Não é só no Brasil que existe corrupção. Infelizmente esse vírus
está espalhado pelo mundo, principalmente, onde existe o exercício do poder,
propriamente dito e do poder político. Fatos recentes informam que o Presidente
da Alemanha, não esperou a conclusão do processo sobre tráfico de influência e
renunciou. O rei Juan Carlos da Espanha, não esperou conclusões sobre o mal uso
de recursos públicos por seu genro, afasto-o da família real. No Brasil, a
Presidenta Dilma, não esperou apurar denúncias contra ministros, aplicou a pena
de demissão. Evidentemente não se espera de forma alguma uma transparência de
100%, pois isso é uma utopia, hipocrisia e um falso moralismo. Há muitos séculos o homem convive com
corrupção, traição, crimes, escândalos, jamais desaparecendo nas relações
sociais. Não obstante a isso, temos
sempre a esperança (não se deve desesperar) que sempre haverá mudança,
alterando o poder, afastando-se a corrupção e o jogo político de interesses, e
no Brasil a aplicação da Ficha Limpa. Não se pode perder de vista, que a ética
( na vida pública, na economia ou na vida pessoal) é um conjunto de valores morais e princípios
que norteiam a conduta humana na sociedade. Deve ser aplicada na vida pessoal e
pública, e demais relações sociais, nunca, entretanto, devemos se conformar com
a impunidade, leniência, conivência ou cumplicidade com desvios e transgressões
ética, nem com a impunidade, tão frequente em nossa nação. No Brasil, nos dias
atuais, os cidadãos têm notado o esforço da sociedade civil, além
dos poderes constituídos, para impor
transparência, forçando a aprovação de Códigos de Condutas e também para
efeito eleitoral a Lei de Ficha Limpa, apesar de existir, além dos controles próprios
de cada administração pública (interno) , o controle externo feito pelo
Tribunal de Contas, com previsão constitucional (artigos 70 a 75). A
ética pública está aí presente, combatendo e exigindo dos poderes constituídos,
controle e punição. A democracia, embora apregoa liberdade, é um regime que
exige obrigações recíprocas. Exige-se respeito de uns para com outros,
exercício de poder com princípios éticos, gerando confiança da boa governança
da “coisa pública”, com valores de integridade,
moralidade e no mínimo decoro,
necessários para lastrear o respeito e confiança dos cidadãos, enriquecendo e assegurando o bom convívio
social. A ética pública brasileira, é prevista no artigo 37 da Constituição: “A administração pública direta ou indireta
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade (transparência) e eficiência...”. A boa administração pública, com ética,
consiste na promoção incansável da prosperidade, justiça, paz e liberdade que
todos aspiramos para um Brasil melhor, digno de legarmos aos nossos filhos e
netos.
Matéria publicada no Jornal "Folha Regional de Cianorte", dia 22 de abril de 2012.
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