. Existe no Brasil e em diversos países onde se trava luta por liberdade, ideologia, direitos políticos, enfim, por questões diversas. No caso da segurança pública, caso do Brasil, exige que o Estado, adote políticas públicas efetivas para proteger a população. Quando se fala em Estado, exige-se esforço da União, Estado e Município, para o devido controle, já que por ser um fenômeno social, impossível de se aniquilar completamente. Quando o Estado está ausente (falta de atenção devida), como caso típico da cidade do Rio de Janeiro (em certos locais como se tem noticiado), aumenta a vulnerabilidade da população, pois ausente o Estado, é obvio que a rede de violência da criminalidade avança (tráfico de drogas, de armas, entre outros crimes em cadeia ligados estas situações), surgindo, no caso milícias, que em síntese prestam nestas comunidades uma pretensa segurança, em substituição do Estado, cobrando da população todos os serviços básicos que necessitam. Todavia, não podemos esquecer que violência é presente, real e nunca pode deixar de ser admitida no contexto atual. O que precisa ter cuidado, é forma como vem sendo dimensionada, pelos veículos de comunicação em geral, pois em horário de “pico” à cobertura real desses fatos sobrepõe e extrapola limites, um verdadeiro espetáculo, como se fosse a única notícia daquele veículo comunicador, levando à população a pensar e acreditar, que não temos nenhuma segurança, tudo está perdido, é o caos, sem solução. Não é verdade, pois se assim fosse, toda a população do Rio de Janeiro (exemplo) teria se mudado daquele local, para outro local do Brasil ou exterior, onde a violência é considerada de menor índice. É fato que muita gente cultua a violência, tira proveito e lucro, além de obter poder, contudo, não é parâmetro para toda a população, não obstante estar sempre em confronto em condições de desemparo e insegurança. O que se deve ter em mente, que a violência é um fenômeno social e real, traz prejuízo social sem medida para a sociedade. Não é toda violência que se torna em crime, portanto, devemos procurar a cultura da paz, buscando solução para as causas e efeitos, revendo a educação dentro dos lares, passando pelas escolas, igrejas, ruas, instituições, percorrendo todas as camadas da sociedade. Toda a sociedade tem responsabilidade pela cultura da paz, iniciando por uma responsabilidade pessoal até atingir a coletividade. O esforço comum, sem dúvida alguma, altera a realidade, alimenta a esperança numa ordem social feliz e segura.
Publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte" dia 01 de abril de 2012.
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